terça-feira, fevereiro 14, 2017

Love you to the moon and back!




13 anos com um 14 de Fevereiro tão especial!

Parabéns à minha teenager...

(agora estamos oficialmente na adolescência!)


:)

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Bairro Alto


Isabel passeava distraída por esta cidade que tanto gosta. Conhece-lhe os caminhos e por isso muitas vezes não atenta aos pormenores. Segue metida com os seus botões, embrenhada em pensamentos, evita encontrões, sorri aos rostos estrangeiros.

Gosta das ruelas escondidas, onde os turistas escasseiam. É nelas que a atenção se foca.
Nota o recorte dos edifícios, as roupas estendidas, a tinta envelhecida.
As ervas que furam os intervalos da calçada, o rio que parece correr manso lá longe no sopé da colina.
E encontra uma porta para os sonhos desenhada numa parede. Um convite. "Sonha".

Algures no Bairro Alto
Telemóvel
Clic
SMS "lembrei-me de ti"

Tem de explicar-lhe depois.
Não é ele o sonho. Ele é bem real.
Foi no mundo dela que se abriu um espaço para o sonho quando ele chegou. Por ele, para ele encontrou formas de se expressar, explorou mundos adormecidos dentro dela, aprendeu a nomear afectos, conheceu-se nos segredos partilhados.
Faz parte dos sonhos dela sim. Mas desta maneira tão única.

E segue caminho
Aquecida nesta tarde fria por este pensamento.
De que alguém, à distância de um SMS, lhe alimenta os sonhos.







quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Não vou ser!!



Verbo Ser
Carlos Drummont de Andrade


“Que vai ser quando crescer? 
Vivem perguntando em redor. Que é ser? 
É ter um corpo, um jeito, um nome? 
Tenho os três. E sou?  
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? 
Ou a gente só principia a ser quando cresce? 
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? 
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? 
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. 
Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher? 
Não dá para entender. Não vou ser. 
Vou crescer assim mesmo. 
Sem ser Esquecer.”

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Espera

Às vezes é-me tão difícil esperar...

Imagem encontrada "por aí"

...tenho de me lembrar que a palavra pode ser "sufixada" e tornar-se esperança.



terça-feira, fevereiro 07, 2017

Inferno

Sartre dizia que estamos condenados a ser livres, quando uma criança nasce, existe, mas é no exercício da sua liberdade que descobre a sua essência. 

E por isso, para ele o inferno são os outros.
 Os outros, assim como eu, são livres para construir a sua essência e isso, inevitavelmente, gera conflitos que afectam a liberdade alheia. Para Sartre, a presença de uma liberdade aniquila a nossa própria.
Eles, "os outros", tiram parte de nossa autonomia. Ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que nos reconhecemos a nós mesmos, com erros e acertos. Já que a convivência expõe as nossas fraquezas - logo os outros são o “inferno” 

Percebendo minimamente o conceito de Sartre, tendo o preferir "o inferno somos nós". Quando perdemos a individualidade, a capacidade de escolha, quando nos vemos num sítio onde estão outros corpos, outras vidas, onde se deixou de ter um nome, onde se prescinde da essência, e nos encontramos à deriva sem rumo para a nossa liberdade.

Para mim é esse o inferno - a anulação de si mesmo, a inibição do pensamento (que não o ruminar cíclico e circular) a perda da capacidade de liberdade e de criatividade. São esses os lugares mais escuros.

 (o filosófico, porque infelizmente há muitos infernos bem reais por esse mundo fora)


Dante, perdido na floresta, de Gustave Doré (séc. XIX)

domingo, fevereiro 05, 2017

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Qual?

- Qual o teu instrumento musical favorito?

- A pele.

Diz que o Sr Phil faz anos...

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Bruce Springsteen - You Never Can Tell



E ao vivo se fazem coisas fantásticas.
Sem medos!
Procura-se o tom certo, e avança-se!

Na adolescência, tinha um amigo que era aficionado pelo Bruce.
O Paulo.
Hoje em dia são poucas as vezes que o vejo.
Há alguns anos ainda me surpreendi uma vez ou outra por ainda termos uma conversa tão fácil e interessante.
Mas os anos vão passando. E cada vez o tenho visto menos.
Mas tenho a certeza que ainda gosta MUITO de Bruce Springsteen!
Por isso... este post é para ele!

:)


domingo, janeiro 22, 2017

Quando nasce

Lembras-te da sensação primeira quando foste pai/mae?

Não! Não falo do misto mais ou menos (in)definido de planos, desejos, fantasias, alegrias, sustos, que acompanham todo o processo de uma gravidez.
Nem do prazer e orgulho com que se apresenta um filho ao mundo.
Nem do achares o teu filho a mais perfeita das criaturas.

Falo daqueles momentos incomunicáveis.
De qualquer coisa que te esmaga. De um sentimento desconhecido até então do "para sempre".
Do sentires-te responsável - real e incontornavelmente responsável.
É frágil, dependente, insuportavelmente frágil.
E teu!
De algo que não cabe dentro de ti. Que te transborda desconcertadamente em choro ou riso.

E com o dia-a-dia, num processo lento de aprendizagem e encantamento, te vais descobrindo capaz. E encontras espaço para este amor tão grande que quase doi.
E descobres... que afinal metade das pessoas à tua volta foi capaz.
E tu? Tu serás tão ou mais capaz do que eles.
E saberás conter a angústia dos momentos frágeis, do não saber, do não ter a certeza.

A vida mudou para sempre.


Foto tirada hoje no Palácio da Ajuda
 pelo meu mais novo, agora com 8 anos.


terça-feira, janeiro 17, 2017

É isso e couves!

Ainda a propósito das couves:

Às vezes penso que sou mesmo uma menina de cidade, algo pedante e afastada da dureza da vida.
Não tenho história familiar próxima de viver do que a terra dá.
Não sei o que é "comer o que há"
Sempre tive árvores de fruto, e uma horta (assim pequenita) com espinafres e umas cebolas. Sei o que é apanhar um fruto da árvore e comer. Ou ir apanhar um limão ou uma laranja para fazer um sumo, louro para um assado, Lúcia-lima para um chá, espinafres para a sopa, ...
Mas faz-me confusão ter de comer porque "é o que temos agora, até porque depois vai estragar-se!"
(Eu avisei-vos que tinha o seu quê de pedante este post!)
As couves.... Foram apanhadas, e por isso tinham de se comer!
Não as apanhei eu.
Não as pedi.
Não as quis.
E no entanto ali estavam e havia que as usar. "Quer queira, quer não"!
Sinto-me aprisionada (nos meus desejos e na minha criatividade) quando me impõem batatas, cebolas... ou couves!

Pronto... sou uma menina da cidade!


PS - a feijoada ficou deliciosa! 7 à mesa! Boa comida, bons amigos e bom tinto! Horas tão bem passadas que nem me ocorreu fotografar a panela para partilhar as ditas couves cozinhadas! 😉

sábado, janeiro 14, 2017

Parece que amanhã há feijoada!

Quereis cá vir?
;)



quarta-feira, janeiro 11, 2017

Paradoxos

"Só porque algo parece impossível, não o torna falso!"


quinta-feira, janeiro 05, 2017

Numa cidade

Há uma cidade, só uma, onde se sente em casa. 

Tempos houve em que a "casa" era outra. 
É bonita a maneira como o explica: "é que antes a casa eram as pessoas, onde elas estivessem, aquelas, você sabe, onde elas estivessem eu estava segura. Agora é diferente. Ou sou eu que estou diferente."
Agora o porto, lugar de âncora e descanso, é um lugar que se espante a partir dela própria.
E ela... Ela mistura-se com a cidade, que para ela tem uns limites ligeiramente diferentes dos geográficos. 

Quando a olha assim, como que de fora, de um miradouro, numa fotografia, num desenho, ou quando a sobrevoa no regresso de outras cidades que lhe são "estranhas", sente-se em casa.
Gosta de relembrar momentos / encontros / amigos / aventuras / beijos... enquanto demora o olhar num bairro, numa colina, num jardim, ou quando revisita uma "luz" que lhe é tão propria.
Em "cada esquina" se cruza com a sua própria história. E dá por si a mandar um SMS a alguém, que vive, trabalha, ou com ela viveu algo relevante, no lugar por onde passa.
A cidade encerra histórias que a fazem sentir. Nela vivem tantos dos que lhe são queridos e que ela sabe em "carne viva", com amores, temores, desejos, sonhos, horrores.

A cidade é sua sim.
Uma pertença unilateral, a cidade seria a mesma sem ela. 
Mas é nela que se reconhece!



"A Grande Alface" - Carlos Farinha

Agasalhar o pessoal

Acabei de entregar uns casacos para a "campanha de agasalhos para a noite de Reis".
Uma iniciativa da junta de freguesia das avenidas novas, aqui em Lisboa.

Fui a um dos pontos de entrega identificados - uma loja da Remax.
Para além do meu saco, com casacos meus e da minha excelsa irmã, havia mais uma dúzia deles.

Quem me recebeu vestia irrepreensivelmente. Um jovem dos seus 30 e muitos, com um sobretudo de marca de algumas centenas de euros, e umas senhoras de cabelos cuidados (e pintados de loiro como convém), que abriram um sorriso aberto, me olharam nos olhos e desejaram boas festas.

Ficou-me um sentimento ambivalente.
E suscitou o velho tema de quem ganha mais quando se faz caridade. Economicamente, narcisicamente, socialmente...

Mas seja!
Agasalhos entregues! E espero que por isso alguém durma mais quente esta noite!

Mais informações AQUI