segunda-feira, março 25, 2019

Estou-me borrifando!


Quem me dera ser mais capaz deste sentimento.
Às vezes daria muito jeito!!!

6/30 Frankie e o Casamento



Mais um livro genial da Carson McCullers
Curiosamente os livros que mais gostei da autora contam histórias de meninas no início da adolescência. Tem uma capacidade extraordinária de nos fazer mergulhar nas suas vidas e nos seus dilemas.

terça-feira, março 19, 2019

(Im)Perfeições

Aqui há tempos ia sozinha com a menina Boop no carro e do nada sai-se com esta:
(Imaginem um balão de discurso a sair desta cabecinha linda, e um tom meio surpreendido)


- Mãe, o pai é o homem perfeito!
   É divertido!
   Trabalhador!
   Responsável!
   Carinhoso!

Limitei-me a sorrir
Não será o homem perfeito, mas é seguramente um pai maravilhoso!

domingo, março 17, 2019

Ser em construção

Calos Farinha - Greta "I started to believe again in mankind"
- Mãe quero perguntar-te uma coisa. Sabes o que vai acontecer na 6ª feira?
- A greve? por causa das alterações climáticas'
- Sim. Se eu fizer greve justificas-me as faltas?
- ???

A conversa prosseguiu.
Construir uma consciência política (não falo de definições partidárias) terá os seus degraus.
Na verdade o que tentei perceber foi o processo interno de envolvimento na causa.
Para mim, o aderir a uma greve sempre foi uma questão de convicção, e por isso mesmo um assumir de consequências - a perda de um dia de ordenado por exemplo (e olhem que tive as minhas discussões laborais por causa disto).
Mas nunca quis impor as minhas convicções a seja quem for, mesmo aos meus filhos!

Senti a menina Boop a meio do degrau.
"Acredito na causa: greve estudantil pelo clima
Mas só vou se os meus colegas também forem... não vou ser a única, não è?"
(A questão da justificação das faltas acho que era só para nos tranquilizar a nós, e dizer que na escola não a penalizariam por isso. Mas também seria sinal de não estar convictamente a abraçar a causa pela qual dizia querer dar voz? )
Tem 15 anos acabados de fazer. Percebo que não queira ir para o meio de Lisboa sozinha para o meio de uma multidão sem o suporte dos seus pares - nem todas as raparigas são uma Greta Thungerg! 
E que necessite de aprovação e suporte nas suas decisões.
- Claro que podes ir, tenhas falta ou não.

Mas esta questão ainda me vai dar que pensar.
Ter consciência cívica é realmente um processo, de integração de modelos, exemplos, aprendizagens, descobertas,...
Tenho que rever o meu lugar nesse processo!

Fotografia da Revista Visão


sexta-feira, março 08, 2019

quarta-feira, março 06, 2019

Convictamente!


O prazer está (também) nas pequenas coisas.
Licitas ou nem tanto...!
Por mim OK desde que não prejudiquem ninguém!

sábado, março 02, 2019

Viúva Lamego

Como sabem ainda ando de volta com caixas da mudança.
Parte das nossas coisas estiveram 1,5 ano em caixas e não nos fizeram falta nenhuma, por isso..., vão sendo vistas/selecionadas/oferecidas/guardadas devagar, ao ritmo que vai dando jeito.
Hoje dei com umas peças da Viuva Lamego (não a da imagem, mas parecida). Não me recordo bem como cá vieram parar - seguramente do desmancho da casa da minha avó ou da minha tia-avó.
Por curiosidade fui ao OLX ver quanto valiam e... UAU!! Será que vou usar isto?!?

Mas tenho uma política!
O que eu tenho é para usar!
Portanto: usar!


Dias de infância

Há lugares, muito poucos, onde se pode refugiar.

Em dias como o de hoje queria poder voltar atrás, a um tempo que na verdade sabe que nunca existiu mas que foi fabricando sem se aperceber, reconstruindo a sua própria história a cada vez que a visitava.
Sentir-se segura.

Imaginava um jardim, um baloiço, o verde, as árvores, o embalar... mas não iria ser suficiente... seria mais uma espécie de comiseração. (Também para a magia de um baloiço há um tempo que não volta.)

Ontem recebeu um telefonema que a desarrumou.
Profissional.
Um trabalho que foi cancelado.
Sente-se infantil por se deixar perturbar por isso.
Por se questionar...
Fará TUDO mal?
Tudo, é tudo! Um sentimento de incompetência que de repente atravessa como uma flecha de fogo todas as áreas da sua vida. TODAS! E o fogo alastra, destrutivo e implacável.

Mas quem seria ela se não se deixasse perturbar?
Acarinha cada sobressalto do seu coração, cada vez que se comove, que se aquece - seja com zanga, desejo, ou ansiedade, que se ri com vontade, que espera.
Sim, isso também aprendeu. Que viver, é sentir. E suportar a intensidade dos seus afectos, e que nos afectos se encontra finalmente a si própria. Crescer para ela foi isso. Aprender a não temer os afectos, os dela e os dos outros. Embora tema às vezes... no mais intimo de si, nestes dias em que queria voltar a esse tempo sem tempo.

Hoje, queria um refúgio. Alguém que fizesse o impossível e a fizesse sentir que estava TUDO bem. Que fosse um pouco de infância, um pouco de colo, um pouco de porto seguro.
Sabia, porque era sempre assim, que bastaria uma palavra simples, um afecto genuíno, para a repor no mundo dos adultos e da relatividade desta solidão acompanhada em que se vai caminhando. Saber que se sobrevive à infância idealizada, e que é como adultos que podemos verdadeiramente Ser.

E eis que, numa troca de mensagens banal, e de onde menos esperava, um amigo devolve-lhe o que lhe faltava hoje. O sentir-se reconhecida. O afecto desinteressado de quem nada deve e nada espera. E percebeu que este lugar de pertença não é afinal um retorno à infância perdida, é um aqui e agora, efémero, sem lugar cativo, mas imprescindivelmente de Verdade.




sexta-feira, março 01, 2019

Só mais um...


Banda sonora desta manhã 4

EU EXPLICO!!!!!
Vou levar 3 adolescentes (14 e 15 anos) ao concerto...
Estou a fazer reconhecimento!


Banda sonora desta manhã 3


Banda Sonora desta manhã 2

(ando em arrumações....)


Banda sonora desta manhã 1


terça-feira, fevereiro 26, 2019

É já ali.

Há uma paz nas ruas de Óbidos quando não estão invadidas por turistas.
Gosto dos recantos, das travessas, da cor, da ausência de carros, do silêncio.
Gosto de encontrar livros em todos os cantos, ou não fosse “Vila Literária”.
(Não gosto particularmente da ginja, prefiro uma imperial.)

Foi impossível não recuar a 2014, quando organizei um dos congressos que mais prazer me deu. Um congresso internacional, de 5 dias, com um método de trabalho pouco habitual - o mesmo grupo de trabalho ao longo dos dias (pequeno, no meu seríamos umas 7 pessoas - 3 portugueses, 1 Grego, 1 Cubano, 1 Inglês, 1 Sérvia), e alguns momentos plenários.  Conheci pessoas maravilhosas. Como esta,  ou esta. E a própria organização foi um momento de aprendizagem muito rico.
Óbidos esteve “por nossa conta”, com um apoio fantástico da autarquia, da hotelaria, ...

Não tinha voltado a dormir em Óbidos
Foi bom!
😄