terça-feira, abril 30, 2019
segunda-feira, abril 29, 2019
Resistências
Mudar doi, implica esforço, desconforto, e olhar o assutador desconhecido de frente.
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Boop
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9:28 da manhã
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quinta-feira, abril 25, 2019
terça-feira, abril 23, 2019
Dia mundial do livro
“...a filosofia parece ocupar-se só da verdade, mas talvez diga só fantasias, e a literatura parece ocupar-se só de fantasias, mas talvez diga a verdade.”
Antonio Tabucchi - Afirma Pereira
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Boop
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segunda-feira, abril 22, 2019
Este não conto!
E gosto particularmente dos MEUS sonhos!
(ainda me lembro de alguns sonhos do período da minha análise pessoal que me ajudaram imenso a pensar, e já a terminei há uns 15 anos)
É que protegidos pelo Super Ego, que nos dá algum juízo e nos permite por no lugar do outro, nunca damos lugar assim aos impulsos do ID.
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Boop
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domingo, abril 21, 2019
Marão
Que histórias habitarão o Marão em tempos de festas e do regresso à terra?
Assim visto de longe ergue-se inóspito, negro, gelado.
Parece-me ver no topo um manto prateado, haverá algum resto de gelo e neve?
Mas imagino-o recheado de histórias, de mitos, de lendas, de histórias reais e das outras - inventadas.
E que essas histórias hoje estarão mais vivas por serem contadas e recontadas pelos desertores que fazem um interregno nas suas vidas e voltam às origens.
Que há lágrimas nos olhos de pais e avós.
Que alguns amigos se revêem.
Que irmãos se reencontram.
E que talvez alguma paixão se acenda, impetuosa e urgente (como devem ser as grandes paixões), nalguma curva do caminho.
Mais do que isto não sei, que só vejo a serra de longe...
E “Para lá do Marão mandam os que lá estão!”
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sábado, abril 20, 2019
Juntos para sempre?
Às vezes a natureza dá-nos exemplos que tendemos a idealizar.
“Que bonito” tendemos a pensar das espécies que acasalam para a vida.
Achamos a ideia romântica (acho que os bichos se estão a lixar para o romantismo). Terá o benefício de proteger as crias...
Também tendemos a ver como “libertador” a ideia do livre fornicanso (ok, acho que esta palavra não existe), de a actividade sexual ser pura resposta fisiológica. O “Ide e multiplicai-vos” (usando uma linguagem adequada à época actual de festejos religiosos) livre de compromissos morais.
De que serão feitas as relações que duram?
A propósito desta notícia: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/1238470/o-divorcio-que-chocou-os-biologos-tartarugas-zangaram-se-apos-115-anos?utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer&utm_content=geral
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sexta-feira, abril 19, 2019
segunda-feira, abril 15, 2019
Ortografia
Confesso que a ortografia nunca foi o meu forte.
E que fico na dúvida muitas vezes.
Opto por um “quero lá saber, segue como me soa melhor”
Mas também, quem não fica baralhado?!?
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Boop
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sexta-feira, abril 12, 2019
7/30 Os Interessantes
O livro de Meg Wolitzer que foi eleito melhor livro do ano pelo New York Times, The Washington Post e o The Telegraph em 2013. (A que a imprensa portuguesa fez eco)
Eu... tenho de deixar de confiar na crítica dos Norte Americanos. Deve ser uma questão cultural? Uma diferença estética? Um ritmo de vida diferente?
O livro lê-se, claro. E as 587 páginas até nem custam a passar. Mas é um livro superficial, as personagens com pouca profundidade, a história sem surpresas por aí além.
Um livro para as massas.
Para passar o tempo.
Fez-me lembrar aqueles programas que em tempos proliferavam sobre remodelações de casas e de como achava tão, mas tão mau o gosto dos Norte-americanos. Mil vezes o nosso “querido mudei a casa”!
Enfim. Se quiserem um livro leve... este é um deles!
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terça-feira, abril 09, 2019
segunda-feira, abril 08, 2019
Antítese
Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
... Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito.
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.
Alberto Caeiro
...e neste momento eu tão longe desta paz...
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11:13 da manhã
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quinta-feira, abril 04, 2019
segunda-feira, abril 01, 2019
Alberto Pimenta
No inicio dos anos 90 ( talvez 91/92...) estava eu na faculdade e descobria, nos meus 17/18/19 anos, um mundo tão maior do que aquele que tinha sido o meu até então.
Não foi um choque, nem um sofrimento, nem um deslumbramento. Simplesmente aconteceu (como seria suposto, acho...)
De repente dei por mim na organização de uma festa na faculdade, a fazer sangria, a arredar mesas e cadeiras para reorganizar a sala, a receber caixotes de preservativos Durex que patrocinavam a festa, e... a conviver no “Back Stage” com um senhor que já não sei porquê foi convidado da festa - o ALBERTO PIMENTA.
Ensaiamos uma performance para a leitura de alguns poemas. Eu e mais umas tantas raparigas faríamos o som de fundo enquanto o AP declamava, o som: gemidos.
Para mim uma experiência um pouco surreal... mas o ambiente ajudou, e lembro-me que foi uma festa bem divertida!
Lembrei-me dele, e deste episódio, a propósito da exibição do “Homem Pykante” de Edgar Pêra no próximo dia 6.
Deixo-vos um poema, que sendo dos inícios dos anos 90 poderá muito bem ter sido dito na festa da faculdade.
Mimos para Elisa
elisa gosta de telefonar ao noivo. sentada no so
fá, com o joãozinho à beira, marca o número e diz:
elisa sim meu bem. entretanto o joãozinho mete o
s dedos por baixo da saia de elisa, mete as mãos,
mete os braços. elisa diz: sim meu bem. enquanto g
elisa se recosta, joãozinho mete a cabeça debai
xo das saias de elisa, e faz que sim, faz vivamen
te que sim, enquanto elisa diz: sim meu bem. sim.
estes telefonemas com o noivo são tão longos! se
pararam-se há pouco tempo. o noivo suplica: não
chores elisa. não suspires. a separação não será
eterna. elisa acalma-se. joãozinho sai cá para fo
ra. elisa chega-se muito a ele. joãozinho está ag
ora de pé. o noivo fala fala fala. pergunta: elisa
já comeste os bombons todos que te mandei minha
gulosa? elisa não responde. está com a boca cheia
. mesmo na conchinha do ouvido, muito suavemente,
o noivo chama-lhe gulosa. e outros mimos. outros.
Alberto Pimenta, in 'Santa Copla Carnal'
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Boop
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4:05 da tarde
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