domingo, fevereiro 18, 2018

De ontem e de hoje

Nas sei quantas vezes em pequena fui ao cinema com a minha avó Lucila.
Era uma avó... particular...
Dona do seu nariz, opinativa, feminista, não particularmente carinhosa, e com uma gargalhada que ocupava uma sala inteira.
Tenho pena de a ter perdido ainda em pequena e não ter podido descobri-la com um olhar mais maduro.

Não sei quantas vezes foram (pode até ter sido só uma) mas quando penso em cinema da minha meninice é dela que me lembro.
As idas ao cinema da minha infância têm sabor a enfarinhados com queijo e fiambre. Não sei onde ela os comprava, pois nos sítios por onde eu andava não os havia, mas lembro-me do bem que me sabiam, no intervalo da matiné.
Disso... e da minha avó adormecer durante a sessão e (talvez só na minha imaginação) ressonar um bom bocado.

São doces estas memórias.

Porque hoje foi dia de sessão infantil - ou mais ou menos - e imaginei que iria adormecer... Mas não, acabei por ver o filme e não o achar tão mau assim!
:)



sábado, fevereiro 17, 2018

Insónia

É certo que a esta hora muitas vezes ainda não me deitei (1h10).
Mas hoje (ou será mais correcto dizer ontem?) deitei-me com as galinhas, e acordei... e não consigo voltar a dormir!
O meu livro está inacessível...
Acho que vou ligar a TV, já que não tenho com quem conversar.

Detesto quando isto acontece...

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

14 de Fevereiro

Escrito há 4 anos.
Hoje já não quer andar comigo na rua de mão dada... ;)
Cresceu e está fisicamente mais parecida comigo, mas as expressões e o humor são do pai.
Mas o 14 de Fev continua a ser dela!

"Faço o mesmo percurso todos os dias.
Carro parado, parquímetro, e ando uns poucos metros até à porta do prédio.
Hoje passou por mim uma rosa.
Sim, claro, a Rosa ia nas mãos de uma qualquer mulher, era jovem, nem bonita nem feia, não foi a ela que eu vi!
A Rosa - de um vermelho escuro, pétalas aveludadas, pé comprido, sem espinhos, e a quantidade certa de folhas! A Rosa!
Que dizia a quem passava por ela, que aquela menina/mulher era amada por alguém. Hoje afinal é "o dia" de oferecer Rosas.

Eu não tenho uma rosa na minha mão!
Dessas bonitas, aparadas, aveludadas...

Na minha mão, o que eu levo, é uma mão pequenina.
Essa outra mão que há 10 anos, encontrou na minha, o lugar seguro.
A mão da menina Boop que escolheu para nascer o dia em que se oferecem rosas.
Que maior prova de amor podia eu levar na mão para exibir o quanto me sinto amada, pertença, escolhida?
A menina Boop é toda ela Mr Boop! Traz o pai com ela nas mais pequenas coisas.

Não tenho uma rosa vermelha na mão!
Tenho-a a ela! E sigo feliz!"

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Gostei!

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.


Manoel de Barros

(...)

(só um ensaio de outras linguagens...)



Entretenho-me às vezes a desenhar, às escondidas, no meu pensamento, a tua boca.
Adivinho-lhe o contorno, ... a pele delicada e rósea, o respirar quente dos teus lábios entreabertos, num sopro leve e almiscarado.
E a minha boca perto da tua.
Sinto os meus próprios lábios expectantes, como que na antecipação do beijo. A pele tensa torna a minha boca hiper-presente. Quase involuntariamente sinto os meus dentes a morderem o rebordo...
Alterno, na minha mente inebriada, entre o toque quase imperceptível, numa tensão crescente da antecipação do encontro dos lábios, e a voracidade animal, de duas bocas famintas.
A fome é de beijos.
Da tua boca e da tua pele.
Queria seguir-lhe o contorno com a ponta dos dedos, memoriza-la, guarda-la para dias assim - em que me perco na tua boca que não está aqui.



sábado, fevereiro 10, 2018

Barbas

Digamos que concordo com isto !

O que têm a dizer meninas?
(E meninos já agora... :) )
Não consigo convencer o Mr Boop...
:(

Bom fim de semana!



quinta-feira, fevereiro 08, 2018

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Quero ver!










Com os miúdos:
(já fui avisada de que este é para >16 ... Obrigada! ;) )



E não tenho a certeza...


terça-feira, janeiro 30, 2018

Pronto! Inscrevi-me!

(acho que já sei ao que vou... espero que retire dali alguma coisa, mesmo com todos os meus "mas"!)

sábado, janeiro 27, 2018

segunda-feira, janeiro 22, 2018

No avesso do Amor

Preso entre a ombreira e a porta, na casa que outrora foi dela,  está há uns dias um envelope. Não mora aqui ninguém. Partiram todos sem deixar nova morada. A chuva que começou a cair está a pintar com grossas gotas o papel, que de branco está a passar a um cinzento azulado, diluindo as palavras. Conseguimos num exercício voyeur imaginar as palavras a contorcerem-se, a misturarem-se até não passarem de uma mancha clara e suja, sem qualquer resquício de significado ou afectos. 

("Dizias sempre que já ninguém escrevia cartas à mão..!")

Há quem diga que o amor não tem avessos. Que é belo, magnânimo, desinteressado, que por amor... Ilusões, histórias infantis, ...

Ele recorda-se amiúde, como se de fotografias animadas se tratassem, de pequenos retalhos - não fica triste nem feliz. Está apenas ocupado ainda pela presença dela. E vê-se invadido, sem qualquer aviso, por sensações intensas que lhe trazem o cheiro dela, a voz, o toque de pele macia na parte interna das coxas, a forma como ela gostava de lhe morder o lábio inferior quando o desejo crescia,...

("Dizias que me deste de ti o que mais ninguém teve, e sabes? Acreditei!")

Escreveu-lhe uma carta. Deixou-a lá, na esperança longínqua de que lá voltasse. Hoje chove, se ainda lá estiver a carta será lentamente ensopada, Ele sorri, é como se fossem as lágrimas que não lhe fez sentido chorar. São lágrimas, não as suas nem as dela, que vão acabar de vez com a história dos dois.
E ali está ele no lado avesso do amor. Ocupado de um sentir oco por o saber estéril. Um sentir sem eco. Não se pode amar sozinho.
Fotografia de Rui Bento - estação de metro Roma
O metro abranda, ainda falta uma estação para a sua vez de sair, o chiar das rodas nos carris não o arranca dos seus pensamentos, olha para a janela, e vê espelhado o seu avesso. Um amor com uma letra trocada. É isso! Um amor que ainda reconhece e ao mesmo tempo já não o é

("Meu amor, 
nunca mais te chamarei assim porque não és mais minha")

Entram pessoas na carruagem com casacos ensopados, cabelos molhados, guarda-chuvas a pingar. A carta terá o seu fim hoje. Nunca ninguém a lerá. Mas não faz diferença. Também ela o conheceu por dentro, e sabe seguramente o que ele teria para lhe dizer. Surgirá aos poucos o espaço para um novo amor que, como qualquer homem apaixonado, acreditará não ter avessos, irá mergulhar de cabeça e redescobrir-se noutros braços. 

("Ainda tens contigo parte de mim, mesmo que o não saibas, vou precisar de tempo para a resgatar, mas não penses em mim como estando virado do avesso, segue, a tua vida espera por ti")

Nem quer crer que caiu nas frases feitas. E pareceram-lhe tão suas quando as escreveu.  A carta seguramente estará desfeita neste momento. É melhor assim. Vai sair na próxima estação - Alvalade - quem sabe se o próximo amor da sua vida não será sportinguista? 


sábado, janeiro 20, 2018

Aviso!


Se alguma vez por acaso me referir a alguém ou a alguma situação como sendo "um trevo de 4 folhas", NÃO TEM NADA A VER COM ESTA MÚSICA!!!

Pronto!
Era só isto!

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Tentação à espreita...

Hoje tive de ficar em casa porque iam fazer uma entrega entre as 8h e as 14h...
Estar sozinha em casa traz consigo uma panóplia de tentações. (O leitor pensará nas suas, serão ou não muito diferentes das minhas)

Mas há dias uma pilha de roupa se vai agigantando demandando o ferro.
Tinha essa tarefa!

Tive 3 filmes por companhia.
(Filmes que o Mr Boop não veria comigo...)
Escolhidos mais ou menos ao acaso.
Línguas estranhas
Ritmos lentos (que me permitiram um olho na roupa e outro na TV)

Foram eles:





Brigth Night
Origem: Alemanha
Dois casais encontram-se num regresso ao passado. Um drama sobre os segredos, as relações, o desejo. Com um toque surreal. E uma das personagens é psicanalista... :)





Eungyo
Origem: Coreia do Sul
A história de um amor impossível entre um poeta septuagenário e uma rapariga de 17 anos, com o entusiasmo, inocência, curiosidade, da adolescência, e o renascer da força de um desejo belo e respeitador de um homem maduro.






Zero Point
Origem: Estónia
A luta pela adaptação quando a família não é porto seguro.




E depois...
... para o trabalho que a vida não é feita de filmes!

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Faço ou não faço?

Então é assim...

Apetecia-me ter um desafio ligado à escrita.
Que me descentrasse do meu umbigo e me pusesse a escrever sobre qualquer coisa que não nasça de mim. (ou não totalmente vá... que o mote seja externo)

Problema 1 - Não sei o que/onde procurar.
Problema 2 - Não tenho tempo ou horário para cursos, encontros, e afins.
Problema 3 - Não quero gastar dinheiro com uma coisa que poderia muito bem fazer sozinha se me disciplinasse.

Este Sr é o Pedro Chagas Freitas
Soluções...
Só encontrei o campeonato de escrita criativa do Pedro Chagas Freitas - AQUI

Ai....

Não gosto do PCF... (só li um livro dele - já nem sei qual, nem lá cheguei a ver a lista de livros publicados.... não gostei ao ponto de me ser completamente indiferente portanto...)

Pior!!!
Já aqui há uns anos me meti nessa cruzada... e foi um bocadinho insonsa...

Mas é bem barato.
Faz-me escrever um texto curto uma vez por semana.
E tenho feed-back do que escrevo (de pessoas a quem não reconheço grande valor...)

Estou neste dilema:
Faço ou não faço?!?

Alguém tem uma opinião?
Ou alguém quer fazer isto comigo? Sempre seria mais divertido...

Faço ou não faço?

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Há viagens na vida que valem mesmo a pena!

(e não estou a falar de barcos!)


Espreitamdo pela janela da Boop