sábado, dezembro 29, 2007

Eu não ia dizer nada!

Mas...
Que a noite da passagem deste para o próximo (estamos a falar do ano, claro!) seja em boa companhia . Pois é assim que espero que o próximo ano seja para todos voces! Em boa companhia!
Que tenha também a companhia de um bom vinho que nos lembre os pequenos prazeres!
E para os fumadores...
Vai ser a última... em liberdade...
Aproveitem-a!



sexta-feira, dezembro 28, 2007


Hoje tive um sonho (que não importa contar porque não iam perceber nada!) mas que me fez pensar que há coisas que eu valorizo e que realmente não têm importância nenhuma. Ou terão a sua importância mas não aquela que eu lhes dou!
Gosto quando um sonho me ajuda a ver com tanta clareza coisas que embora eu saiba parece que não vejo!
Vocês já sabem... gosto de sonhos!


domingo, dezembro 23, 2007


(imagem "pedida emprestada" ao Instituto de Psicanálise)

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Hoje apetece-me!


Deitar a língua de fora!

sábado, dezembro 15, 2007

Há coisas que ainda têm de ser escritas assim!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Tertúlia - O Presépio no ano 2007 d.C.

Botticelli - Adoration

O presépio do ano 2007 d.C.
O que convocamos quando construímos o presépio nas nossas casas?
O que convocamos quando vamos admirar os presépios artísticos expostos nas igrejas e nos museus?
O que é convocado em nós, quando vemos os presépios que adornam as ruas e as montras das lojas nesta época natalícia?
Convocamos o nascimento do Menino Jesus da Igreja Cristã?
Convocamos a “unidade originária” com a sua tríada, mãe-pai-bebé?
Convocamos os Reis Magos, representantes dos sacerdotes, dos sábios astrólogos e dos eruditos das três raças humanas?
Convocamos as vicissitudes da vida que obrigaram Jesus a nascer numa manjedoura porque os seus pais tiveram de rumar a Belém para participar num recenseamento obrigatório da população romana e não encontraram alojamento em nenhuma hospedaria da cidade?
Convocamos a Yuletide, a antiga festa víquingue do solstício do Inverno que, quando o Sol se encontrava no seu ponto mais baixo e as noites nórdicas eram as mais longas do ano, celebrava, para agradar aos deuses Odin e Thor, o nascimento do Sol e o acordar, mais uma vez, da natureza no início do novo ano?
É sobre tudo isto e o mais que vier e o que a estrela nos guiar que vos convidamos a virem participar connosco nesta tertúlia natalícia.
Votos de Natal Feliz
Cumprimentos de Yuletide



Convidados:

Prof. Doutor Carlos Amaral Dias, Psicanalista
Doutora Deolinda Santos Costa, Psicoterapeuta
Prof. Doutor José Henrique Dias, Historiósofo

Dia 16 de Dezembro de 2007 às 18,00 horas

Local: Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1 (em frente aos Correios do Poço do Bispo).

ENTRADA LIVRE

Organizado pela Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Psicanalítica







terça-feira, dezembro 11, 2007

O que é?

Um destes dias conversava com um casal amigo, páginas tantas perguntaram-me "Para ti o que é o amor?". Não soube o que dizer. Acabei por responder que provavelmente é uma coisa diferente para cada pessoa. Para mim... é uma escolha... (acho) é poder escolher com quem estou e lutar por essa escolha mesmo quando nem tudo corre bem. Assumi-la. Fazer com que dê certo. Ultrapassar crises. Lutar por essa escolha enquanto ela fizer sentido - e faz sentido quando se vive a possibilidade do "para sempre".
Mas quem sou eu para dizer que quando alguém vive , p. e., uma relação de dependência, não sente que está a amar?
Ou quando há um desejo tão intenso que se "precisa" do outro, que essa não é uma forma de amar?
E falávamos - e o que é o deixar de amar?
Deixa-se de se amar de um momento para o outro?
Tantas perguntas que não têm resposta!

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Ando ocupada a...

Ando a fazer as minhas prendas de Natal!
(adoro lamber o tacho no fim!)

Ehehehehe

terça-feira, dezembro 04, 2007

A espera



Isabel levantou-se cedo,
Talvez fosse hoje. Talvez o Sr Marcolino trouxesse lá no meio das outras cartas, contas e encomendas a resposta dele!
Coisa tonta esta da Isabel, de se arranjar com mais primor no dia em que pressentia que o Sr Marcolino ia trazer uma carta do José. Lavava a cara com a água fria do fim do Outono, penteava os cabelos negros e prendia-os atrás com uma fita de veludo vermelha que ele lhe tinha dado no dia do baile da Sra da Anunciação, passava uma gotas do perfume caro no pescoço e vestia o casaco domingueiro.
E enquanto se ocupava com os seus afazeres ia espreitando a curva do caminho, imaginando vezes sem conta que ouvia a campainha da bicicleta do Sr Marcolino que deixava as encomendas na loja da D Maria.
Que inquietação esta que tomava conta dela, lembrava na sua cabeça as palavras que tinha escrito com a sua letra bem desenhada, palavras escolhidas com cuidado, frases que antecipavam os olhos dele presos no papel, bebendo cada silaba com se fossem beijos dela.
Talvez fosse hoje.
Largou o que fazia e foi buscar o jarro de água. Encheu um copo e foi sentar-se à porta, bebendo lentamente e olhando a curva do caminho...
Estava bonita, o cabelo preto brilhava à luz do sol de Outono, mas mais do que esse sobressaia o brilho dos olhos verdes, hoje especial, hoje cheio de esperança.
Agora sim. Tinha a certeza de ter ouvido a campainha da bicicleta. Imaginou a cena: A D Maria a abrir a porta, a dar os bons dias ao Sr Marcolino, a receber das suas mãos as poucas encomendas que nesta altura do ano costumavam chegar. Lembrou-se impacientemente do copo de água que tão gentilmente a lojista oferecia cada dia ao carteiro, não fosse a sua pressa tinha sorrido perante a ideia de sempre arranjarem um pretexto para se demorarem mais um pouco um ao pé do outro. E o Sr Marcolino sorria, dizia até à manhã e... aparecia na curva do caminho.
Lá estava ele.
Chegava ao pé dela. Parou!
O coração bateu mais forte, mal se contendo com a expectativa. Era uma carta que ele procurava na sacola e que lhe entregava ela.
Mas a carta não era do José!
E os olhos perderam o brilho...
Talvez amanhã...