quarta-feira, maio 24, 2006

Como é que ela sabe?!?!?!

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A Sara está com 2 anos e 3 meses!
Etavamos no carro os 3 na conversa...
Mãe - Vamos a casa de quem?
Sara - Quem?
Pai - Do Nuno
Sara - E da Sandra
M - Como se chama o bébe da Sandra
S - Tiago
P - É o Tiago!
M - Está na barriga da Sandra
S - Está na água!
P e M - ?!?!?!?!?!

Como é que ela sabe?
Pode ter sido coincidência, mas foi dito com tanta naturalidade, como se fosse a coisa mais obvia do mundo, que ficamos os dois boquiabertos...

Mistérios...

domingo, maio 21, 2006

Mais um!

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E lá li mais um livro.
"O Codex 632" da autoria de José Rodrigues dos Santos.

Não posso dizer que tenha gostado do estilo (não gosto de ver mulheres apelidadas como gostosas - por exemplo). Também achei que lutava em várias frentes - não sei se não eram demais?! E senti que havia pouca coerência no ritmo do livro (mas não sou critica literária!).

De qualquer forma o livro prendeu-me!
Foi um prazer lê-lo.
Recomendo-o a apaixonados de história
Uma visita ao Portugal dos descobrimentos!

Qual se seguirá?
Será que vou a mais um Saramago?
Como já vos disse - tenho o "Todos os nomes" na calha!

segunda-feira, maio 15, 2006

Neurose de 2ª feira

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Sabem do que estou a falar, não sabem?
Uma angústia que se instala (maior ou menor consoante os casos...)

Voltar ao ritmo, desviar a atenção do nosso umbigo (que sabe tão bem ,às vezes....) e volta-la para o mundo, para os outros , para as responsabilidades.

E olhem que eu adoro o que faço!!!!!!

quinta-feira, maio 11, 2006

Banco de Jardim

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Gosto de bancos de jardim!
São sempre calmos, convidam a momentos de pausa, a confidências, a pensamentos soltos, a beijos trocados.
Quando tenho tempo gosto de me sentar à sombra num banco de jardim!
Leio, escrevo, não faço nada!
Projecto... Recordo...

sábado, maio 06, 2006

Freud

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E hoje se comemora os 150 anos do nascimento de Freud.
Em Lisboa tiveram lugar duas iniciativas (as que eu tive conhecimento) para celebrar esta data.
A Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação foi palco de um seminário, organizado pela Sociedade Portuguesa de Psicanálise, onde participaram alguns ilustres psicanalistas da nossa praça, e onde foi lançado um livro comemorativo da data - "Sigmund Freud - 150 anos depois" da Fenda.

Também o ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada) realizou um ciclo de filmes, comentados, sobre a vida e obra de Freud.

Não tenho o dom da omnipresença... Não sei como correu o evento do ISPA. Na faculdade foi bom rever colegas de curso, amigos de outros tempos e psicanalistas que não tenho a oportunidade de ver muitas vezes.
Deu-se lugar ao pensamento, à elaboração. Partir de Freud para pensar a psicanálise no aqui e agora! O acesso ao inconsciente, e como isso provocou uma alteração socio-cultural, o acesso ao sonho, a sistematização teórica a que Freud nos habituou e que emprestou um olhar cientifico ao estudo da mente e do comportamento. A valorização das pulsões, Eros e Thanatos, o reconhecimento de uma sexualidade infantil, etc, etc...
Falar de Freud e de psicanálise é também falar de muitos os que espandiram o seu trabalho, do que a Psicanálise evoluiu depois de Freud, de convergências e divergências!
A mesa que mais gostei - o pensamento de dois homens que muito admiro - Conferência do Prof Carlos Amaral Dias comentada por Porf António Coimbra de Matos - que falaram na "Lógica do Luto a partir de Luto e melancolia"

sexta-feira, maio 05, 2006

Os livros que vou lendo

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Terminei no fim-de-semana mais um Saramago - "Ensaio sobre a cegueira"
E agora?
Tenho na calha o "Todos os nomes" mas quero alternar Saramago com outras leituras.
Fico sempre com esta pergunta - o que ler a seguir?
Estive muito tempo sem ler regularmente - coisas de uma maternidade mais (e menos) recente, e de estudo que tinha de ser feito.
Mas sabe-me tão bem ler!
É bom reencontrar um espaço para os livros!

segunda-feira, maio 01, 2006

ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso

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Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.
·O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.

O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.

Freud - A saga continua

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A imprensa continua a escrever
Parece que os 150 anos do "pai Freud" não passaram em branco!
É bom que se fale de psicanálise!
É bom que os bons psicanalistas da nossa praça apareçam. É bom que a psicanálise ande na boca "das gentes", e que se abra um espaço, para mostrar o que por cá se faz (somos poucos - 206 - mas boms!), e para que quem não acredite na psicanálise o possa mostrar!
Falemos então de psicanálise!
Nos jornais, nos cafés, nos almoços, nos divãs...

. --------------------------------------__--------------------------------------por Warhol