domingo, fevereiro 26, 2017

Praia Grande

Final de dia na Praia Grande.
Sozinha.
Só eu a areia e o mar.
E o caminho de cascais aqui tão bonito!!
Já não o fazia há muitos meses (anos?), tão bom redescobrir o que é belo!



A cidade dos Prodigios

O escritor espanhol Eduardo Mendoza foi o vencedor em 2016 do Prémio Cervantes, a mais importante distinção da literatura em língua castelhana.
Nunca tinha lido nada dele
E fiquei curiosa

Acabado agora de ler "A Cidade dos Prodígios" : Em 1887, Onofre Bouvila, um rapaz pobre do campo, chega a Barcelona e obtém o seu primeiro trabalho como distribuidor de panfletos anarquistas entre os operários que trabalham na construção da Exposição Universal do ano seguinte. A partir daqui, o leitor assiste à espetacular ascensão social de Bouvila, que o vai converter, mediante métodos não muito ortodoxos, num dos homens mais ricos do país. Um extraordinário relato da construção da moderna Barcelona, um dos grandes romances espanhóis do século XX.



E como não evocar ESTA MÚSICA?

Barcelona - It was the first time that we met
Barcelona - How can I forget
The moment that you stepped into the room you took my breath away
Barcelona - La musica vibró
Barcelona - Y ella nos unió
And if God willing we will meet again, someday


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*Quanto ao Mendoza....
...não amei!
Mas acho que lhe vou dar outra oportunidade - este não é um dos seus livros mais populares!

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

terça-feira, fevereiro 21, 2017

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Ontem no Guincho


Desta vez - Erbil

Vista aérea de Erbil, no Curdistão iraquiano, destacando no centro
a Fortaleza de Erbil. (imagem: Wikimedia Commons/Jan Kurdistani)

Há lugares mundo fora em que o horror é diário.
Nós, nem 1/100 do que se passa saberemos...

Ele mais uma vez escolheu ir.
Ir sem destino certo, simplesmente pôr-se à disposição.
Na ambivalência permanente entre os deveres e os amores do "cá" e o apelo do "lá".
O destino foi ditado por "eles" - Mossul.
(o lugar onde os feridos de Mossul são assistidos - Erbil)
Partiu hoje.
Hoje em que também cá se fala de Mossul.

Dizem os que ficam:
- Como permites que vá? Como aceitas? Como deixas?
- Não entendo que queira ir!

Ela responde tranquilamente.
- Como poderia impedir? Que direito tenho eu de lhe toldar a liberdade.
- E entendo! Entendo as razões que o levam a ir, das mais altruístas às mais narcísicas (que também as haverá).

E sabe - que "alguém" tem de ir... Que o mundo precisa de quem se disponha a partir.
Há-de voltar depressa!




sábado, fevereiro 18, 2017

Adenda ao Curriculum Vitae

Fez a vida com que acontecesse por duas vezes no último trimestre do ano passado que aqui a Boop tenha estado num estado alterado de consciência.
Não! Nada de consumos de substancias licitas ou ilícitas... Infelizmente... foi mesmo a PDI que me pregou umas partidas!

Consta (sim porque aqui a "je" não se lembra de nada!) que da primeira vez que fundi a cuca, não sabia onde estava nem reconhecia as pessoas à minha volta (apanharam o susto da vida delas) e não é que a minha resposta espontânea foi sossegar quem estava aflito?! Com palavras de conforto, carinhosa. Do género: "não te conheço de lado nenhum, nem sei bem quem eu sou nem onde estou, mas se tu estás à rasca, cuido de ti!"

Meses depois uma anestesia geral (programadissima para uma cirurgia simples).
Vira-se o cirurgião para o Mr Boop: "A Boop é mesmo calma! Até a acordar da anestesia estava tranquila!" (Pois também aqui não me lembro de nada!)

Pelo que foi sugerido pelos meus mui ilustres colegas:
- Tens de fazer uma adenda ao teu currículo "provado experimentalmente ter intrinsecamente capacidades empáticas, de contenção da angústia e de equilíbrio em situação de crise"!

Vá, não é uma coisa nada má para quem trabalha na minha área...!





Tomadas pelo mundo fora

As coisas que se aprendem a ultimar viagens para lugares improváveis....



Informações (in)úteis:

Modelo A

Arábia Saudita, Aruba, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bermudas, Bolívia, Brasil, Cambodja, Canadá, China (com barras metálicas nos plugs ligeiramente mais curtas do que as utilizadas nos outros países), Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Guam, Guatemala, Guianas (as três), Haiti, Honduras, Ilhas Cayman, Jamaica, Japão, Laos, Líbano, Libéria, Maldivas, Nicarágua, Nigéria, Panamá, Peru, Porto Rico, Tailândia, Taiti, Taiwan, Venezuela, Vietnam e Yemen.

Modelo B

os mesmos países que adotam o tipo A, exceto Bangladesh, Bolívia, Cambodja, China, Maldivas, Peru, Tailândia, Taiti, Vietnam e Yemen. Também é encontrado nos Açores, Belize e Trinidad e Tobago.

Modelo C

Açores, Albânia, Alemanha, Algéria, Angola, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Bósnia, Brasil, Bulgária, Burundi, Cabo Verde, Casaquistão, Chile, Congo, Coréia, Croácia, Dinamarca, Djibuti, Egito, El Salvador, Eritréia, Espanha, Filipinas, Finlândia, Gabão, Gibraltar, Grécia, Guadalupe, Guinéia, Hungria, Ilhas Canárias, Ilhas Madeira, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Iugoslávia, Kuwait, Laos, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Madagascar, Marrocos, Martinica, Mauritânia, Mauritus, Moçambique, Mônaco, Nepal, Netherlands, Nigéria, Noroega, Omânia, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Ruanda, Rússia, Senegal, Síria, Somália, Sudao, Suécia, Suíça, Surinane, Tailândia, Togo, Tunísia, Turquia, Uruguai, Vietnam, Zaire, Zâmbia.

Modelo D

Afeganistão, Bangladesh, Benin, Botswana, Camarões, Chad, El Salvador, Emirados Árabes, Equador, Etiópia, Gana, Grécia, Guadalupe, Hong-Kong, Índia, Iraque, Israel (Jerusalém), Jordânia, Kênia, Líbano, Líbia, Macau, Madagascar, Maldivas, Martinica, Mônaco, Namíbia, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Quatar, Senegal, Serra Leoa, Sri Lanka, Sudão, Tanzânia, Yemen, Zâmbia, Zimbabwe.

Modelo E

Bélgica, Burundi, Camarões, Chad, Congo, Djibuti, El Salvador, Eslováquia, Guiné Equatorial, França, Guiana Francesa, Grécia, Guadalupe, Ilhas Canárias, Indonésia, Laos, Lituânia, Madagascar, Mali, Martinica, Mônaco, Marrocos, Nigéria, Polônia, Senegal, Síria, Taiti, Tunísia. Neste tipo de tomada é possível
encaixar plugs do tipo C.

Modelo F

Açores, Alemanha, Algéria, Aruba, Áustria, Bulgária, Cabo Verde, Chad, Coréia, Croácia, El Salvador, Finlândia, França, Grécia, Guiné, Hungria, Ilhas Madeira, Indonésia, Itália, Jordânia, Laos, Luxemburgo, Moçambique, Mônaco, Netherlands, Nigéria, Noroega, Portugal, Romênia, Samoa, Suécia, Surinane, Turquia, Uruguai. Neste tipo de tomada é possível encaixar plugs do tipo C.

Modelo G

Arábia Saudita, Bangladesh, Belize, Botswana, Brunei, Camarões, China, El Salvador, Emirados Árabes, Gâmbia, Gana, Gibraltar, Granada, Guatemala, Guianas (as três), Hong Kong, Ilhas Seychelles, Inglaterra, Iraque, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Líbano, Macau, Malásia, Malawi, Maldivas, Malta, Mauritus, Nigéria, Oman, Quatar, Serra Leoa, Singapura, Tanzânia, Uganda, Vietnam, Zâmbia, Zimbabwe.

Modelo H

Gaza, Israel.

Modelo I

Argentina, Austrália, China, El Salvador, Guatemala, Ilhas Fiji, Nova Zelândia, Okinawa, Panamá, Papua, Tadjiquistão, Tonga, Uruguai.

Modelo J

El Salvador, Etiópia, Madagascar, Maldivas, Ruanda, Suíça.

Modelo K

Bangladesh, Dinamarca, Groelândia, Guiné, Madagascar, Maldivas, Senegal, Tunísia.

Modelo L

Chile, Cuba, El Salvador, Etiópia, Itália, Maldivas, Síria, Tunísia, Uruguai.

Modelo M

África do Sul, Moçambique, Suécia (esse modelo possui os pinos mais grossos).


terça-feira, fevereiro 14, 2017

Love you to the moon and back!




13 anos com um 14 de Fevereiro tão especial!

Parabéns à minha teenager...

(agora estamos oficialmente na adolescência!)


:)

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Bairro Alto


Isabel passeava distraída por esta cidade que tanto gosta. Conhece-lhe os caminhos e por isso muitas vezes não atenta aos pormenores. Segue metida com os seus botões, embrenhada em pensamentos, evita encontrões, sorri aos rostos estrangeiros.

Gosta das ruelas escondidas, onde os turistas escasseiam. É nelas que a atenção se foca.
Nota o recorte dos edifícios, as roupas estendidas, a tinta envelhecida.
As ervas que furam os intervalos da calçada, o rio que parece correr manso lá longe no sopé da colina.
E encontra uma porta para os sonhos desenhada numa parede. Um convite. "Sonha".

Algures no Bairro Alto
Telemóvel
Clic
SMS "lembrei-me de ti"

Tem de explicar-lhe depois.
Não é ele o sonho. Ele é bem real.
Foi no mundo dela que se abriu um espaço para o sonho quando ele chegou. Por ele, para ele encontrou formas de se expressar, explorou mundos adormecidos dentro dela, aprendeu a nomear afectos, conheceu-se nos segredos partilhados.
Faz parte dos sonhos dela sim. Mas desta maneira tão única.

E segue caminho
Aquecida nesta tarde fria por este pensamento.
De que alguém, à distância de um SMS, lhe alimenta os sonhos.







quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Não vou ser!!



Verbo Ser
Carlos Drummont de Andrade


“Que vai ser quando crescer? 
Vivem perguntando em redor. Que é ser? 
É ter um corpo, um jeito, um nome? 
Tenho os três. E sou?  
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? 
Ou a gente só principia a ser quando cresce? 
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? 
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? 
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. 
Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher? 
Não dá para entender. Não vou ser. 
Vou crescer assim mesmo. 
Sem ser Esquecer.”

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Espera

Às vezes é-me tão difícil esperar...

Imagem encontrada "por aí"

...tenho de me lembrar que a palavra pode ser "sufixada" e tornar-se esperança.



terça-feira, fevereiro 07, 2017

Inferno

Sartre dizia que estamos condenados a ser livres, quando uma criança nasce, existe, mas é no exercício da sua liberdade que descobre a sua essência. 

E por isso, para ele o inferno são os outros.
 Os outros, assim como eu, são livres para construir a sua essência e isso, inevitavelmente, gera conflitos que afectam a liberdade alheia. Para Sartre, a presença de uma liberdade aniquila a nossa própria.
Eles, "os outros", tiram parte de nossa autonomia. Ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que nos reconhecemos a nós mesmos, com erros e acertos. Já que a convivência expõe as nossas fraquezas - logo os outros são o “inferno” 

Percebendo minimamente o conceito de Sartre, tendo o preferir "o inferno somos nós". Quando perdemos a individualidade, a capacidade de escolha, quando nos vemos num sítio onde estão outros corpos, outras vidas, onde se deixou de ter um nome, onde se prescinde da essência, e nos encontramos à deriva sem rumo para a nossa liberdade.

Para mim é esse o inferno - a anulação de si mesmo, a inibição do pensamento (que não o ruminar cíclico e circular) a perda da capacidade de liberdade e de criatividade. São esses os lugares mais escuros.

 (o filosófico, porque infelizmente há muitos infernos bem reais por esse mundo fora)


Dante, perdido na floresta, de Gustave Doré (séc. XIX)

domingo, fevereiro 05, 2017

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Qual?

- Qual o teu instrumento musical favorito?

- A pele.