sábado, agosto 31, 2019

18/30 A morte do Comendador Vol II


Há muita gente (pessoas cujo gosto literário muito respeito e que já me aconselharam livros extraordinários) que não gosta de Haruki Murakami.
Eu gosto. Do lado mais surreal, do registo onírico da sua prosa.
Vou continuar a lê-lo seguramente.

(desta vez gostei mais do vol I)

sexta-feira, agosto 30, 2019

17/30 Carol


Ainda não vi o filme e ainda bem!
Não gosto de ser sugestionada por cenários, personagens, cores, condições atmosféricas, e todas as outras pequenas singularidades que os sentidos nos impõem.
Gostei!
Da descoberta de um amor, do crescimento, da forma como está retratada a inevitável perda da inocência.
E como li algures é um livro diferente também por ter sido escrito na preconceituosa década de 50 sobre um amor proibido entre duas mulheres e não acaba mal.
Recomendo!

E como já me disseram que não é de longe o melhor livro de Patricia Highsmith, fiquei com vontade de ler outros!

quinta-feira, agosto 29, 2019

sexta-feira, agosto 23, 2019

A propósito da discussão do momento:


(Ou se quiserem saber mais leiam mais informação e menos opinião. - fica uma sugestão)

quarta-feira, agosto 21, 2019

16/30 A Morte do Comendador Vol.I

O último livro terminado no Algarve este ano.
(Mas acho que ainda vou começar outro! 😉)

Uma das características que aprecio em Marakami é conseguir surpreender-me sempre.
O seu estilo é fluido, quase simples, mas as ideias que explora são livres, quase irreverentes, como se fossem entidades próprias que brincam com o autor, atiçando-o para ver até onde ele chega.


domingo, agosto 18, 2019

Uma amostra...

... dos meus fins de tarde dos últimos 15 dias.



sexta-feira, agosto 16, 2019

Desilusão


Tarantino reconhece-se nos planos, em algumas cenas (a ida ao rancho por exemplo).
Mas não chegou para satisfazer as expectativas!
Já viram?
O que acharam?


quarta-feira, agosto 14, 2019

15/30 Uma pequena sorte

Como vos disse ando a por a leitura em dia!

😊

Este foi-me “recomendado” por uma amiga.
Li a crítica que fez e acrescentei-o de imediato à minha lista
(Mesmo que não tenhamos gostos muito semelhantes no que diz respeito a estilos)



Uma escrita simples e directa.
Um tema difícil.
O que leva uma mulher a abandonar a sua vida, a escolher deixar um filho pequeno para trás 
Há muito tempo que não chorava a ler um livro.
E chorei por a redenção ser possível. Não por ser lamechas!!! Ou fácil! Ou óbvia!

A 10 páginas de acabar o livro o menino Boop pediu-me para ir com ele à piscina. Acho que se estivesse a ler outro livro teria pedido que esperasse um bocadinho.
Mas estando a ler este.... fui! Claro!

Deixo-vos um excerto:
“A sequência (de pensamentos) decorre toda em menos de um minuto. No entanto, são precisas muitas palavras para contar minutos, segundos, instantes, frações de tempo quase imperceptíveis. A sequência ocorre com uma rapidez que as palavras que a contam não conseguem acompanhar. Do mesmo modo que podemos precisar de anos para aquilo que acontece num instante, e para que as palavras que o contam desapareçam. Às vezes nenés consegue que alguma vez desapareçam. Um instante que nos acompanha a vida inteira recriado em palavras milhares de vezes como uma condenação. O tempo comprimido e a narração desse tempo que o expande para se poder entender”

terça-feira, agosto 13, 2019

14/30 Campo de Sangue


O percurso de um homem que vive no limiar da realidade. Sem se ligar verdadeiramente ao mundo e às pessoas. E de como as suas defesas se vão quebrando à medida que deixa de conseguir controlar o que se passa à sua volta o que o leva à loucura

Dulce Maria Cardoso, nunca desilude!
Cada vez dá mais prazer ler autores portugueses!

Impedida...

...de fazer comentários seja em que blog for.
Não sei porquê...
Só posso aceder ao blogger no telemóvel nas próximas semanas e não consigo comentar.
Mas vou lendo!
E em Setembro voltarei com visitas menos “fantasma”!
:)

domingo, agosto 11, 2019

Dos 16 aos 84

‪Esta imagem traz-nos Jane Goodall de 84 anos, a conhecida primatogista que nos encantou há décadas, e Greta Thunberg, a activista de 16 anos que teve projecção mundial graças à facilidade com que a informação passa hoje em dia.
O olhar cúmplice entre elas foi captado e imortalizado na fotografia.
Podemos adivinhar nele (nem que seja por necessidade nossa) uma cumplicidade e entendimento como se se reconhecessem como sendo feitas da mesma farinha.

A mim fez-me visitar uma ideia que muitas vezes tento reflectir com colegas mais novos Ainda cheios da sua irreverência juvenil. A idade é um conceito abstrato. É verdade que se acumulam experiências e se desgasta o corpo. Mas salvo casos específicos em que a doença debilite a autonomia intelectual somos seres equiparáveis/pares na possibilidade de descobrir, de se emocionar, na sexualidade, na teimosia, no prazer pela experiência do belo, ou, como neste caso, na ideologia.


sexta-feira, agosto 09, 2019

13/30 A desumanização



Na desolada região das fiordes da Islândia uma menina vê morrer a sua irmã gémea.
Valter Hugo Mãe leva-nos para o mágico universo infantil sem o dourar ou banalizar. Fala-nos antes do sofrimento solitário, da raiva, do ódio, da desilusão, e das vãs desesperadas formas de se tentar escapar do próprio sofrimento.
Mas fá-lo como se de um sonho se tratasse. Em palavras que parecem desenhadas a pincel, com cuidado, com poesia, com ternura.
Assim se podem falar dos pensamentos mais atrozes, dos desejos mais mortíferos, dos horrores de se crescer sem a metade que falta.

Não é decididamente o livro de VHM que mais gostei.
Mas não dei por perdido o tempo.
(Até porque as 250 páginas se lêem num tirinho)

quarta-feira, agosto 07, 2019

12/30 A caixa preta


Troca de correspondência entre 7 pessoas 
(Duas delas completamente periféricas)
Nestas cartas cabe tudo: amor, ciúme, inveja, paternidade, solidão, desejo, horror, tormento, lembranças, batalhas, religião, ódio, desprezo, ... com Israel como cenário.

O que me fica deste livro é a verdade despida, quase crua, mas repleta de afecto e respeito pelo outro, com que algumas das cartas são escritas. São dádivas ao outro, entrega absoluta, onde o íntimo e o secreto se revelam, não gratuitamente, são palavras medidas, sentidas (por vezes sofridas), de quem se mostra numa partilha quase confessional.
Para mim este é o uso mais nobre das palavras. Quando são usadas para nos por em verdadeiro contacto com o outro.

Amos Oz é um escritor e jornalista israelita. Dedicou-se militantemente a favor da paz entre palestinianos e israelitas. Faleceu em dezembro de 2018.

segunda-feira, agosto 05, 2019

11/30 A Mancha Humana


Gosto (muito!) quando um livro consegue trazer o mundo através da idiossincrasia de uma história individual. Uma história de uma pessoa comum. Que todos nós encerramos em nós a História que trespassamos.
Fica o retrato, não só da América (assanhada com a história de Clinton e Mónica Lewinsky), mas de todo o mundo ocidental.

“O que nós sabemos é que, de um modo que não tem nada de lugar-comum, ninguém sabe coisa nenhuma. Não podemos saber nada. Mesmo as coisas que sabemos, não as sabemos. Intenção? Motivo? Consequência? Significado? É espantosa a quantidade de coisas que não sabemos. E mais espantoso ainda é o que passa por saber.”

É uma das personagens do livro (e tão improvável ter sido exactamente esta!) que nos explica a “manca humana”:

“...nós deixamos uma mancha, deixamos um rasto, deixamos a nossa marca. Impureza, crueldade, mau trato, erro, excremento, sémen. Não há outra maneira de estar aqui. Não tem nada a ver com a desobediência. Nem com Graça, ou salvação, ou redenção. Está em todos. Sopro interior. Inerente. Determinante. A mancha que existe antes da sua marca. Sem o sinal de que está lá. A mancha que é tão intrínseca que não precisa de uma marca. A mancha que precede a desobediência, que engloba a desobediência e confunde toda e qualquer explicação e compreensão. É por isso que toda a purificação é uma anedota. E uma anedota bárbara ainda por cima. A fantasia da pureza é aterradora. É demencial. (...) Tudo quanto estava a dizer à cerca da mancha era que ela é inelutável. (...) as criaturas inevitavelmente manchadas que nós somos. (...)”

sexta-feira, agosto 02, 2019

A ver se ponho a leitura em dia!


(Nota mental: comprar copos de Gin)