segunda-feira, agosto 28, 2017

Bolinho de alfarroba

Que é como quem diz: "Em Roma sê romano"!

3 ovos
1 chávena açúcar
1 chávena farinha
1 chávena leite (TROQUEI POR 1 iogurte natural!!!!)
3/4 chávena óleo (pus menos)
1 colher sopa vinho do Porto
1 colher chá canela
1 colher chá fermento
2 colheres sopa farinha de alfarroba



sábado, agosto 26, 2017

Vizinhos

Rodeada de alfarrobeiras, figueiras, oliveiras e pinheiros.
O som é o do vento nas árvores, o canto das cigarras, e de quando em vez dos cascos dos cavalos. 
Muito raramente um pica-pau numa árvore ali ao fundo.
E as codornizes, que levantam voo rasteiras, quando apenas esperamos ver rolas e pardais.
No horizonte a serra.
À minha volta grandes formigas mantêm o alpendre limpo, uma ou outra vespa vem ver se há comida, e no fim da tarde as osgas colaboram na luta contra os mosquitos. 

São estes os vizinhos que prefiro nestas semanas de verão.

(Depois também há dos outros. Mas vejo-os muito menos vezes! 😊)







segunda-feira, agosto 14, 2017

1988

1988 - o primeiro ano que passamos férias nesta casa.

Sem electricidade ligada ainda.
Dia 25 de Agosto fomos comer fora de propósito para podermos ter notícias da nossa cidade que ardia.
O centro de Lisboa em chamas.

Hoje fomos almoçar nesse mesmo local.
Um restaurante (que nem tasca chega a ser), longe do fernesim turístico, frequentado por velhos algarvios, sempre os mesmos fregueses habituais, onde sabemos haver bom peixe e umas lulas recheadas bem boas.

Na televisão passavam imagens de um país a arder. O inferno à porta de amigos e conhecidos - e de tantos desconhecidos.
Lembrei com um certo mal estar um Mail que tinha mandado esta manhã, com um assunto menor, a alguém que talvez traga o coração inquieto com as chamas devoradoras.

O fogo assusta-me!
Quase com a mesma força com que me enfeitiça.
Não consigo imaginar o horror, que me chega filtrado num vidro retangular no canto do teto de um restaurante do Barlavento  - sem som, sem cheiro, sem calor...
E espero nunca experimentar esse horror...

A angústia em forma pura
O horror do indizível
A impotência perante uma força natural bruta
...




quarta-feira, agosto 09, 2017

Leituras de férias

É política cá de casa não "consumir férias inflacionadas" no mês de Agosto.

Mudo, com quem me pode acompanhar, para uma casa de férias da família algures no reino dos Algarves.

No ano passado juntamente com os livros que sempre nos acompanham trouxemos este caderno, onde vamos registando os livros (e respectiva crítica/pontuação) que são lidos por aqui.
27 entradas em 2016 (7 leitores, dos 7 aos 70, 10 dos quais lidos por mim)

Hoje acabei de dar a 1ª entrada de 2017, com o livro Teoria Geral do Esquecimento de José Eduardo Agualusa. 
O meu comentário: "mais uma visita à África no processo de independência. A história contada pela vida de várias personagens dos vários lados dos muitos espelhos por que se pode olhar para o 25 de Abril"
A pontuação (de 1 a 5) foi de 3,5






De volta ao Agualusa

"Erro, ao ler, e no erro, por vezes, encontro incríveis acertos. 
No erro me encontro muito.

Algumas páginas são melhoradas pelo equívoco."

terça-feira, agosto 08, 2017

quinta-feira, agosto 03, 2017

Dia longo

Cheguei à minha nova (antiga - a minha primeira) casa com esta luz maravilhosa!

A mudança está feita!
O Mr Boop teve uma das cirurgias mais complicadas dos últimos tempos e está ainda lá para o hospital. Há-de aparecer!
As crias entregues aos avós.

São 23h 
É este o aspecto da minha sala.
E eu em vez de ir arrumar qq coisa, ou tomar banho, ou jantar, ou.... sentei-me num canto e "blogo"!
(Sim, porque ainda nem sofá montado tenho!)

Amanhã - novo dia!




quarta-feira, agosto 02, 2017

Gaivotas

Uma manhã igual a tantas outras e para mim tão diferente.

O acordar dos próximos dias, de todos os próximos dias, terá bandas sonoras diferentes.
Estes juvenis em breve voarão para longe. 
Eu parto primeiro do que eles. Hoje é o meu dia de voar para longe.

(Será que o Hitchcock teve umas manhãs ruidosas quando se inspirou para "os pássaros"?)

PS - em mudança de casa


sábado, julho 29, 2017

De volta aos livros



A fazer de conta que tenho tempo para ler....

segunda-feira, julho 24, 2017

Impulsivo ou prudente

Em momento de procrastinação faço um teste idiota onde às tantas surge a pergunta:
- costuma ser impulsivo ou prudente?

99% das pessoas que me conhecem diriam "Prudente" - e foi essa a minha resposta à questão. Sou na esmagadora maioria das situações prudente!

Depois há o 1%...
E sabem? Sou grata às pessoas junto das quais sou impulsiva. Mesmo que atabalhoadamente, mesmo que sem noção de alguns limites. E às vezes fico à rasca. Mas vale a pena. Porque até esses que me vêm impulsiva me sabem 99% prudente.

NOTA: ser prudente não é sinónimo de por de lado a espontaneidade. É ter a cabeça no lugar. E ser capaz de ir pensando o que estou a fazer.

sábado, julho 22, 2017

Bucólica de Miguel Torga

A magia deste poema?

Ouvi-lo dito pelo meu filho!
Voz inocente.
Meio corrido.
"Mãe, procura a bucólica do Miguel Torga. Vê lá se eu sei!?"
E vem uma palavra atrás da outra.
Gosto de uma escola em que a poesia existe paredes meias com a filosofia, a matemática, o futebol e a pintura. Uma escola plural. Em que é tão natural um rapaz tocar violino, ser craque de futebol, fazer ginástica rítmica, ou uma arte marcial. A diferença como enriquecimento do todo.

E o meu filho sorri enquanto diz:

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha
.

Não dá para mais

Hoje não tenho cabeça para mais!

Será esta a minha leitura pré sono.



quinta-feira, julho 20, 2017

Debaixo de Algum Céu - Nuno Camarneiro

O prometido comentário que tardava...


Comecei a estar atenta aos prémios Leya quando a minha amiga Gabriela Ruivo Trindade foi a primeira mulher a ganha-lo (!!!) em 2013 - Com o livro "Uma Outra Voz" - gostei tanto desse livro!

Este, do Nuno Camarneiro, foi o de 2012... escapou-me!
:)
Peguei-lhe há tempos.
Li-o rapidamente.
Mas não ganha ao da Gabriela!
:)

Quero deixar-vos alguns excertos que gostei bastante:

"Há outras maneiras de ser feliz que não conheço mas intuo, serão fugazes e ardentes, arrebatadoras, isso, arrebatadoras. Como chegar ao cimo da montanha russa para depois descer e subir de novo, e assim sempre. Só loucos ou poetas podem acreditar que depois de um cimo vem outro maior e outro ainda, mas é assim que vivem, por isso cantam e gritam como eu não. E, no entanto, tenho dentro de mim partes descontentes que estejam há muito. Porque diabo esperam?"

"O problema é desenhar a vida em forma de montanha, dar um cume à vida e querer atingi-lo como se o seusentido dependesse desse facto. O sentido da vida, a existir, há-de ser como o sentido de uma montanha, e não muda por lhe chegarmos ao topo ou nos perdermos pelas encostas..."

"Aos homens muito perdidos só lhes restam caminhos que levem a uma mulher. A noite sem mulheres não tem fim, nem o medo ou a morte têm fim longe delas. Filhos delas toda a vida, mesmo que fingindo, mesmo a fugir. Para os homens muito perdidos só as mulheres são lugar."

terça-feira, julho 18, 2017

Tornar a vida picante


Há meia dúzia de anos, numa feira lisboeta de produtos biológicos comprei um vaso com uma pequena amostra de 20cm de altura com 5 pequenas folhas que, garantiu-me a senhora, era um pé de malagueta.

Já em casa duvidei que vingasse....
As plantas cá em casa só se aguentam se forem persistentes e autónomas.   


Mas lá passou para um vaso maior.
E depois para a terra.



A produção é mais do que muita. (Especialmente para quem usa 1 dúzia por ano).
E nesta altura do ano tenho "clientes frequentes" a quem ofereço um frasquinho de malaguetas.
Que lhes apimenta a vida por um ano inteiro (ou não... que cada um as gere como bem entende!) 
:)

Alguém é servido?

Eu faço o que posso para condimentar os dias daqueles que gosto!

segunda-feira, julho 17, 2017

Ou nos teus olhos

"Ver um mundo num grão de areia, E um céu numa flor silvestre, Segurar o infinito na palma da mão, E a eternidade numa única hora".

 "Auguries of Innocence", William Blake