terça-feira, julho 23, 2019

O que é o fado?

"Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
(...)
Amor, ciume,
Cinzas e lume,
Dor ... e pecado"





Diz que faria hoje 99 anos esta senhora.
E por isso falo hoje de fado!

Nunca gostei particularmente de fado.
Mas também nunca me custou ouvi-lo.
Tenho agora, semanalmente, uma fadista comigo.
E como sempre, interesso-me genuinamente pelo seu mundo. E o fado (e as casas de fado, os violas, a competição, etc) faz parte dele!
Passou por isso, discretamente, sem eu quase dar conta, a estar mais presente nos meus dias. Não que ouça fado, porque não oiço... Mas já não me é estranho.

Carta para a minha filha recém-nascida - José Eduardo Agualusa

Tenho pensado tantas vezes sobre este assunto: que mundo oferecemos aos nossos filhos, para que realidade os trouxemos, da responsabilidade que assumimos (tantas vezes sem noção) de trazer (in) felicidade a uma criança.

E por isso este texto me fez tanto sentido!

Carta para a minha filha recém-nascida
[texto de José Eduardo Agualusa]

Quando nasceste, e eu cortei o cordão que te unia à tua mãe, murmurando baixinho, eu te inauguro, minha filha, bem-vinda à vida, eu sabia que havia homens, lá fora, a assassinar outros homens, ou a prepararem-se para assassinar outros homens; havia homens ocupados a adestrar adolescentes na arte da guerra (é como lhe chamam); havia homens concentrados na difícil tarefa de torturar prisioneiros, e outros tantos engendrando máquinas destinadas a mutilar, a ferir e a matar inocentes.

"Acho uma irresponsabilidade ter filhos neste tempo", disse-me um amigo, numa tarde de sol resplandecente, e eu concordei, distraído, ou talvez porque fizesse muito calor, e me seja sempre difícil encontrar argumentos quando a luz cai em excesso. Certas coisas, como se sabe, vêem-se melhor na escuridão. Agora, no silêncio da noite, não me custa reconhecer que sim, que vivemos tempos cruéis – mas não o foram sempre? Existem hoje, aliás, mais territórios a salvo da crueldade, e, sobretudo, da crueldade enquanto sistema, do que, e nem preciso recuar séculos, no ano em que a minha mãe nasceu. A história da humanidade é uma história da crueldade; mas é também uma história contra a crueldade.

Houve um tempo em que havia no mundo mais torturadores do que poetas. Hoje, tenho a certeza, são mais os poetas do que os torturadores, embora – também sei disso – haja quem acumule funções. Gente com múltiplas aptidões. Conheci alguns maus poetas que enquanto escreviam os seus maus poemas se revelaram bons torturadores.

Temos cometido crimes que nenhum verso redime. Mas – caramba! – também acrescentámos beleza ao mundo. Penso em tudo aquilo que te quero mostrar, em todos os lugares que quero revisitar e descobrir contigo. Coisas simples, como o fulgor das tempestades, lá, no planalto, em meio ao verde exultante do capim. A curva de um ribeiro onde fui feliz na minha infância. Os ovos moles de Aveiro. Algumas canções de Lhasa. Abdullah Ibrahim tocando (e cantando) "Ishmael". Uma buganvília, velha amiga minha, muito bela, que na primavera é a primeira a encher de cor o Jardim Tropical, em Lisboa. O pôr-do-sol no Arpoador. O Museu Picasso, em Barcelona. O sorriso do teu irmão. O mar, um leve lago azul-anil, de Angra dos Reis. Saltar de asa-delta da Pedra Bonita.

Ah!, e haveremos juntos de subir o Quanza, até Massangano, e de descer o Nilo, desde Ondurman (será possível?) até ao Cairo, e o imenso Amazonas, desde Iquitos a Belém do Pará. Havemos de lançar papagaios ao vento e, mais tarde, talvez me possas ensinar a dançar os ritmos que então estiverem na moda. Só uma mulher que me ame muito me conseguirá ensinar a dançar o que quer que seja.

Ao contrário do que dizia o meu amigo, naquela tarde de sol, mas sem esperança, ter filhos hoje é uma demonstração de responsabilidade. No instante em que te dei as boas vindas, às 17 horas e 17 minutos de um domingo angolano, e segurei a tesoura e cortei o cordão que te unia à mãe, foi também a mim que inaugurei. Um filho é sempre um recomeço. Um filho é a maneira que temos de reiniciar o mundo. Sofrerás, eu sei, com a crueldade e a injustiça dos homens. Em certas manhãs acordarás sem ânimo. Talvez então te questiones sobre os motivos porque te trouxemos aqui. Trouxemos-te (é o que sinto) para que nos ajudes a sermos melhores. Trouxemos-te porque te queremos melhor do que nós.

Ver-te dormir - e como tu dormes minha filha, com que talento! - repousa-me (e regera-me) mais do que o meu próprio sono. Anseio por ouvir a tua primeira gargalhada. Sei que isso me fará ainda melhor. Não conheço som mais iluminado do que a gargalhada de um bebé.

Bem vinda, pois, minha filha. Choveu há pouco. O céu está limpo. O mundo está agora a começar.”

segunda-feira, julho 15, 2019

Da minha janela (2)

No outro dia mostrei-vos uma versão mágica da minha janela.
Mágica porque remetia para algo belo, tranquilo, romântico.
E acreditem que foi muito bom poder ter esse olhar.

É que há meses, e para os meses vindouros, a comum vista da minha janela é esta (foto).
Esta não é nem mais verdadeira, nem mais falsa do que a outra.
É tão somente uma lembrança de muitas das vezes somos nós quem escolhe a forma de olhar para o que nos rodeia.

E pronto.
Era isto!
:)


quinta-feira, julho 11, 2019

9/30 - A Aparição Segundo a Memória


Sobre o livro: 

É um livro difícil de comentar sem spoilers... Mas vou tentar!
Um exercício interessante, e para alguns seguramente considerado de ousado, de colocar Deus como personagem principal, com voz própria, pensamento, e (imaginem só)  crítica.
Com a acção a decorrer na primeira metade do século XX, num mundo em conflitos cada vez mais sangrentos e abomináveis, temos um deus inicialmente interventivo, pensando em como poderá guiar a sua criação (a quem em bendita hora tomou a decisão de dar o "livre arbítrio", mas que por isso mesmo se vê impedido de uma acção mais directa e efectiva na mudança do curso dos acontecimentos), e que progressivamente se desmorona e horroriza observando impotente o rumo da sua criação.
O final não vos conto, evidentemente!
É um deus que bebe, fuma, lê romances e poesia. Que sabe que só existe enquanto existir no pensamento do Homem, numa existência simbiótica (usando um termo da biologia). E que não alimenta a ideia de uma vida eterna pós morte, essa, a eternidade, só a Ele pertence, desde que alimentado pela fé dos homens ou pela sua própria vontade.
Não será certamente um livro recomendado pela Santa Madre Igreja! (o que acho que é de todo o agrado do escritor!)


Sobre o autor:

Conheci o Alexandre (Hoffman Castela) ainda antes dos seus 10 anos de idade. O que recordo é um menino educado, algo tímido (pelo menos perante os amigos dos pais que só vê muito de vez em quando), mas que se adivinhava vivo e atento. Na curta passagem pela sala da frente da casa dos pais para educadamente cumprimentar as visitas, arrumar um ou outro brinquedo e passar a mão numa festa por um dos sempre presentes cães lá de casa, pouco mais deu para perceber.
Fui sabendo noticias nas conversas entre "adultos" de "Como estão os miúdos?".
A escola. A escolha do curso. A ida para a faculdade em Coimbra. A boémia.
E fui sendo surpreendida pelas conquistas (as poucas que me chegaram, porque serão seguramente muitas mais) deste menino que já não o é há muito - destaco a candidatura como cabeça de lista às autárquicas de Lamego pela CDU, e agora o lançamento do seu primeiro romance!


Foi um prazer ler o Alexandre!
Talvez por não o conhecer muito bem, mas ao mesmo tempo ter acompanhado a sua vida há mais de 20 anos (mesmo que de muito, muito longe) ao lê-lo a voz dele foi estando pontualmente presente, não só nos trechos em que dá voz ao escritor numa leitura exterior à narrativa central do texto, mas também num ou outro pensamento, numa ou outra construção frásica, em que as idiossincrasias se revelam. Mas muitas outras vezes o enredo envolveu-me e era "lá" que estava. (não vos digo onde porque é bem mais interessante lerem!)

Parabéns Alexandre!

Ficarei atenta a um próximo livro!

quarta-feira, julho 10, 2019

Ele há formas bonitas de dizer as coisas

Yves KLEIN
“Quando penso que um palavra
Pode mudar tudo
Não fico mudo
Mudo
Quando penso que um passo
Descobre o mundo
Não paro o passo
Passo
E assim que passo e mudo
Um novo mundo nasce
Na palavra que penso.”
Alice Ruiz

quarta-feira, julho 03, 2019

8/30 Os Transparentes



Estive tanto tempo sem apresentar resultados do meu desafio para este ano... - 30 livros!
Será que ainda lá chego?

Mas aqui vamos!
"Os Transparentes"
de Ondjaki

Primeiro peço palavras emprestadas:
"A história do homem transparente e do prédio onde vive está marcada por um delicioso registo humorístico, por vezes irónico, que se constitui como contraponto às acutilantes denúncias da degradação social e à visão amarga da vida na capital […] É no mesmo registo bem humorado que outras obras da literatura mundial são convocadas para a representação das coisas angolanas: antes de mais Dom Quixote, de Cervantes, através da nomeação do assessor do ministro, o SantosPrancha; mas também Camões, presente na designação atribuída ao galo a quem falta um olho, o GaloCamões; ou ainda James Cain com a referência ao carteiro que toca sempre duas vezes."
Agripina Carriço Vieira, JL

E as minhas:
Na verdade demorei a lê-lo. Foi ficando na mesinha de cabeceira, no carro, no sofá... Mas na ultima semana li os últimos 2/3.
Uma Luanda corrupta, onde se vive de oportunidades em todos os escalões sócio-económicos. Retrata muitíssimo bem a omnipotência da ignorância. A prepotência de quem tem algum tipo de poder sobre o outro (mais uma vez a qualquer nível sócio-económico). E de como a se "desaparece" nesta cidade tumultuosa - a metáfora do homem transparente está muito bem conseguida!

Todos os escritores africanos que li têm uma educação europeia. Não sei se é impressão minha (leia-se egocentrismo, falta de capacidade de olhar para além de mim mesma, o que quiserem), mas sinto-os neste olhar de fora, numa leitura simultaneamente de dentro, e de um olhar estrangeiro, exterior, de quem lê "para além de".

Bem.
Lido!
Venha o próximo!

sábado, junho 29, 2019

Dia de exame

Hoje a menina Boop fez o “First Certificate” - o exame de Inglês do Cambridge. Uma primeira etapa numa formação em Inglês que, continuando, vai permitir o acesso a um mundo maior.
Mas isso é uma questão da vida dela.
Sim, porque os filhos cedo começam a ter assuntos que só à vida deles dizem respeito!

É que o exame foi no Estoril.
E eu prometi que não iria embora (das redondezas) antes de o exame começar (6h de exame), caso fosse preciso alguma coisa.
E dei um saltinho ao Tamariz.
Há muito tempo não ia lá!
:)
Recordou-me bons momentos!


terça-feira, junho 25, 2019

Foi até ao Yemen e já vem

Sabem exactamente onde é o Yemen?
Conhecem-lhe a geografia e a história?

Eu confesso que sabia sem saber, naquele evitamento mais ou menos consciente, de quem se protege de uma angústia desmesurada, com a ilusão de que é uma guerra "dos outros", distante e passível de manter distante neste canteiro à beira mar plantado que é Portugal.
(aqui um breve enquadramento)

Ora o Mr Boop está por lá desde o principio do mês, em Sadah (ponto assinalado no mapa).
(Naquele mês de "férias" que como sabem me deixa a mim tão ambivalente)
Chegou lá nos últimos dias do Ramadão. A calma imposta que logo deu lugar ao "descontrolo".
Foram vários os dias em que não se pode deslocar da residência para ir até ao hospital por questões de segurança. Uma espécie de prisão domiciliária de luxo (mas sem ar condicionado), frustrante e desanimadora. E com um sentimento de segurança algo precário...
Mas com Wi-Fi - as maravilhas do mundo moderno!

Neste mês fui estando mais atenta.
E querendo, vai-se encontrando informação:

A situação dos civis é como sabem muito difícil
Os rebeldes Houthis laçam missil 
O Trump alimenta os sauditas
A Arábia saudita contra-ataca
Houthis lançam novo ataque à Arábia Saudita
As Nações Unidas mostram-se preocupadas com o agravamento da situação no Yemen
Crianças soldado usadas pela Arábia Saudita
Entretanto nos estados unidos...
E a contribuição da Inglaterra

A viagem de regresso é longa e com muitas paragens, e já se iniciou.
Vai demorar ainda pelo menos 1 semana a chegar.

O mundo cá continuou... com festas de aniversário, finais de anos, exames, arraiais, feriados, mini-férias...
Que mundos tão díspares!

sábado, junho 22, 2019

Da minha janela

No meu consultório há muitas janelas.
Todas tão únicas, e diferentes de dia para dia.
São janelas feitas de olhos, de gestos e de palavras, que me mostram paisagens outras, sentidas, com cores e sombras muito próprias.
Com cada pessoa que se deita no divã, ou se senta no sofá à minha frente, recrio paisagens, visualizo lugares, divisões, pessoas, às vezes numa experiência visual tão intensa que quero crer se assemelhará muito à experiência vivida.

Depois há as outras janelas, que nem por serem mais concretas serão necessariamente menos mágicas.
Afinal a beleza está nos olhos de quem olha.


O meu amigo David Rodrigues (o mesmo que gentilmente apresentou o meu livro) olhou para a minha janela com estas palavras:

No céu
uns veem pedaços de Bem
outros destroços do Mal


quinta-feira, junho 20, 2019

sábado, junho 15, 2019

Voltar às origens

Já devo ter comentado convosco a minha resistência em voltar para a vila que me viu crescer. Nunca tive vontade de tal e se não tivesse sido o Mr Boop a sugerir virmos ver aqui uma casa nunca teria vindo,
A verdade é que adorámos esta casa e... aqui estou de novo.

Tenho voltado sempre aqui, mas de visita. Esta vila está cheia de pessoas que adoro.

Vim morar para aqui em Julho 1975. Ainda este lugar era um lugarejo a começar a ser urbanizado. E por isso muitos casais novos o escolheram. As casas vizinhas estavam cheias de crianças como eu. Rapidamente nos tornamos amigos, e passávamos horas na casa uns dos outros e na rua a brincar. Lembro-me ainda das brincadeiras que inventávamos, dos discos que ouvíamos, das divisões (das várias casas) onde brincávamos, dos lugares na rua/campos onde íamos. E de quem eram os adultos que faziam parte deste mundo. Era uma vila sem avós. Na minha rua só me recordo de duas irmãs já idosas que partilhavam a casa. Lembro-me tão bem delas! Tão diferentes, em termos de personalidade, uma da outra!

Agora voltei a "estar".
Vou ao café, à papelaria, ao supermercado, aos correios, ao restaurante, só não voltei à missa!
E a diferença é tão grande!
A aldeia tornou-se vila.
Já não conheço toda a gente (mas conheço à vontadinha 1/3 - e por isso mesmo não queria voltar para cá!)
E há tantos "avós".
Isso é o que mais diferencia a aldeia de antes da vila de hoje.
Uma população tão mais envelhecida. - "Normal", talvez! - e estupidamente isso entristeceu-me - talvez por ser a simples constatação de que também eu envelheci.

____________________

Lembrando os companheiros de brincadeira - A minha irmã Sofia (que hoje ninguém trata por esse nome), a Margarida (que faz anos hoje), o Chico, a Catarina, o Pedro, a Guida, (e a Belinha), a Marina, a pequena Marilia e as irmãs Noémia e Luísa, o meu vizinho Carlos e a irmã Olga, o Pedro Inácio, o Paulo.
E quando o mundo cresceu só um bocadinho, as pessoas da rua de trás - o Paulo e o Dinis, a Elsa, ...
E depois o mundo cresceu tanto que seria impossível enumerar todos, mas também impossível não lembrar a Paula "A" amiga da minha adolescência.
Este lugar pertence-me sim. E eu pertenço-lhe.
(Desculpem a nostalgia)

quinta-feira, junho 13, 2019

35 anos

António Variações

Eu era muito nova quando ele morreu, faz hoje 35 anos.
Não sabia ainda fazer todas as leituras que hoje posso fazer.
Mas muitas das canções ficaram na minha memória.

Fica hoje aqui esta música


domingo, junho 09, 2019

sexta-feira, junho 07, 2019

O tempo não pára



"Não sei, se andei depressa demais
Mas sei, que algum sorriso eu perdi
Vou pedir ao tempo
Que me dê mais tempo, para olhar para ti"

Este vai ser um fim de semana de olhar para eles!
👦👧



quarta-feira, junho 05, 2019

Casa da mãe / Casa do pai

Têm-me perguntado algumas vezes qual a minha opinião sobre a regulação do poder paternal, nomeadamente no que diz respeito à residência alternada.
Não tenho trabalhado com crianças nos últimos...17(?) anos, pelo que nunca me foi pedido um parecer oficial, e ainda bem!
De qualquer forma é impossível não ir pensando sobre o assunto.
Hoje dei com este artigo de 28 de Maio do público: https://www.publico.pt/2019/05/28/sociedade/opiniao/vamos-conversa-residencia-alternada-1874041
Fiquei até aliviada. Porque me parece que aqui o bom senso impera!
É claramente explicado que a actual legislação protege o interesse da criança e que tornar a residência alternada a resposta padrão tem perigos muito maiores do que deixar sossegada uma lei que funciona.

A minha experiência com adolescentes (nota importante: os que chegam a minha consulta têm um
nível de sofrimento elevado e por isso não devem servir de norma), mas como dizia: a minha experiência com adolescentes diz-me que é difícil não ter “um sítio”, um lugar/quarto/casa que seja sentido como “meu”.
O ter tudo a duplicar é uma ilusão. Há sempre uma coisa que está no “outro lado”, e mais, o sentimento de que aquelas coisas do foro “privado” estão sempre em perigo é uma constante.
Não há lugares seguros. Os quartos são abandonados à sorte dos voyers a cada semana, ficando livres para a devassa, de quem entra para limpar, arrumar, remexer.
Vejo muitas vezes nestes jovens o desejo de um espaço fixo, só seu, muitas vezes longe de pai e de mãe, em que não tenham de carregar ciclicamente os seus tesouros (representantes simbólicos da sua intimidade) consigo.

Cada caso é um caso.
Não facilitemos as vidas de advogados e juizes, criando uma regra redutora - e desnecessária, - quando o que há a salvaguardar é sem dúvida o bem estar do menor.
Nunca é demais repetir que cada criança é diferente de qualquer outra, que cada família tem um funcionamento único, e que por isso qualquer generalização será um retrocesso.