quarta-feira, novembro 20, 2019

terça-feira, novembro 19, 2019

Uma falta (quase) imperdoável!


Celebram-se os 200 anos do Museu do Prado em Madrid e eu nunca lá fui!!!!?!

Terei de resolver isto!


As Três Graças - Rubens

David e Golias - Caravaggio

Saturno Devorando o Seu Filho - Goya
As Meninas - Velázquez

O Jardim da Delícias Terrenas - Bosch



segunda-feira, novembro 18, 2019

Send in the clows

Este era um filme adiado.
O Mr Boop queria vê-lo e eu esperei umas semanas por uma oportunidade...
Acabei por ir vê-lo sozinha.

E percebi no final que foi melhor assim!
O filme é cheio de tristeza.
Não há um único momento da vida de Arthur em que experimente o que é ser feliz. Aquela sensação efémera sentida por qualquer um de nós. Rasgos de bem estar, ilusão de plenitude. Nada!
Há momentos de euforia. De mania. Não de felicidade.
É um mundo de angústia permanente.

Quando vou assim sozinha ao cinema, especialmente quando a sala está quase vazia, como hoje, acho que permito que o filme me toque mais.
Saí desamparada.
Encontrei-me com esse lado mais só é angustiado de mim mesma.
Um lado que não mostro a muita gente. Que não é bonito. Que tenho medo que não seja amável (passível de ser amado).
Há algo destrutivo (para comigo própria) dentro de mim que ficou mais presente à saída de uma sessão de cinema...
E a desesperança...
(Nada de preocupante ;) ou desconhecido, apenas não acessível a maior parte do tempo)

Acho que acabou por ser bom ir sozinha.
Não ter convidado ninguém.
E dar-me a oportunidade de mais uma vez entrar em contacto comigo própria!

Na verdade, acho que me habituei a ir ao cinema sozinha...

(E oiçam a música que é bem bonita)


domingo, novembro 17, 2019

Melhor falar de amor

Há amigos que aparecem misteriosamente.

Alguns através dos filhos.

Quis o destino que há 12 anos se juntassem na mesma turma duas crianças, que não se deram nem particularmente bem nem particularmente mal. Mas cujos pais se entenderam muito bem! 
Hoje somos amigos sim!
(E as miúdas não se dão há uns 5 anos, com mudanças de escolas e tal)
Bem dão-se quando os pais combinam alguma coisa....

Duas pessoas especiais diria.
Pela forma como olham para o mundo e para o seu papel na sociedade.

E o David é um mestre em Haiku
Daqueles com prémios internacionais e livros publicados e assim... 
Tinha um blog que está parado há 7 anos (ver barra lateral se quiserem). O blog está parado mas ele não!
Hoje escreveu este:

Como na laranja
Sei, no teu corpo, a metade
Onde bateu o sol 

sábado, novembro 16, 2019

Calem-se todos sobre este assunto! Foda-se!

"Motherhood", by Isaura Oliveira
Recuso-me a dar opinião!
Recuso-me a ler o que escrevem por aí (até colegas por quem tenho respeito).
Recuso-me a dar atenção à politização deste tipo de assuntos!
Recuso-me a achar que serão incompetentes os que irão efectivamente pegar neste caso por direito e por dever!
Acuso-me de ao escrever isto estar a falar mais uma vez nesta porra!

Recuso-me até a dizer sobre o que estou a falar!

Pronto!
Não digo mais nada!

Uma frase que me fez pensar para além da leitura simplista e imediata.

"Find what you love and let it kill you"

Bukowski


quinta-feira, novembro 14, 2019

Quando gosto - digo!

A idade tem destas coisas - autoriza-nos a fazer coisas porque achamos que não temos nada a perder!
Nos últimos anos tem-me acontecido dar comigo a dirigir-me a pessoas cujo o trabalho me toca por alguma razão, que admiro, para lhes dizer isso mesmo!
Uma dessas pessoas, como sabem (se me lêem há algum tempo), é o Carlos Farinha.
Pintor português, cujas obras já serviram de mote a muitos textos neste blog.
Já visitei o seu atelier (levei na altura o menino Boop que andava encantado com a pintura), comprei um quadro que adoro, e no Natal passado comprei outro para oferecer à minha irmã.

Teve uma exposição recentemente no museu do oriente. Uma ocasião para o rever (fez algumas visitas guiadas) e para lhe perguntar se me permitia usar os quadros dele num workshop que ando a cozinhar para um encontro internacional de psicodrama que terá lugar no próximo ano cá em Portugal.
É de uma generosidade grande. Disse-me logo que sim!
Prometi-lhe que se o WS for para a frente lhe digo que quadros selecionei!

Entretanto deixei-me embalar pelas histórias que os seus quadros contam.
Aqui ficam dois que estiveram nesta exposição.

O 1.º Macau (com as suas tradições e personagens)
Imagino que quem conheça Macau identifique algumas singularidades

O 2.º é a China com Macau nas mãos... cuidará? Esmagará? Deixará cair? Brincará?
Veremos...




terça-feira, novembro 12, 2019

segunda-feira, novembro 11, 2019

Hoje parei junto ao mar

Está aqui tão perto, o rio, e o mar.
E eu que tão poucas vezes neles paro.
Hoje parei!

(E uma vez que não celebrei aqui a Sophia de Mello Breyner na data de celebração do seu aniversário, evoco-a hoje!)

O mar azul e branco e as luzidias
Pedras: O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.“



domingo, novembro 10, 2019

quinta-feira, novembro 07, 2019

Um cogumelo trá-lá-lá

Pelo caminho vimos centenas de cogumelos!
Aparentemente as condições atmosféricas estariam muito adequadas aos pequeninos funguinhos (e aos grandes também)
Tão bonitos!

Todos comestíveis - alguns só uma vez!
Ahahaha

A sério! Não percebo nada de cogumelos, mas lá que são bonitos, são!
Deixo-vos uma seleção.

E um QUIZ:
Uma destas fotos não foi tirada na Galiza!
Qual?


E a resposta:
O Mr Boop provavelmente já farto de fotografias de cogumelos mandou-me uma como a legenda: "Aqui também há!" - a 5ª da 3ª fila

terça-feira, novembro 05, 2019

O Caminho Inglês

Quem já passa por este canto há algum tempo sabe que tenho feito nos últimos anos um dos Caminhos de Santiago.
Este foi o 4°.
Nunca fiz uma distância muito grande. Sempre à volta de 120 km, ou seja apanho o percurso onde me dá mais jeito e caminho a partir daí.



Desta vez fizemos o Caminho Inglês, com saída de Ferrol - o mais pequeno deles todos - e por isso o fizemos completo, apenas 110 km.
Também se pode sair da Coruña, mas daí são pouquinhos km, pouco mais de 80.


Foi a primeira vez que o Mr Boop não foi. À última hora não conseguiu ir.
Fui com umas amigas e a coisa correu muito bem!
O percurso é difícil porque tem muita inclinação (foi galgar montes e florestas!), mas foi o que menos me custou fazer!
Estou muito satisfeita com a minha prestação!!! 😄
Apanhámos muita chuva... essa parte foi chata! Mas, mesmo assim, muito menos do que a meteorologia fazia prever!
Os caminhos ficam lindos com as cores do outono!!! 🍂

Nunca fiz nenhum caminho por motivos religiosos ou espirituais. Gosto de caminhar na natureza! Isso basta-me!

Deixo-vos algumas fotos
(Desculpem... são muitas.... mas tive dificuldade em escolher! 😄)





segunda-feira, outubro 28, 2019

23/30 A filha de Vercingétorix

Os livros do Astérix fazem parte da minha infância e adolescência. Tínhamos todos lá em casa, guardados religiosamente, por ordem, no quarto do meu irmão.
Há livros que reli dezenas de vezes. Sempre sem perceber muito bem porque não se chamava o livro "As Aventuras de Obelix", personagem que sempre gostei mais!
A dupla Uderzo & Goscinny era fenomenal!
Os livros que vieram depois deixam-me sempre com a sensação de que falta qualquer coisa...
Mas são, claro, devorados de uma assentada!
Resisto ao envelhecimento das personagens que na minha imaginação serão iguais para sempre.
Esta é a história de uma adolescente, e dos outros adolescentes da aldeia dos invenciveis.
Alguém se lembra de alguma vez terem existido adolescentes?!?!?
Bem... podem ler...


22/30 Os meus sentimentos

Dulce Maria Cardoso tem-me surpreendido sempre.
São sempre histórias de pessoas comuns, sem heróis nem façanhas.
Cada um protagonista na sua própria vida, que seria indiferente para os demais, não fosse serem contadas pela magnífica Dulce Maria Cardoso.
Esta é a história sem tabus nem complacências de uma mulher obesa, que nunca foi amada por ninguém, contada a partir de dentro, com todos os segredos revelados de uma forma completamente amoral. E o contexto em que se revisita a vida desta mulher é brilhante (não vos digo para não estragar todo o impacto).

Mais uma vez aplaudo a escritora!



sábado, outubro 26, 2019