quinta-feira, dezembro 12, 2019

29/30 Serpe - As três águas do encanto


Este foi um dos livros que comprei na feira do livro.
As ilustrações foram feitas pelo Rodrigo Mota, quem fez as ilustrações do meu livro, e foi apresentado na feira no mesmo dia que o meu.
Fui ao livro pelo ilustrador, não sabia bem ao que ia.

É um mergulho no mundo feminino
Dividido em 3 capítulos aborda os três sangramentos da mulher. A menarca, a primeira relação sexual, e o ter um filho.

Em jeito de poema cantado as frases aparentam um registo onírico, e como é natural dos sonhos algo fragmentado. Um discorrer em associação livre, algo caótico - como se o fio condutor pertencesse unicamente a quem sonha e para sempre inacessível na sua verdadeira essência a quem corre atras das palavras - o leitor.
As ilustrações espelham isto mesmo - captam os elementos soltos tentando segura-los no papel nessa outra linguagem que é o desenho.

Eu só consegui verdadeiramente mergulhar na primeira parte do livro. Consegui lê-lo na minha própria voz, ao meu ritmo. A minha cadência é diferente da da autora (que ouvi ler na apresentação do livro). Terei emprestado ao texto uma velocidade mais lenta, um ritmo mais sereno, e por isso pude encontrar ali parte da minha história - e enquanto consegui fazer isso gostei muito de ler.
Mas os femininos são múltiplos... e não me revi nas outras duas partes.

E fiquei a pensar:
lustrar este livro deve ter sido um desafio e peras!


quarta-feira, dezembro 11, 2019

Há despedidas dificeis

Morreste.
Diria "Morreste-me" se essa expressão não tivesse sido usurpada pelo José Luís Peixoto, e não quero usar as palavras de ninguém.

Nunca o tinha tratado por "Tu" Professor.

Lembra-se que quando tinha eu vinte e poucos anos,  começou a tratar-me por "Tu", e como isso foi estranho para mim, preferi o "você", mesmo sendo da idade da sua filha mais velha, e por isso para si o "tu" lhe sair naturalmente.
Estou presa a pormenores...

Falava com alguém nestes dias sobre como se multiplicavam por aí testemunhos (este é talvez mais um deles) em que para além de se dizer "O Professor era ...." se tentava mostrar que também quem escreve terá tido um lugar dentro de si "Ele também gostava de mim!" - parece ser o desejo toscamente revelado por de trás de cada homenagem. - Sim, professor, também fiz a minha tosca homenagem.

Foi com uma ambivalência enorme que participei nas cerimónias fúnebres, porque o sentia tão perto e ao mesmo tempo prevalecia uma impressão que o que aprendi consigo, o que descobri de mim própria, o que cresci, não pertence ao mundo, estranho este conceito... é da esfera do interno e do impartilhavel.
Ajudou-me a certeza de que quereria que lá estivéssemos todos! Os filhos de sangue (que tiveram de ouvir vezes de mais "o seu pai foi muito importante para mim" - como se a sua própria dor não gritasse muito mais alto do que a dessas vozes). E todos os "outros filhos", que cresceram e aprenderam consigo, e que partilharam o encanto deste mundo outro que é a psicanálise.
Sei que ficaria zangado, enfurecido até, se o tivessem deixado, e não tivéssemos aparecido. Isso deixa-me mais tranquila.
Vou contar-lhe: O A.G. levou uma garrafa de bom Whisky para o velório! Bebemos a si! Rimos! Contámos histórias! Ficámos juntos na rua depois de sairmos de ao pé de si. Sei que gostou de saber esta parte!

Mas também chorámos! E cada "irmão" que chegava era recebido com um abraço longo e apertado, e a pergunta: "Como é que tu estás?" - feita com genuíno interesse de olhos nos olhos, como se quiséssemos garantir que o outro suportava a perda. de que nada se estragava, de que permanecia intacto, forte, e eterno dentro do outro. Vai ser assim que o manteremos vivo (nós que não somos os filhos de carne e sangue), trabalhando nos seus livros, transmitindo o que ensinou, e sendo bons terapeutas e psicanalistas.

Lembro-me de uma conversa tão importante para mim nessa altura dos vinte anos, disse-me o professor qualquer coisa como: Os bons terapeutas não são aqueles que sabem muita teoria e conseguem citar livros de cor (mesmo que o professor fizesse isso brilhantemente!), são antes aqueles que no decorrer do seu próprio processo terapêutico mais foram capazes de crescer e de se transformar, são esses que acreditam realmente no processo, que o viveram e o vão conseguir promover.

Como responder à pergunta "Como é que tu estás?"
Estou serena.
Estou triste.
Estou com uma saudade miudinha permanente dentro de mim
Estou feliz por ter ido falar consigo ainda há poucas semanas - não falávamos há tanto tempo!
Comovo-me cada vez que alguém comigo se comove.
Estou orfã, porque nunca mais poderei pedir-lhe um bocadinho para falar consigo.
Estou crescida e capaz de sobreviver muito bem sem si.
Estou carente, e exigente com as pessoas que gosto, porque as quero perto.
...
Estou eu!
(E acredite que o professor era quem melhor saberia o que eu quero dizer com "Estou eu!")

Mas a si quero dizer-lhe que estou bem!




terça-feira, dezembro 10, 2019

28/30 Paris é uma festa


(post para manter a contabilidade!)

Há muito tempo não lia Hemingway.
Nunca me encantei pela escrita dele, mas pareceu-me uma muito boa sugestão para ler em Paris.
E foi mesmo.
O livro é quase um roteiro, falando das ruas, dos bairros, dos jardins, dos cafés. É um mergulho na cidade.
____________________

Deixo-vos a lista dos livros que me sugerirem para ler em Paris (sim, fiz um pedido de recomendações na minha página de FaceBook):

"Paris nuca se acaba" - Enrique Vila-Matas
"Cavalo de Fogo Paris" - Florencia Bonelli (um romance cor-de-rosa?)
"O livreiro de Paris" - Nina George
"Conto das Duas Cidades" - Charles Dickens
"Vou-me embora" - Jean Echenoz
"Henry & June" - Anais Nin

E também houve quem recomendasse filmes:
"O último tango em Paris"
"Antes do anoitecer"
e...
"As aventuras de Ladybug" !  - ahahahah


sexta-feira, dezembro 06, 2019

Crónicas de Paris 6

Livraria Shakespeare and Company



Vale a pena saber mais sobre a livraria Shakespeare & Coo - Link

Um espaço Parisiense de amor à literatura e à liberdade, onde se reuniram muitos dos nomes da literatura anglo-saxónica radicados em Paris no inicio/meio do sec XX

Hoje é um espaço muito turístico mas que mesmo assim vale a pena visitar!
Passei lá uns bons 45 min
Saí de lá com um livro :)
(porque volta e meia gosto de um romance em língua inglesa)

...e o melhor:
Parei num café para um chocolate quente, peguei no livro que tinha levado - Paris é uma festa de Ernest Hemingway - passo a folha e que capitulo começa?
"Shakespeare & company"
foi tão bom!!!!
:)


Crónica de Paris 5

Moulin Rouge

Vamos lá então a tecer algumas considerações...

Fui para este espectáculo sem grandes expectativas. Quase como se fosse ver a dança típica do Nova Zelândia, ou da Papua-NovaGuiné.
Uma espécie de folclore, de produto caducado mas que continua a render por ser vendido a turistas.

Primeira questão incontornável - AS MAMAS!
À mostra 90% do espectáculo.
(sem mamas haveria espectáculo na mesma mas não seria Moulin Rouge).
São quase todas iguais - e bonitas claro!
Nem muito grandes, nem muito pequenas (a  selecção deve ser rigorosa!), e confesso que os corpos tão bem desenhados suscitam alguma inveja. Claro que havia bailarinas mais bonitas do que outras, e a colocação em palco reflectia isso, mas as mamas - todas perfeitas!

Há bailarinos em palco mas vestidos integralmente! - um desperdício! Mas devemos estar numa das salas de espectáculos mais machistas de Paris.

Os números que gostei mais foram o Can-Can e o Boogie-Woogie, curiosamente em que não havia maminhas ao léu.

E tenho de vos dar esta informação... - estivemos a fazer contas....
A sala tem 800 lugares (nós compramos o bilhete com uma semana de antecedência e já só conseguimos no ultimo horário, e a sala estava cheia - a meio de Novembro...)
Com 3 espectáculos diários
Uma média de 300.000€ por dia
2.100.000€ por semana
109.200.000€ ano

Pronto... Era só....

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Crónicas de Paris 4

Greco no Grand Palais

1º - Nunca tinha entrado no Grand Palais - é lindo! Só por si valeria uma visita!

Bem...
A Exposição
El Greco nunca foi para mim uma referência...
Ou melhor - é uma referência, tenho bem presente o seu estilo, mas nunca me agradou particularmente.
Mas... estando reunidas várias obras importantes deste figurão do século XVI achei que seria um desperdício não aproveitar.
E abri a minha mente à possibilidade de me encantar vendo qualquer coisa que até então não tinha visto e lá fui!

Geralmente resulta!
Gostei bastante da exposição.
Naquele ritmo que gosto de quem se pode demorar o que quiser (muito ou pouco) por não ter quem acompanhe, consegui encantar-me com pormenores deliciosos.
Acho mesmo fantástico, por exemplo, observar um quadro, perceber as pinceladas, e como um fio finíssimo branco empresta uma luz extraordinária a um mundo escuro. E revisitar os olhos grandes, os rostos longilíneos, etc...

Mais uma que valeu muito a pena!

O Grand Palais

Obras de Greco

O Petit Palais (ali mesmo em frente!)



quarta-feira, dezembro 04, 2019

Crónicas de Paris 3

Arte na rua



Paris, como qualquer grande cidade, tem muitas formas de expressão.
Como vos disse andei a pé, pelos bairros mais nobres, mas também pelos outros.
Há muitos grafites também eles muito diferentes em qualidade e linguagem.
Há aqueles encomendados, feitos com tempo, e provavelmente pagos. Há aqueles desenhados à socapa com mensagens mais pessoais/sociais. E há também os outros que (a meu ver, claro) são puro  exercício de afirmação, de quem luta por um lugar numa cidade que os exclui, muitas vezes agressivos e provocadores - fotografei muito poucos destes últimos.
Por estes dias a cidade está também repleta de mensagens coladas nas paredes que alertam e denunciam a violência exercida contra as mulheres. A cada esquina, quando menos se espera, há uma frase composta por letras em folhas A4, que não podemos deixar de ler.


É assim - uma cidade viva!

terça-feira, dezembro 03, 2019

Crónica de Paris 2

Leonardo Da Vinci
São João Baptista - (entre) 1508-1519
Sobre a exposição alguém escreveu:
"A maior exposição dedicada a Leonardo da Vinci está patente, no Museu do Louvre, em Paris. São 162 obras reunidas num só espaço para assinalar os 500 anos da morte do génio do Renascimento.
A retrospetiva tem pinturas, desenhos, manuscritos, esculturas e outros objetos do mestre italiano, que foram reunidos ao longo de dez anos, num trabalho de pesquisa que exigiu pedidos de empréstimo em todo o mundo. Vai encontrar por lá 11 dos 20 quadros atribuídos a Leonardo da Vinci. Entre eles, “Santa Ana”, “São João Batista” e a “Virgem Benois”, emprestados pelo Museu Hermitage de São Petersburgo, na Rússia. 
Até a rainha Isabel II permitiu que 24 desenhos que estão na posse da coroa britânica fossem enviados para Paris para serem expostos temporariamente no Louvre. O British Museum, em Londres, e o Vaticano, em Itália, também emprestaram algumas obras.
Depois de muita negociação, Itália aceitou emprestar o famoso “Homem Vitruviano”, obra exibida na Galeria da Academia de Veneza (Itália), mas que vai mudar-se para o Louvre durante dois meses."
Para mim foi verdadeiramente... maravilhoso!
(que dificuldade em escolher o adjectivo)
O que mais gostei foi de ter acesso ao trabalho, ao processo de construção, e vislumbrar (apenas assim um bocadinho muito pequenino) o como um génio trabalha.
Ou seja o que gostei mesmo foi de ver os esboços. Os estudos. Os cadernos onde anotava e explanava as suas ideias. Os seus estudos sobre TUDO!. Botânica. Mecânica. Anatomia. Astronomia. Matemática. (...)
Alguns eram apenas um papel recortado.
A letra desenhada
As linhas todas milimetricamente escritas na sua caligrafia desenhada.
É que aquilo é mesmo "The real stuff"!!!!!
Demorei-me o que pude frente a cada uma das peças da exposição.
Como imaginam a sala estava cheia, de gente como eu que se demorava frente a cada pedacinho de papel.
As visitas são previamente reservadas on-line. o bilhete permite entrar num intervalo de 30 min. O nosso era para as 9h (podiamos portanto entrar até às 9h30). Saímos de lá por volta das 11h.

Se tiveram oportunidade (ou a oportunidade de criar a oportunidade) VÂO!!!!

segunda-feira, dezembro 02, 2019

Crónicas de Paris 1

Sacré Coeur
Como vos tinha dito estava prevista uma visita a Paris.
O  Mr Boop foi a um encontro dos MSF (Médicos Sem Fronteiras) e eu aproveitei a oportunidade e fui com ele!

Grande parte dos passeios fi-los sozinha.
Gosto muito de andar ao meu ritmo e escolher sem grandes programações o meu destino.
E Paris é uma cidade fantástica para se andar a pé!
Calcorrear Km!

A primeira manhã foi preenchida (deslumbrantemente preenchida) com a exposição no Louvre a propósito dos 500 anos da sua morte de Leonardo Da Vinci (crónica de Paris 2)
Tinha planeado passar o resto do dia no Louvre mas... os funcionários estavam em greve e por isso as visitas interditas...
Vista da cúpula Sacré Coeur
Vista Montmartre
Tive de mudar os meus planos!

Pus-me a caminho e subi até Montmartre.
Mais do que visitar o Sacré Coure apetecia-me andar pelas ruas vibrantes dos artistas da cidade, esta é uma Paris mais "próxima", menos monumental, mais humana, cheia de pequenos pormenores a cada virar da esquina (sobre a arte da rua falarei numa Crónica de Paris 3)

Foi galgar degrau atrás de degrau.
Tinha optado por não ir de transportes e não seria agora que ia dizer não a uma escadaria de uns meros 250 degraus!!!
Subi!
E quando lá cheguei vi que tinham aberto o acesso à cúpula, que oferece uma visita panorâmica de 360º sobre Paris.
Pois claro que subi!
Mais 300 degraus!
Valeu a pena!
Já tinha gasto todas a calorias que iria consumir no fim de semana inteiro!
Descendo Montmartre

Depois foi descer tranquilamente, entre ateliers, artista de rua e galerias.
Que bem que me soube.
Decidi voltar para o Hotel de Metro.
É espantoso como nos adaptamos rapidamente à rede de metro da cidade que visitamos! Eu que há anos não ando de metro em Lisboa!
Tirar as botas.
Dormir 45 min
E sair para jantar.

Centro Pompidou
No dia seguinte não tinha grandes planos.
Apenas uma visita marcada para uma exposição do Greco no Grand Palais (Crónica de Paris 4), e o espectáculo do Moulin Rouge no fim da noite (Crónica de Paris 5).
Saí do hotel sem destino
Havia duas coisas que queria ver, mas que requeriam marcação prévia... pelos vistos não planeei o suficiente. A exposição imersiva "La nuit étoilée" - o Van Gogh no Atelier des Lumière. E uma exposição temporária de Bacon no Centro Pompidou.
Ainda tentei esta última mesmo sabendo que não podia sem bilhete... pois - não consgui!

Notre Dame
Continuei rumo ao Sena, atravessei a Île de La Cité, as marcas do incêndio ainda são uma ferida aberta na Notre Dame, até à livraria Shakespeare & Company (Crónica de Paris 6), para depois retomar o Sena e caminhar até ao Grand Palais
Esta cidade é mesmo bonita!
Mesmo com o frio que estava, e um chuvisco aqui e ali!
(Até porque volta e meia entrava num café e aquecia com um bom chocolat!)


Livraria Shakespear &Coo
Acabei por chegar cedo ao Grand Palais (1h antes da minha entrada para o Greco) e estava frio para ler o meu livro nos Champs Élysées como tinha pensado.

Dei por mim a ver uma exposição temporária  "De L'Amour", que era assim meio interactiva, misturando poesia e prosa, com dados estatísticos, música, psicanálise e jogos para serem jogados em casal (não o meu caso na altura). Dei o dinheiro por mal gasto na verdade.
Mas ao menos não estive ao frio!

Mais uma vez decidi voltar de metro para o hotel
Descansar
Ao longo do Sena
E sair para jantar em Montmartre, voltar a subir os degraus - desta vez como Mr Boop, e descer lentamente até ao Moulin Rouge.
Gostava de uma dia ficar hospedada por aqui, mas os hotéis terão uma tarifa proibitiva, diria eu... Mas num regresso a Paris vou estudar essa possibilidade!

Moulin Rouge
No Domingo de manhã fomos até à feira da ladra.
Passeámos!
Não comprámos!

Voltarei com os pormenores nas crónicas que se seguirão!
:)

quarta-feira, novembro 27, 2019

Happy not Shopping!


27/30 Aves Migratórias



A poesia de Gabriela Ruivo Trindade!
Este livro foi mais um pretexto para ver a Papu na Feira do Livro deste ano.
Falei-vos na altura da quantidade de gente que conhecia este ano a lançar/apresentar livros na feira.
Mais uma faceta de uma escritora versátil! - poesia!

Já vos disse quando falei do livro dela "Uma outra voz" o quão encantada/maravilhada fico quando tenho acesso ao que os meus amigos são capazes de fazer - Aqui!
ADORO!

E o livro dela - UMA OUTRA VOZ - é mesmo muito bom!!!
Leiam por favor que vão dar o tempo como muito bem gasto!
Gosto mais de um romance do que de um livro de poesia, e por isso tenho de dizer que "Quero que a Papu escreva um livro novo!!!"


DEsta vez ficou a poesia!

segunda-feira, novembro 25, 2019

Uma vez na vida!

Bilhetes comprados!
(depois conto!)




domingo, novembro 24, 2019

26/30 Na floresta


Uma realidade dura e crua que não queremos crer que seja possivel.
A construção de um assassino.
Brilhantemente contada. O direito e o avesso da história. Percebemos empaticamente que há circunstâncias extremas na vida de alguém que provocam estragos irreparáveis. Ao mesmo tempo que nos horrorizamos com actos violentos e desumanos.
A viagem a uma mente psicótica.

O capítulo que me causou mais impacto foi mesmo o primeiro, o da infância. Esse foi para mim um verdadeiro murro no estômago. O restante, foi lido num ápice, mas de alguma maneira não foi tão inesperado. Como se depois de uma infância assim tudo fosse possive!
Gostei!
Quero ler mais Edna O’brien. Mas não foi um 5⭐️. 4!

A sinopse:
Baseado num caso real que chocou a Irlanda nos anos 90, Na Floresta conta-nos a história do regresso de Mich O'Kane, o Kinderschreck, a casa. Órfão violento e perturbado, tratado desde criança por todos como um bicho-papão, ninguém na pequena comunidade onde cresceu consegue lidar com ele. Até que uma jovem mãe e o seu filho de quatro anos desaparecem na floresta. 
Descrito pela crítica como um dos romances mais ambiciosos e expressivos de Edna O'Brien, Na Floresta arrasta o leitor para o interior da mente psicótica de um assassino, compondo um retrato chocante e compassivo da solidão, do desespero e da violência.

sexta-feira, novembro 22, 2019

25/30 Um Estranho em Goa


Volta e meia pego num livro do José Eduardo Agualusa.
Às vezes gosto bastante.
Não foi o caso!
Lido sem grande entusiasmo.
Um livro onde se cruzam vários "mundos portugueses" - Angola, Portugal, Goa - mas que não me cativou.
É que tinha potencial para ser uma boa história.... senti-o mais um relato.
E eu prefiro ser evolvida por uma narrativa, que me transporte par um outro mundo, diferente do meu, em que possa aprender (sobre os outros e também sobre mim mesma) através as vivências dos personagens.
Nada disso aconteceu!

24/30 Perfil dos Dias


Não tenho por hábito comprar livros de poesia. acho que poderei contar pelos dedos de uma mão os livro de poesia que terei comprado na vida.
No entanto...
Tenho lido poemas que gosto muito no Relógio de Pêndulo e por isso na feira do livro deste ano fui procurar o "Perfil dos Dias".
Não sei como se costuma ler um livro de poesia.
Este esteve por perto por uns tempos e foi sendo  lido lentamente, uma página aberta ao acaso, e deixar-me mergulhar no jogo poético que brinca com as palavras.
Gostei!
__________

Ah!
E o livro está mesmo bonito!
A estética também conta! :)