quinta-feira, agosto 25, 2016

Leituras

A bertrand tem um livro/caderno de registo de leituras, que a menina/filha Boop me ofereceu pelo meu aniversário.
Trouxe-mo-lo de férias.
Nele estão já o registo de 22 livros. Lidos por diferentes pessoas aqui em casa neste mês de Agosto.
(Meus são 8!)

O último: "A vida no céu" de José Eduardo Agualusa
Uma história simlples, bonita, lida em dois tempos, que nos fala de sonho e esperança.
Na verdade não sei se já tinha lido alguma coisa dele... (?)

É acompanhada no início de cada capítulo por um glossario.
Igualmente poético.

"Sonhar: exercício que consiste em imaginar o impossível para depois o realizar. Como voar"

Que as vossas leituras deste verão vos permitam sonhar!
:)


quarta-feira, agosto 17, 2016

Sonhos

Gosto de sonhos!
(Defeito profissional quem sabe!?)

Há sonhos que me marcam.
E falo dos sonhos sonhados mesmo! Não dos outros que temos bem acordados, esses serão outra coisa completamente distinta.
Falo dos conteúdos fantásticos que nos visitam durante o sono, ou que produzimos, que não me quero destesponsabilizar pelos meus sonhos! São MEUS, do princípio ao fim.

Há sonhos que partilho, às vezes para melhor os entender.
Quanto mais estranhos mais me fascinam.
Mesmo que sejam "sonhos maus", gosto de me pensar através deles.

Claro que também há sonhos impartilhaveis....
Ahahaha

O de hoje ainda me anda pela cabeça...
Será partilhavel?
:)

quinta-feira, agosto 11, 2016

Fogo

Há coisas para as quais não tenho palavras.
Ou se calhar fujo delas, como que a fugir da angústia que obrigatoriamente me assalta ao nomear o horror.

Diz o Marcelo Rebelo de Sousa que temos de pensar o ordenamento do território.
Pois teremos! Isso e muito mais.

Não sei dizer mais nada.

sexta-feira, agosto 05, 2016

mulheres de cinza

O Verão traz consigo tempo.
Para mim tempo para ler.

Li recentemente "Mulheres de Cinza" do Mia Couto.
E deixou-me uma impressão. Uma qualquer marca indelevel, não muito visível mas que permanece.
Algo infantil, ingénuo, talvez.
Mas deixou-me a pensar nas vidas que não se cumprem por causa da guerra.
Em como também eu, leitora/testemunha de vidas e amores me vejo impotente perante as mudanças radicais na vida dos protagonistas. Ao ler queremos que a história siga outro caminho, que a vida não se interrompa, que o horror não se intrometa no curso das histórias.
E a realidade é fria, não se compadece...
E a máquina avança sem pedir licença ou sequer fazer-se avisar.

Ao ler "Mulheres de Cinza" sinto que consigo tocar, muito ao de leve, uma realidade que me é totalmente alheia.
E não consigo (nem quero) evitar que pedaços desta história permaneçam em mim.
E que através da magia do Mia Couto me tenha sido apresentado um outro olhar sobre a guerra, sobre África e os africanos, e sobre as histórias.

sexta-feira, julho 29, 2016

O Grilo

(Para os que mostraram interesse no dito grilo)



E lá foi à sua vida!
Conheceu o cativeiro num passeio pela adega (que fazia um grilo numa adega afinal?!?!).
Viajou 350 km até lisboa...
E veio parar a casa aqui da Boop...
Prenda de anos do catraio...
Condição (minha): liberta-lo
Depois de cumprir parte da sua pena de prisão no departamento educativo (escola do catraio), seguiu em visita  de estudo, que é como quem diz foi de férias com os putos, até barrancos.
Onde numa cerimónia de libertação foi literalmente lançado em voo para os campos alentejanos.
(Tenho para mim que já ninguém o suportava que o bicho cantava alto como o catano!!!)

Assim terminou a epopeia conhecida do pobre bicho
De Lamego a Barrancos, 650 km depois, um novo mundo para descobrir. Sem alface, nem gaiolas, nem crianças, nem armários...!

segunda-feira, julho 25, 2016

Florbela

Se Tu Viesses Ver-me...


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços, 
Quando a noite de manso se avizinha, 
E me prendesses toda nos teus braços... 

Quando me lembra: esse sabor que tinha 
A tua boca... o eco dos teus passos... 
O teu riso de fonte... os teus abraços... 
Os teus beijos... a tua mão na minha... 

Se tu viesses quando, linda e louca, 
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo 
E é de seda vermelha e canta e ri 

E é como um cravo ao sol a minha boca... 
Quando os olhos se me cerram de desejo... 
E os meus braços se estendem para ti... 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor" 

quarta-feira, julho 20, 2016

Amar-te na tempestade

Carlos Farinha   Piano Alto   2016 

Às vezes dentro dela sopravam ventos atrozes.
Vagas de afectos, assolavam-na impiedosas, sem aviso nem previsão.
E como se de artes negras se tratasse, a luz do sol sumia-se, não a deixando ver para além de si. E a magia escapava-se-lhe por entre os dedos das mãos.
Nessas alturas valia-se da única defesa que tinha - as palavras.
Nem sempre úteis as palavras...
Quem disse que as palavras são fieis amigas que nos permitem exorcizar fantasmas, ou traduzir o que por dentro se passa?
Não valem nada as palavras sem o gesto, o tom, o olhar.
São estéreis e tendenciosas. Impregnadas de pré-conceitos e sujeitas a leituras idiossincráticas!
São só palavras.

Percebeu (ensinou-lhe ele) que para se amar na tempestade era precisa a música. Que na música as palavras se reinventam, que se lê o intervalo entre elas, que às vezes, para sua grande surpresa, nem eram precisas.

Queria escrever uma música só para ele
Encontrar a canção perfeita.
Mas do meio da tempestade só conseguiu gritar-lhe, escolhendo o gesto, o tom, olhando com toda a ternura esperando que ele a lesse, palavras simples, para que não houvesse enganos:
- "Gosto muito de ti!"


https://www.youtube.com/watch?v=uv86TawSeEQ


quarta-feira, julho 13, 2016

domingo, julho 10, 2016

the girl who loved the unknown

Once upon a time there was a girl…
Just like most other girls.
People looked at her and saw a Woman, but, most of the time, she felt she was just a little girl.
Any way…
She fell in love.
For someone she hardly knew (don't we ever? fall in love for whom we just don't know?)
Maybe… that she invent a guy that doesn't exist….
Maybe…. that she chooses to see only what she wants
Maybe… that for being distant she can read him as no one other
Maybe… that for having nothing to lose they have given each other only their truth

One thing is for sure
There was magic!
And nobody wants to go away from magic!


quarta-feira, julho 06, 2016

Auzenda




Todos os dias Auzenda se sentava perto da máquina do café.
Se gostava de café? Gostava claro! Mas mais do que do café gostava da conversa.
Os amigos… já os tinha perdido quase todos.
91 anos… muitas histórias, muitas perdas, muitas memórias.
E ali ia falando com quem passava e parava um bocadinho. Mas não pensem que eram tristes as suas histórias. Eram ricas isso sim. De uma vida cheia!

Mas é tão diferente ser a D. Auzenda ou a Zi…
A Zi que foi para quem a amou, pais, amigos, marido
Lamentou sempre os filhos que não teve, mas essas histórias estavam reservadas para os que a tinham como Zi.

A D. Auzenda… era paciente, partilhava com quem a quisesse ouvir aventuras de uma vida, e guardou o dom de saber ouvir
A Zi, de uma doçura…

E houve um dia que a Auzenda não apareceu para o café…
Não voltará mais.
Partiu sem estardalhaços e sem dar trabalho a ninguém.
Fazem hoje falta as suas histórias. Mas vão-se ouvindo as músicas de que gostava.

sábado, julho 02, 2016

Olhos nos olhos

"Se espreitares os meus olhos encontrarás a sombra das aves.
Se não espreitares, encontrarás as aves, mas não saberás como os meus olhos brilham quando me olhas."

António Vilhena
In, "Canto Imperecível das Aves"

quarta-feira, junho 22, 2016

Memórias

Há momentos que nos ficam "marcados na retina" para toda a vida!
(ou por muito tempo… vá…)
E não há foto que lhes faça juz!

Dei por mim a recordar o por do sol em Nova York, quando se alinha com as ruas…
Foi mágico para mim.
Talvez por ter sido inesperado

Já lá voltei duas vezes depois mas nunca com este espectáculo!

A fotografia?
Não lhe faz justiça!

(Eu queria por aqui os créditos da foto… mas estão em cirilico… não faço ideia o que lá está escrito!)

há experiências mágicas na vida!
Que as guardemos!
Como tesouros!

segunda-feira, junho 20, 2016

O mar

…o mar é dos amantes.



Não sei se pela verdade nua,
Se pela força desmedida
Pela alternância entre a turbulência e a calmaria
Se pelo simples prazer de dele desfrutar


sexta-feira, junho 17, 2016

Insónia


Foto de Jorge Piteira


Acordei de madrugada
Procurei por ti
E encontrei música

terça-feira, junho 07, 2016

A minha perdição....

... a que não resisto desde pequena!
:)

Durante muitos anos o dia do aniversário do meu irmão (4 de Junho) era dia de ir à feira.
Agora - é dia de feira sempre que um homem (ou mulher!) quiser!!!
Até agora 10 livros comprados....