quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Dias de cinema,



Ando a por os filmes em dia!
Nas últimas semanas tenho conseguido ir ao cinema!
(o que não tenho a certeza ser uma coisa boa pois significa mais horas desocupada...)
Mas têm de ser sessões à voltas das 13h o que me limita às vezes a escolha...

Ora ontem foi dia de "The Florida Project".
Retrato de uma classe.
A miúda faz muito bem o seu papel.

O que fiquei a pensar nem foi tanto sobre o filme mas mais sobre o impacto que entrar num filme deste género aos 6/8 anos. O retrato da (desta) infância é duro. As situações retratadas são de alguma violência. A desproteção, A exposição...
5 actores menores (bem pequenos) num filme nada cor de rosa.



terça-feira, fevereiro 27, 2018

Kazuo Ishiguro



Finalmente lido.
Foi folheado ao ritmo da narrativa. Lento. Como se o nevoeiro, a bruma, que acompanha cada passo da estória, se estendesse à minha mente.
Não fui capaz, ao longo da leitura, de afirmar claramente que gostava do livro.
Fui lendo...
Mas o final... (nem sei bem porquê) - as últimas 10-15 páginas, fecham com mestria este conto entorpecedor. Rendi-me!

Tenho outro dele para ler - "Os despojos do dia"
Um destes dias pego nele.

Alguém leu?

Vício de Ti

Um destes dias andei a revistar post antigos.
E reencontrei esta história. (já passaram uns quantos anos mas ainda gosto muito dela!)
:)
E esta música:

sábado, fevereiro 24, 2018

A mão do meu pai

 Nunca mais vos dei noticias disto.

Um dos meus textos:
(não podemos revelar o desafio que deu origem ao texto - é o contratado na inscrição)

Sentia que voava em passo apressado pelas ruas da baixa, a minha mão pequena presa à mão forte do meu pai, era como a proa de um navio a rasgar o mar de gente. Ao nível dos meus olhos ficavam os casacos de inverno, as malas das senhoras, o fumo dos assadores de castanhas. Eu seguia cega, o meu pai era os meus olhos e a minha segurança.
Morreu ontem o meu pai.
Hoje há outro mar de gente que não conheço, mas que como vagas de invernia invadem o meu espaço com abraços e palavras desajeitadas de conforto. Não os quero. Os seus corpos são-me estranhos, como se fossem feitos de uma massa diferente da minha e da dele. Sinto asco. Uma repulsa que disfarço a custo.
Penso nos corpos por baixo das roupas, corpos velhos, flácidos, sem serventia. Invade-me a sensação conhecida de uma ansiedade crescente. Começo a pensar em respirar. Inspira. Expira. Saio numa ânsia por ar. Acendo um cigarro e com ele compasso a respiração.
Raio dos velhos. 
Quanto tempo me falta para ser velha?
O Fernando sentou-se ao meu lado. Amigo de sempre do meu pai, faz das histórias que viveram juntos aventuras perigosas e apaixonadas que enchem os serões como se uma orquestra inteira musicasse ao vivo um filme hipnotizante. Mostrou-me outras facetas do meu pai que assim se tornou mais pessoa aos meus olhos.

Aponta-me por entre as gentes que hoje vieram despedir-se, as personagens das histórias que me encheram a infância, e que ouvi encantada tantas vezes. Embalada pelas memórias, de episódios que de tantas vezes repetidos se tornaram também meus, percebo que todos eles me podem trazer uma parte do meu pai que desconheço. Se conhecer estas pessoas talvez possa perceber melhor a minha própria história.

Estão inscritos mais de 200 participantes.
Neste desafio, o senhor de quem eu não gosto particularmente, deu dois 16 e dez 15, o resto entre o 12 e  14.
E não é que me avaliou com um 15?!? - e na verdade eu própria não me tenho sentido particularmente inspirada....
Mas não, não foi o suficiente para gostar mais dele...

sexta-feira, fevereiro 23, 2018

Vindo do baú

Escrito há 13 anos neste Blog.
Revisitei postagens antigas à procura de uma coisa.
E tendo passado já tanta água por baixo das minhas pontes, continuo a ter como verdadeiro que:


"Hoje aprendi - mais uma vez (há coisas que temos de aprender muitas vezes...) - que é preciso deixar espaço para a ausência, para a falta, e que só assim há espaço para o desejo..."

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Sobrevivi ao dia! :)



Calha a todos...
:)

Acabou por ser um bom dia.
Pequeno almoço com amigas, e "girl talk"
Voltei a casa, entretive-me por lá.... ;)
Recebi um telefonema do prof do P, e toda a turma me cantou os parabéns! ❤️ (Obrigada Francisco!)
Fugi para o cinema!
O almoço tardio em muito boa companhia, acabou por se transformar numa tosta mista e uma imperial...
Rotinas familiares
E jantar com família alargada (que dispensava de bom grado... mas... teve de ser!)

Ufa!
Já acabou!
:)

Sobrevivi!

De vez em quando...

... volto aqui.
:)

Não me tinha apercebido que não abria...
Segue link: https://youtu.be/_8lBiganBm4



domingo, fevereiro 18, 2018

De ontem e de hoje

Nas sei quantas vezes em pequena fui ao cinema com a minha avó Lucila.
Era uma avó... particular...
Dona do seu nariz, opinativa, feminista, não particularmente carinhosa, e com uma gargalhada que ocupava uma sala inteira.
Tenho pena de a ter perdido ainda em pequena e não ter podido descobri-la com um olhar mais maduro.

Não sei quantas vezes foram (pode até ter sido só uma) mas quando penso em cinema da minha meninice é dela que me lembro.
As idas ao cinema da minha infância têm sabor a enfarinhados com queijo e fiambre. Não sei onde ela os comprava, pois nos sítios por onde eu andava não os havia, mas lembro-me do bem que me sabiam, no intervalo da matiné.
Disso... e da minha avó adormecer durante a sessão e (talvez só na minha imaginação) ressonar um bom bocado.

São doces estas memórias.

Porque hoje foi dia de sessão infantil - ou mais ou menos - e imaginei que iria adormecer... Mas não, acabei por ver o filme e não o achar tão mau assim!
:)



sábado, fevereiro 17, 2018

Insónia

É certo que a esta hora muitas vezes ainda não me deitei (1h10).
Mas hoje (ou será mais correcto dizer ontem?) deitei-me com as galinhas, e acordei... e não consigo voltar a dormir!
O meu livro está inacessível...
Acho que vou ligar a TV, já que não tenho com quem conversar.

Detesto quando isto acontece...

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

14 de Fevereiro

Escrito há 4 anos.
Hoje já não quer andar comigo na rua de mão dada... ;)
Cresceu e está fisicamente mais parecida comigo, mas as expressões e o humor são do pai.
Mas o 14 de Fev continua a ser dela!

"Faço o mesmo percurso todos os dias.
Carro parado, parquímetro, e ando uns poucos metros até à porta do prédio.
Hoje passou por mim uma rosa.
Sim, claro, a Rosa ia nas mãos de uma qualquer mulher, era jovem, nem bonita nem feia, não foi a ela que eu vi!
A Rosa - de um vermelho escuro, pétalas aveludadas, pé comprido, sem espinhos, e a quantidade certa de folhas! A Rosa!
Que dizia a quem passava por ela, que aquela menina/mulher era amada por alguém. Hoje afinal é "o dia" de oferecer Rosas.

Eu não tenho uma rosa na minha mão!
Dessas bonitas, aparadas, aveludadas...

Na minha mão, o que eu levo, é uma mão pequenina.
Essa outra mão que há 10 anos, encontrou na minha, o lugar seguro.
A mão da menina Boop que escolheu para nascer o dia em que se oferecem rosas.
Que maior prova de amor podia eu levar na mão para exibir o quanto me sinto amada, pertença, escolhida?
A menina Boop é toda ela Mr Boop! Traz o pai com ela nas mais pequenas coisas.

Não tenho uma rosa vermelha na mão!
Tenho-a a ela! E sigo feliz!"

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Gostei!

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.


Manoel de Barros

(...)

(só um ensaio de outras linguagens...)



Entretenho-me às vezes a desenhar, às escondidas, no meu pensamento, a tua boca.
Adivinho-lhe o contorno, ... a pele delicada e rósea, o respirar quente dos teus lábios entreabertos, num sopro leve e almiscarado.
E a minha boca perto da tua.
Sinto os meus próprios lábios expectantes, como que na antecipação do beijo. A pele tensa torna a minha boca hiper-presente. Quase involuntariamente sinto os meus dentes a morderem o rebordo...
Alterno, na minha mente inebriada, entre o toque quase imperceptível, numa tensão crescente da antecipação do encontro dos lábios, e a voracidade animal, de duas bocas famintas.
A fome é de beijos.
Da tua boca e da tua pele.
Queria seguir-lhe o contorno com a ponta dos dedos, memoriza-la, guarda-la para dias assim - em que me perco na tua boca que não está aqui.



sábado, fevereiro 10, 2018

Barbas

Digamos que concordo com isto !

O que têm a dizer meninas?
(E meninos já agora... :) )
Não consigo convencer o Mr Boop...
:(

Bom fim de semana!



quinta-feira, fevereiro 08, 2018

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Quero ver!










Com os miúdos:
(já fui avisada de que este é para >16 ... Obrigada! ;) )



E não tenho a certeza...