terça-feira, fevereiro 28, 2012

Em terras de sua majestade!

Nunca quis ir a Londres! O meu imaginário alimentado por filmes, boatos, e maioritariamente por mim mesma, tinha-a como uma cidade fria, escura, sempre com chuva, e com "nativos" antipáticos como o cinzento dos dias. Por isso nāo! Nunca quis ir a Londres! Imaginava-me talvez na Irlanda.... Ou na Escócia... Eis senão quando o Mr. Boop me oferece uma viagem (via Bruxelas) a entrar em Londres de TGV... Descobri uma cidade que para mim não existia! Fascinei-me com a arquitectura, deixei-me seduzir pela luz (de um sol esplendoroso embora frio), descobri rostos calorosos em cada esquina! Uma vida cultural intensa! Um sem número de possibilidades para alguém com tão pouco tempo! Uma cidade sem dúvida a revisitar!

terça-feira, fevereiro 14, 2012

A máquina de fazer espanhois

Acabadinho de ler!
Valter Hugo Mãe levou-me pela mão a visitar o envelhecimento. A tocar o incomportável que é para nós de nos imaginarmos velhos, doentes, dementes ou sozinhos. 
Quanto ao "Sr Silva" (personagem que nos serve de "hospedeiro" para nele projectarmos o que é isto de envelhecer)... não sei se gosto dele. Às vezes a inspirar ternura, outras a ser cruel, ou pior insensível, egoísta, mesquinho.
A verdade é que a escrita de Valter Hugo Mãe me fez sentir tudo isto.
Um tema difícil (ou difícil para mim se preferirem retirar-se do grupo de pessoas a quem a velhice desperta alguma angústia)l! 
Uma leitura feita com prazer.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Às vezes... Pessoa.


Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!

Alberto Caeiro