terça-feira, setembro 27, 2016

Crónicas do Mal de Amor

Já tinha ouvido falar de Elena Ferrante, a desconhecida Italiana que do seu anonimato perturbou o mundo da escrita.
Mas passaram uns meses até lhe pegar.
Pelo que me tinham dito esperavam-me momentos intensos, duros, precisava ter dentro de mim espaço para eles.

Este foi o primeiro livro dela que li: Crónicas do Mal de Amor, que reúne os seus 3 primeiros romances - terminado agora mesmo.

À cerca deste livro escrevi a alguém aqui há dias:

"Ao mesmo tempo que o vou lendo, avidamente, tenho a perfeita noção que me fere.
Como dizem os críticos literários (numa frase que geralmente me irrita por ser demasiado fácil e generalizada), é-me impossível ficar-lhe indiferente.
A crueza dos pensamentos, que nos aparecem sem filtros nem maquilhagens, os frémitos do corpo, os impulsos sádicos e vorazes, que mesmo não sendo agidos são retratados com tanta verdade.
Os livros dela de certa forma revelam o mais secreto de cada leitor (de mim), sem falsos pudores nem moralismos. Talvez por isso me doa lê-la.
Talvez por isso a quero ler, tudo!"


Mantenho tudo o que disse então.
Quero ler mais de Elena Ferrante.
Mas pelo meio preciso de ir buscar um qualquer outro livro, com mais inocência, com mais sonho, com mais esperança.

sábado, setembro 24, 2016

Há magia nos livros

0 h do dia 24 de Setembro

Momento esperado, contagem decrescente, borboletas no estomago.
É este o estado da menina Boop, 12 anos, a devorar livros do Harry Potter deste os 7. O que me fazia alguma confusão confesso, vê-la tão pequenina a embrenhar-se com tanto entusiasmo num livro "maior que ela". As dúvidas, de vocabulário, apareceram só nas primeiras paginas, depois... ela e o livro(s) ficaram inseparáveis!
Foi o 1º livro que a fez amar livros.

Como não leva-la ao lançamento ontem?!
E estava feliz!

E eu...
Não pude deixar de comprar um (outro) livro para mim também....
;)


segunda-feira, setembro 19, 2016

Parabéns para ti A.

Daqui
Eu podia ter ido beber água sozinha.
Tu também.
Tu podias não ter dito nada e partir sozinho.
Eu assim não teria partido.
Mas escolheste fazer de outra forma.
E o meu mundo ficou mais rico
Porque ao fazer juntos coisas simples temos um vislumbre único de algo belo.

Segues depois o teu caminho
Eu sigo o meu
Mais ricos os dois.


quinta-feira, setembro 15, 2016

Def Leppard - Love Bites (Live)

E quando se encontram CDs perdidos num saco qualquer, num canto por aí.





quarta-feira, setembro 14, 2016

Alma

"Na alma ninguém manda...
Ela simplesmente fica onde se encanta..."

Já dizia o Fernando...  (Pessoa)

terça-feira, setembro 13, 2016

sábado, setembro 10, 2016

Todos os caminhos levam ao mesmo lugar: nenhum


(Só para relembrar que o caminho que escolhemos, as pessoas que amamos, os percalços a que nos permitimos ê que fazem o caminho, seja ele qual for, valer a pena!)

quinta-feira, setembro 08, 2016

E num salto...

"Bungee Jumping" - Carlos Farinha

Foram poucas as vezes na vida em que as coisas estiveram tão claras.
"Faço ou não faço?"
A decisão estava só na mão dela.
Sim, ou não!
De alguma forma sabia que ia tomar a decisão correcta embora não soubesse ainda qual seria.
A decisão foi tomada, e na base dela - pura intuição!
Era algo que não podía deixar escapar.
Qualquer tentativa de o explicar a alguém seria infrutífera, seria redutor.
A sensação de ser algo de único, de irrepetivel, gritava dentro dela.
Não passou pela razão.
Não lhe peçam para se explicar.

E de olhos bem abertos, saltou!

quarta-feira, agosto 31, 2016

quinta-feira, agosto 25, 2016

Leituras

A bertrand tem um livro/caderno de registo de leituras, que a menina/filha Boop me ofereceu pelo meu aniversário.
Trouxe-mo-lo de férias.
Nele estão já o registo de 22 livros. Lidos por diferentes pessoas aqui em casa neste mês de Agosto.
(Meus são 8!)

O último: "A vida no céu" de José Eduardo Agualusa
Uma história simlples, bonita, lida em dois tempos, que nos fala de sonho e esperança.
Na verdade não sei se já tinha lido alguma coisa dele... (?)

É acompanhada no início de cada capítulo por um glossario.
Igualmente poético.

"Sonhar: exercício que consiste em imaginar o impossível para depois o realizar. Como voar"

Que as vossas leituras deste verão vos permitam sonhar!
:)


quarta-feira, agosto 17, 2016

Sonhos

Gosto de sonhos!
(Defeito profissional quem sabe!?)

Há sonhos que me marcam.
E falo dos sonhos sonhados mesmo! Não dos outros que temos bem acordados, esses serão outra coisa completamente distinta.
Falo dos conteúdos fantásticos que nos visitam durante o sono, ou que produzimos, que não me quero destesponsabilizar pelos meus sonhos! São MEUS, do princípio ao fim.

Há sonhos que partilho, às vezes para melhor os entender.
Quanto mais estranhos mais me fascinam.
Mesmo que sejam "sonhos maus", gosto de me pensar através deles.

Claro que também há sonhos impartilhaveis....
Ahahaha

O de hoje ainda me anda pela cabeça...
Será partilhavel?
:)

quinta-feira, agosto 11, 2016

Fogo

Há coisas para as quais não tenho palavras.
Ou se calhar fujo delas, como que a fugir da angústia que obrigatoriamente me assalta ao nomear o horror.

Diz o Marcelo Rebelo de Sousa que temos de pensar o ordenamento do território.
Pois teremos! Isso e muito mais.

Não sei dizer mais nada.

sexta-feira, agosto 05, 2016

mulheres de cinza

O Verão traz consigo tempo.
Para mim tempo para ler.

Li recentemente "Mulheres de Cinza" do Mia Couto.
E deixou-me uma impressão. Uma qualquer marca indelevel, não muito visível mas que permanece.
Algo infantil, ingénuo, talvez.
Mas deixou-me a pensar nas vidas que não se cumprem por causa da guerra.
Em como também eu, leitora/testemunha de vidas e amores me vejo impotente perante as mudanças radicais na vida dos protagonistas. Ao ler queremos que a história siga outro caminho, que a vida não se interrompa, que o horror não se intrometa no curso das histórias.
E a realidade é fria, não se compadece...
E a máquina avança sem pedir licença ou sequer fazer-se avisar.

Ao ler "Mulheres de Cinza" sinto que consigo tocar, muito ao de leve, uma realidade que me é totalmente alheia.
E não consigo (nem quero) evitar que pedaços desta história permaneçam em mim.
E que através da magia do Mia Couto me tenha sido apresentado um outro olhar sobre a guerra, sobre África e os africanos, e sobre as histórias.

sexta-feira, julho 29, 2016

O Grilo

(Para os que mostraram interesse no dito grilo)



E lá foi à sua vida!
Conheceu o cativeiro num passeio pela adega (que fazia um grilo numa adega afinal?!?!).
Viajou 350 km até lisboa...
E veio parar a casa aqui da Boop...
Prenda de anos do catraio...
Condição (minha): liberta-lo
Depois de cumprir parte da sua pena de prisão no departamento educativo (escola do catraio), seguiu em visita  de estudo, que é como quem diz foi de férias com os putos, até barrancos.
Onde numa cerimónia de libertação foi literalmente lançado em voo para os campos alentejanos.
(Tenho para mim que já ninguém o suportava que o bicho cantava alto como o catano!!!)

Assim terminou a epopeia conhecida do pobre bicho
De Lamego a Barrancos, 650 km depois, um novo mundo para descobrir. Sem alface, nem gaiolas, nem crianças, nem armários...!

segunda-feira, julho 25, 2016

Florbela

Se Tu Viesses Ver-me...


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços, 
Quando a noite de manso se avizinha, 
E me prendesses toda nos teus braços... 

Quando me lembra: esse sabor que tinha 
A tua boca... o eco dos teus passos... 
O teu riso de fonte... os teus abraços... 
Os teus beijos... a tua mão na minha... 

Se tu viesses quando, linda e louca, 
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo 
E é de seda vermelha e canta e ri 

E é como um cravo ao sol a minha boca... 
Quando os olhos se me cerram de desejo... 
E os meus braços se estendem para ti... 

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"