segunda-feira, dezembro 31, 2018
sexta-feira, dezembro 28, 2018
Ai !!!!
Fui à outra casa.
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Cicatrizes nas casas
Todas as casas têm cicatrizes.
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sexta-feira, dezembro 21, 2018
É assim o Mr Boop
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quarta-feira, dezembro 19, 2018
E de repente estava lá eu.
Já me tinha cruzado com esta informação antes - que alguns países a oriente estavam a implementar a política de carruagens só para mulheres. E que algumas delas se sentiam bastante confortáveis com a ideia.
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domingo, dezembro 16, 2018
quarta-feira, dezembro 12, 2018
Com a pulga atrás da orelha.
A propósito da proposta do PAN:
.
(Um texto de Silvia Veríssimo, que eu apanhei por aí)
“Tenho aqui "uma pulga atrás da orelha": ou há "gato escondido com o rabo de fora" ou então temos mesmo que "agarrar o touro pelos cornos" e preservar os provérbios portugueses carregados de significado semântico. Sempre ouvi dizer que "mais vale um pássaro na mão que dois a voar" e, sinceramente, deixar voar tanta simbologia vai deixar-nos como "peixes fora de água" em algumas conversações. Vale que "cão que ladra não morde" e às vezes há mesmo que "engolir um sapo". Desculpem se estou para aqui a desbobinar "cobras e lagartos" mas eles deviam era estar "caladinhos que nem um rato" e tirar "o cavalinho da chuva", porque, "macacos me mordam", acabar os provérbios com animais é o mesmo que deixar de "falar como um papagaio", que é uma coisa que eu adoro.
Os políticos às vezes são "chatos como uma carraça" e só dá vontade de lhes gritar "vai-te embora ó melga! , vai-te encher de moscas!". Não tarda proíbem todas as histórias com bichos e até quem se apaixona fica proibido de sentir "borboletas na barriga" ou de "ir ver a foca" (esta é só para quem é de Coimbra! ). Enfim, "os cães ladram e a caravana passa".
E agora, se quiserem, partilhem, que "a cavalo dado não se olha ao dente" e embora "ovelha que berra é bocado que perde" eu não tenho medo pois "quem tem medo compra um cão".
Definitivamente, neste país, temos é que aprender a ser "espertos que nem uma raposa" para não "andarmos para trás como o caranguejo".
...e acrescento que sim, que algumas expressões irão desaparecer naturalmente. Ou ser transformadas e adaptadas a uma nova realidade com o passar dos anos. Quando as touradas fizerem parte de um passado distante, ou quando se extinguirem os papagaios. Mas nada se muda por decreto. Muito menos a voz de um povo.
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10:39 da tarde
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terça-feira, dezembro 11, 2018
Hmmmmm... (quem adivinha o meu signo?)
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11:09 da tarde
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segunda-feira, dezembro 10, 2018
Demoro-me à janela.
Numa das últimas manhãs que passo nesta casa demoro-me um pouco mais à janela.
As cores são fogo, mas no ar há um rasgo frio de uma manhã de Dezembro.
Penso nas mudanças...
Penso nas resistências, e do quanto é mais fácil permanecer no recanto seguro daquilo que é conhecido.
Todo o passo para o novo tem o seu quê de precipício e de voo.
Todo o andar para a frente tem a despedida de uma vida sem retorno.
E surgido de um canto qualquer da minha memória, como que saindo de um livro que teima em ser encaixotado, visita-me um poema:
"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."
(Álvaro de Campos)
________
E depois saio com crianças, mochilas, casacos, etc, que a vida continua igual a ela própria, sem querer saber das "cores africanas" que pintam quadros nas minhas janelas.
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9:21 da manhã
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sexta-feira, dezembro 07, 2018
Escapadela - Beautiful Boy
Hoje consegui dar um salto até uma sala de cinema.
Notem que escolho os filmes, dentro daqueles que me suscitam alguma curiosidade, de acordo com o horário que tenho disponível
Hoje dei por mim a ver o "Beautiful Boy"
Um filme de Felix Van Groeningen
A história:
Com artigos em publicações como "The New York Times", "Rolling Stone", "Playboy", "Wired" ou "Fortune", o jornalista David Sheff sente que está a viver um bom momento na sua vida. Até descobrir que Nic, o filho mais velho, se debate com um grave problema de dependência de drogas. A descoberta deixa-o chocado, pois sempre se sentiu muito próximo dos filhos, em particular de Nic. Determinado a não baixar os braços, interna-o numa clínica de reabilitação para jovens toxicodependentes. Mas, apesar dos aparentes progressos de cada terapia, o adolescente acaba por ter recaídas constantes. Com a família em ruptura, David resolve investigar a fundo a toxicodependência pois acredita que, se compreender o problema em todas as suas dimensões, poderá encontrar a solução para o seu filho.
Na verdade ODIEI!
O filme está bem feito admito.
Mas deixou-me angustiada, sem esperança alguma. E acho que é esse mesmo o objectivo do filme. Alertar para o beco sem saída-
Não precisava de o ter visto!
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quinta-feira, dezembro 06, 2018
Sto Antão
Tão perto.
Mesmo (quase não) tendo pouco tempo não quis perder a oportunidade de perceber porque se chama “verde” a este árido arquipélago no meio do oceano.
Sto Antão mereceria uns dias, de caminhadas, de descobertas, de verde e frutas suculentas, de peixe, de mar, de golfinhos.
Tive um dia...!
A travessia de barco.
E a descoberta da ilha
(E aqui se acaba a partilha da Boop em terras de Cabo Verde!)
| As papaias, que ao lado das mangas, banana, fruta pão, cana de açucar, são prova da fartura desta terra. |
| Cana de açúcar em flor |
| A costa norte. neste dia revolta, com grandes vagas de intenso azul |
| De Sto Antão avistam-se as ilhas mais próximas . São Vicente, Sta Luzia e São Nicolau |
| A delicadeza dos contrastes |
| Sto Antão tem uma riqueza única - água doce em abundância. Nesta foto burros de transporte de água |
| Nos altos cumes de um verde profundo |
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11:54 da tarde
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quarta-feira, dezembro 05, 2018
Germano Almeida

Como já vos disse gosto de, quando viajo, levar um livro cuja acção decorra no país que vou visitar.
Este ano na feira do livro, e estando já a preparar este congresso em Cabo Verde, comprei uma serie de autores africanos. Tive a sorte de encontrar o Germano Almeida na feira, de ter conversado com ele a propósito do congresso e sair de lá com um livro autografado. Ainda para mais, foi um dos nossos convidados numa mesa dedicada à arte, e ao seu papel na comunicação e elaboração da história individual e global.
O livro foi um pouco escolhido ao acaso dentro da sua vasta obra. Não tinha grandes referências e peguei neste...
Estava eu em são Vicente, o livro fala da Boa Vista.... suficientemente perto!
Senti-o como uma história contada à porta de casa para ajudar a passar o tempo nas longas noites africanas do antigamente. Num ritmo leve e algo errático, saltitante, vai-se contando a história da ilha e das suas gentes.
Gostei mais da obra do que do homem. Mas na verdade isso acontece-me muitas vezes.
Deixo-vos uns excertos:
"...Isso porque era sabido que a partir daquela hora minguada, todas as esquinas, todos os becos e travessas e portais em recantos escondidos, tinham outros donos e senhores, essas fantásticas criaturas do outro mundo que se mostravam tanto mais desapiedadas para com os mortais, quanto é certo que sentiam vexadas e ultrajadas e ofendidas no seu direito de livremente e sem cheiro de sangue real correrem e cavalgarem até de madrugada pelas ruas dos povoados, em estrondos fragorosos e satânicas gargalhadas de arrepiar os cabelos de todo o corpo, antes de de novo regressarem aos fundos marinhos onde faziam morada durante as horas de sol sobre a terra..."
"...Depois dos dias iniciais, muito pouco havia para conversar com os da casa, os contadores de estórias tinham todos morrido sem deixar substitutos, de modo que já não havia aquelas reuniões à porta de casa com os adultos sentados em cadeiras, os mais pequenos espalhados pelo chão enquanto nho Quirino ou Moriçona ou um qualquer apanhado na hora debitava longos rosários de intermináveis estórias."
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Marcadores: Livros
terça-feira, dezembro 04, 2018
Pelas estradas de São Vicente
Nem sempre quando viajo uso os transportes públicos locais. Claro que nas grandes cidades adopto imediatamente as redes de metro. Mas em cidades menos cosmopolitas e com destinos mais incertos muitas vezes a opção é o táxi.
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segunda-feira, dezembro 03, 2018
Crónica de Viagem
SÃO VICENTE
Deixo-vos a beleza de Cabo Verde.
E a comida.... hummmmm!!!!
| Marina do Mindelo - Porto de abrigo no meio do Atlântico |
| Tão baratas!!! - comi 3 vezes... |
| As praias desertas, a que acedi no transporte publico local - só por si uma experiência deliciosa! |
| As dunas de areia branca, contrastantes com as enormes colinas negras de basalto |
| As gentes tão simpáticas - aqui 3 crianças deixavam os seus nomes para que pudéssemos enviar por correio uma foto impressa delas |
| Cachupa frita com peixe - esta, na foto, a melhor que comi. Os peixes devem ter sido pescados no local - todos do mesmo tamanho mas de espécies diferentes. Tomei aqui uma decisão - Vou aprender a fazer cachupa! - depois conto! |
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domingo, dezembro 02, 2018
Eugénio de Andrade
Poema à Mãe
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro
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Momento hilário II
E lá demos por nós de novo no carro, a cantar todos, o mais desafinado possível...
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Boop
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