terça-feira, janeiro 17, 2017

É isso e couves!

Ainda a propósito das couves:

Às vezes penso que sou mesmo uma menina de cidade, algo pedante e afastada da dureza da vida.
Não tenho história familiar próxima de viver do que a terra dá.
Não sei o que é "comer o que há"
Sempre tive árvores de fruto, e uma horta (assim pequenita) com espinafres e umas cebolas. Sei o que é apanhar um fruto da árvore e comer. Ou ir apanhar um limão ou uma laranja para fazer um sumo, louro para um assado, Lúcia-lima para um chá, espinafres para a sopa, ...
Mas faz-me confusão ter de comer porque "é o que temos agora, até porque depois vai estragar-se!"
(Eu avisei-vos que tinha o seu quê de pedante este post!)
As couves.... Foram apanhadas, e por isso tinham de se comer!
Não as apanhei eu.
Não as pedi.
Não as quis.
E no entanto ali estavam e havia que as usar. "Quer queira, quer não"!
Sinto-me aprisionada (nos meus desejos e na minha criatividade) quando me impõem batatas, cebolas... ou couves!

Pronto... sou uma menina da cidade!


PS - a feijoada ficou deliciosa! 7 à mesa! Boa comida, bons amigos e bom tinto! Horas tão bem passadas que nem me ocorreu fotografar a panela para partilhar as ditas couves cozinhadas! 😉

sábado, janeiro 14, 2017

Parece que amanhã há feijoada!

Quereis cá vir?
;)



quarta-feira, janeiro 11, 2017

Paradoxos

"Só porque algo parece impossível, não o torna falso!"


quinta-feira, janeiro 05, 2017

Numa cidade

Há uma cidade, só uma, onde se sente em casa. 

Tempos houve em que a "casa" era outra. 
É bonita a maneira como o explica: "é que antes a casa eram as pessoas, onde elas estivessem, aquelas, você sabe, onde elas estivessem eu estava segura. Agora é diferente. Ou sou eu que estou diferente."
Agora o porto, lugar de âncora e descanso, é um lugar que se espante a partir dela própria.
E ela... Ela mistura-se com a cidade, que para ela tem uns limites ligeiramente diferentes dos geográficos. 

Quando a olha assim, como que de fora, de um miradouro, numa fotografia, num desenho, ou quando a sobrevoa no regresso de outras cidades que lhe são "estranhas", sente-se em casa.
Gosta de relembrar momentos / encontros / amigos / aventuras / beijos... enquanto demora o olhar num bairro, numa colina, num jardim, ou quando revisita uma "luz" que lhe é tão propria.
Em "cada esquina" se cruza com a sua própria história. E dá por si a mandar um SMS a alguém, que vive, trabalha, ou com ela viveu algo relevante, no lugar por onde passa.
A cidade encerra histórias que a fazem sentir. Nela vivem tantos dos que lhe são queridos e que ela sabe em "carne viva", com amores, temores, desejos, sonhos, horrores.

A cidade é sua sim.
Uma pertença unilateral, a cidade seria a mesma sem ela. 
Mas é nela que se reconhece!



"A Grande Alface" - Carlos Farinha

Agasalhar o pessoal

Acabei de entregar uns casacos para a "campanha de agasalhos para a noite de Reis".
Uma iniciativa da junta de freguesia das avenidas novas, aqui em Lisboa.

Fui a um dos pontos de entrega identificados - uma loja da Remax.
Para além do meu saco, com casacos meus e da minha excelsa irmã, havia mais uma dúzia deles.

Quem me recebeu vestia irrepreensivelmente. Um jovem dos seus 30 e muitos, com um sobretudo de marca de algumas centenas de euros, e umas senhoras de cabelos cuidados (e pintados de loiro como convém), que abriram um sorriso aberto, me olharam nos olhos e desejaram boas festas.

Ficou-me um sentimento ambivalente.
E suscitou o velho tema de quem ganha mais quando se faz caridade. Economicamente, narcisicamente, socialmente...

Mas seja!
Agasalhos entregues! E espero que por isso alguém durma mais quente esta noite!

Mais informações AQUI

quinta-feira, dezembro 29, 2016

not in the right mood

Isto é tudo uma questão de perspectiva...


segunda-feira, dezembro 26, 2016

George Michael

Pela 3ª vez este ano me apetece voltar a este texto.
Não o re-publico porque já vos "obriguei" a lê-lo 2 vezes...
Mas há qualquer coisa que se quebra sim, quando alguns homens/mulheres simplesmente deixam de cá estar. De nos trazer novos pensamentos, novos desafios, novos reconhecimentos de nós próprios.
Quer deles se goste ou não!

Partilho uma música:
https://www.youtube.com/watch?v=omsBhh8vA7c



sábado, dezembro 24, 2016

Visita ao armário

E vós?
Já escolhesteis o que ides vestir na santa noite de Natal?
Ou ides vestir um trapito qualquer?



sexta-feira, dezembro 23, 2016

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Bom dia!!!!

A ÚNICA vantagem de acordar cedo e ter de subir uma colina logo de manhã (de carro, claro!) é ver o nascer do sol sob o rio, a ponte, o cristo Rei, as cúpulas das igrejas. E com a vantagem de por estes lados está ainda ser uma cidade agradavelmente silenciosa!


Bom dia!!!!

(e ter pena de não ter alguma coisa com que fazer "clic" e registar o momento!)

terça-feira, dezembro 06, 2016

Wild is the Wind - Nina Simone



Love me, love me, love me, say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind, and wild is the wind
Wild is the wind
Give me more than one caress, satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind, wild is the wind

You touch me
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me, all things to me
Don't you know, you're life itself!

Like the leaf clings to the tree
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures of the wind, and wild is the wind
Wild is the wind

quinta-feira, dezembro 01, 2016

quarta-feira, novembro 30, 2016

Clarisse Lispector

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

segunda-feira, novembro 28, 2016

Pelo menos uma vez na vida.....

Nunca fiz listas.
Esta foi uma brincadeira feita no final de 2006 (a azul) que revisitei em meados de 2014 (a verde).
Apenas por curiosidade voltei a ela hoje.
Como seria de esperar não acrescentei muita coisa (desta vez a vermelho).


Mas não sei pensar/responder completamente a uma questão que levanto a mim própria, que é para mim muito mais interessante do que qualquer lista. O saber que há experiências de vida que me perturbam mais do que gostaria, que me mudam subtilmente mesmo sabendo eu que permaneço na essência igual a mim própria. Que parcela é esta de mim mesma que resvala da solidez em que assento e que faz estremecer a estrutura.
Não me interpretem mal, não a acho inadequada, nem é mal recebida. Nem sei adjectivar essas experiências de boas ou más. O que é isto que muda dentro de mim? Invisível aos olhos de quase todos. O que é mutável e o que é imutável? 

O que sei - é que tenho esta demanda interna, e esta não tem mudado - de me tentar entender e nomear o que vou sentindo. Mesmo que esse seja um percurso às vezes atabalhoado e incerto como estas linhas que acabei de escrever. 

__________________________


01. Pagar uma bebida a toda a gente num bar
02. Nadar com golfinhos selvagens
03. Subir uma montanha
04. Fazer um test drive num ferrari
05. Estar dentro da grande pirâmide
06. Pegar numa tarântula
07. Tomar um banho à luz de velas com alguém
08. Dizer “amo-te” e senti-lo
09. Abraçar uma árvore
10. Bungee jumped
11. Visitar Paris
12. Observar uma tempestade em alto mar
13. Ficar acordada a noite inteira e ver o nascer do sol
14. Ver o sol da meia-noite
15. Ir a um grande acontecimento desportivo
16. Subir as escadas até ao topo da torre de pisa
17. Cultivar e comer os teus próprios vegetais
18. Tocar um iceberg
19. Dormir sob as estrelas
20. Mudar a fralda a uma criança
21. Fazer um passeio num balão de ar quente
22. Ver uma chuva de meteoros
23. Ficar embriagado com champanhe
24. Dar mais do que se pode por caridade
25. Olhar para o céu nocturno por um telescópio
26. Ter um ataque de riso na pior altura possível
27. Fazer uma luta de comida
28. Apostar num cavalo vencedor
29. Convidar um estranho para sair
30. Fazer uma batalha de bolas de neve
31. Gritar tão alto quanto se possa
32. Pegar num cordeiro
33. Ver um eclipse total
34. Andar de montanha russa
35. Fazer um “home run”
36. Dançar como um louco e não te preocupares com quem está a ver
37. Falar com sotaque por um dia inteiro
38. Estar mesmo feliz com a tua vida, mesmo que só por um momento
39. Ter dois hard drives para o computador
40. Conhecer o teu país 
41. Cuidar de alguém embriagado
42. Ter amigos fantásticos
43. Dançar com um estranho num país estrangeiro
44. Ver baleias selvagens
45. Roubar uma placa/sinal de trânsito
46. Andar de mochila às costas pela Europa
47. Fazer uma road-trip
48. Fazer escalada
49. Fazer um passeio noite dentro pela praia
50. Fazer paraquedismo
51. Visitar a Islândia
52. Ficar de coração partido mais tempo do que se esteve realmente apaixonado
53. Sentar-te na mesa de um estranho num restaurante e comer com ele
54. Visitar o Japão
55. Mugir uma vaca
56. Ordenar os teus CD’s alfabeticamente
57. Fingir que se é um super-heroi
58. Cantar karaoke
59. Preguiçar na cama o dia todo
60. Pousar nu em frente a estranhos
61. Fazer mergulho
62. Dar um beijo à chuva
63. Brincar na lama
64. Brincar à chuva
65. Ir a um cinema drive-in
66. Visitar a grande muralha da China
67. Começar um negócio
68. Apaixonar-se e não ficar de coração partido
69. Visitar locais ancestrais
70. Fazer uma arte marcial
71. Jogar um jogo mais de 6 horas seguidas
72. Casar
73. Entrar num filme
74. Ser penetra numa festa
75. Divorciar-se
76. Ficar sem comer 5 dias
77. Fazer biscoitos desde o começo
78. Ganhar o primeiro lugar num concurso
79. Andar de gôndola em Veneza
80. Fazer uma tatuagem
81. Fazer canoagem
82. Estar num programa de televisão como especialista
83. Receber flores sem razão
84. Representar num palco
85. Visitar Lasvegas
86. Gravar música
87. Comer tubarão
88. Ter um caso de uma noite
89. Ir à Tailândia
90. Comprar uma casa
91. Estar numa zona de guerra
92. Sepultar um dos seus pais
93. Fazer um cruzeiro
94. Falar mais do que uma língua fluentemente
95. Alguém confiar a si um segredo que não contou nunca
96. Educar uma criança
97. Acompanhar o tour da tua banda favorita
98. Criar e nomear as tuas próprias constelações de estrelas
99. Fazer um passeio exótico de bicicleta num país estrangeiro
100. Mudar de cidade simplesmente para começar de novo
101. Andar na Golden Gate Bridge
102. Cantar bem alto no carro e não parar quando vê que alguém está a olhar
103. Fazer uma cirurgia plástica
104. Sobreviver a uma doença em que se podia ter morrido
105. Ter artigos publicados
106. Perder mais de 50 EUR
107. Cuidar de alguém que esteja a ter um flashback
108. Pilotar um avião
109. Dar festas a uma cobra110. Partir o coração a alguém
111. Ajudar um animal a dar à luz
112. Ganhar dinheiro num concurso televisivo
113. Partir um osso
114. Fazer um safari fotográfico em Africa
115. Fazer um piercing
116. Disparar uma arma
117. Comer cogumelos apanhados por si
118. Andar a cavalo
119. Fazer uma grande cirurgia
120. Ter uma cobra como animal de estimação
121. Descer ao fundo do Grand Canyon
122. Dormir mais de 38 horas seguidas
123. Visitar mais países estrangeiros do que províncias no teu país
124. Visitar todos os continentes
125. Fazer um passeio de canoa que dure mais do que 2 dias
126. Comer carne de canguru
127. Comer sushi (será possível que em 2006 não tivesse provado ainda???)
128. Ter a tua fotografia nos jornais (vale o nome?)
129. Mudar a opinião de alguém sobre alguma coisa em que acreditas profundamente
130. Voltar à escola
131. Fazer parapente
132. Fazer de uma barata um animal de estimação
133. Comer tomates fritos
134. Ler a Ilíada e a Odisseia
135. Seleccionar um autor importante que não trabalhou na escola e lê-lo
136. Matar e preparar um animal para come-lo
137. Faltar a todas as reuniões de antigos colegas de escola
138. Comunicar com uma pessoa sem partilharem um língua comum
139. Ser eleita para um cargo público (sociedades cientificas contam?)
140. Escrever a tua própria linguagem no computador
141. Pensar para ti próprio que estás a viver o teu sonho
142. Ter de por alguém de quem gostas num internamento psiquiátrico
143. Construir o teu PC a partir de peças soltas
144. Vender uma peça artística feita por ti a alguém que não te conhece
145. Ter uma banca numa feira de rua
146: Pintar o teu cabelo
147: Ser um DJ
148: Rapar a cabeça
149: Causar um acidente de viação
150: Salvar a vida de alguém

sábado, novembro 26, 2016