
Papu senta-se ao computador, lá fora um dia luminoso, o sol que entra pela janela leva-a para longe desta Londres que a acolheu, e empresta um calor reconfortante que ajuda a encontrar memórias, histórias, gentes e cheiros do seu Alentejo.
E escreve, dos seus dedos brotam palavras, da sua cabeça ideias e histórias. Papu escreve!
Quando escreve é muito mais do que mãe, é muito mais do que esposa, é muito mais do que ela própria. É um mundo inteiro que se espraia para lá do que a sua própria imaginação. Reinventa-se através das personagens que conta. Reencontra-se nas suas origens aquém e além mar.
Papu é tudo isto e muito mais. É os amigos que deixou para trás, é a família que carrega consigo, é as histórias que habitam dentro de si, é capacidade de sonhar, é o que faz no dia-a-dia sem ninguém ver. É muito mais.
Gabriela Ruivo Trindade ganhou o prémio Leya.
Vezes sem conta é apresentada como "a desempregada que este ano ganhou o prémio Leya"
Mas Gabriela Ruivo Trindade é a Papu, não gosto que seja essa a característica a descreve-la.
Quem quiser ler a Gabriela tem-na aqui: no blog
far far away