sexta-feira, janeiro 18, 2019

2/30 - Eliete



Eliete 
O novo livro de Dulce Maria Cardoso.
(Não sei se se lembram mas tinha-o perdido quando ia a meio - o que me fez ler outro livro de intervalo - mas encontrei-o, debaixo do meu nariz, claro...)

Gostei muito.
Até à última página (literalmente) a história da Eliete nada tinha de extraordinário, e no entanto, as páginas devoram-se devido à excelente escrita de Dulce Maria Cardoso. Uma mulher de 40 e poucos anos, de classe média, com uma vida mais ou menos desinteressante. Que procura um lugar para ela. Parece enfadonho? Pois não é! 😊

Na última página descobrimos algo sobre esta mulher - que sendo um facto extra-ordinario não altera em nada a leitura anterior.
E na página seguinte só está escrito.
“FIM DA PRIMEIRA PARTE”
O que confesso me deixou desconcertada! 
Quero ler mais!
Daqui a uns meses haverá continuação!

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PS - propus-me a ler 30 livros este ano daí o 2/30 lá em cima!

terça-feira, janeiro 15, 2019

P.S.

Acho que deixei claro o quanto me angustiam as situações em que a procura de apoio psicológico por alguém que esteja profundamente fragilizado seja contaminada por pré-conceitos e julgamentos morais grosseiros (sabendo à partida que ninguém está completamente isento de uma visão/posição pessoal). Há que saber distinguir o que é a minha forma de estar no mundo e perceber as idiossincrasias da pessoa que me procura.


Dito isto.

Já tinha discutido ontem com colegas a forma desonesta, manipuladora, com que a informação foi obtida. Não sou perita em direito mas consta que há conceitos como “escuta ilegal”, ou manipulação de depoimentos.
Também penso ser importante reflectir sobre a forma.
Hoje a Laurinda Alves escreveu isso mesmo:

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Marias




Hoje ao entrar no prédio do consultório apanhei uma conversa deliciosa da porteira (uma mulher ainda jovem) e uma outra pessoa. Tinham nas mãos a revista Maria e falavam com um interesse entusiasmado das revelações que a novela traria esta semana.
“Mas o Y não é pai da X”
“É!”
“Então mas eles não tinham....”
“Pois, mas ela nessa altura ainda não sabia que ele era pai dela”
... e por aí fora.

Confesso que sorri para dentro. Fiquei realmente encantada com o lugar que estas histórias alheias para onde podemos olhar, com todo o prazer voyeur, ocupa nas vidas (que imaginei simples) de algumas pessoas. 
Não! Não é correcto!
Não serão vidas simples, mas aparentemente os assuntos mais abstratos, universais, paradigmáticos, fracturantes, entram nas suas vidas através deste olhar passivo, de quem se encontra à janela a dar conta da vida dos vizinhos.
Com posições tomadas à distância, sem grandes conflitos éticos ou morais, já que é da vida alheia (e ainda por cima ficcional) que se trata.

Ora na minha cabeça tem andado outra Maria...
A Maria José Vilaça, que mais uma vez trouxe a intervenção psicológica à praça pública trazendo o que de mais preverso, anti-ético, maltratante, se faz por esse país fora (sim, eu sei..., no mundo infelizmente fazem-se coisas muito piores ainda).

Para quem não está a par fica só um cheirinho (procurem na net se quiserem saber mais): a homossexualidade como uma doença..., equivalente à toxicodependencia..., é um surto psicótico inscrito numa estrutura bipolar..., tem cura...., há que fazer terapias de reconversão, ...e por aí fora.


O “...e por aí fora” da revista Maria pareceu-me tão mais simples e inconsequente...
E o que esta senhora diz/faz (não estando ela sozinha evidentemente) é tão terrivelmente mais destruidor, alienante, promotor de doença mental.

Tive momentaneamente um sentimento de nostalgia de pertencer a um mundo mais infantil de novelas de cordel. 
E uma certeza do mundo em que quero estar. Como adulta, profissional, cidadã, Co-construtora do mundo em que vivo.

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E porque o humor é uma arma poderosa:
https://www.clipzui.com/video/p3o40664d4y4r3o416l4x2.html



Acordar em tons pastel


Com ou sem sonhos tenho dormido sem fechar a janela (bem, a janela está fechada, os estores é que permanecem para cima).
De noite o escuro da mata e do rio contrasta com as luzes das povoações vizinhas
E o acordar... é assim!
A luz pálida, em tons pastel saúda-nos quando abrimos os olhos.
Digo-vos:  Custa menos levantar assim!

sábado, janeiro 12, 2019

Sonhos

Não tenho tido muito tempo, ou cabeça, para escrever. As mudanças de casa conseguem ser absorventes.
Mas tenho lido, ido ao cinema, ... (no intervalo das caixas)
E...
Tenho sonhado imenso!!!
(gosto imenso de sonhos como sabem!!!)
:)

(nada como o ilustrado na imagem)


segunda-feira, janeiro 07, 2019

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Livros estranhos

Não sei de onde apareceu este livro.
Estava lá por casa. Apareceu agora no meio de tantos outros.
Não me lembro de o ter comprado, nem de me o terem oferecido.

Não sei onde pus o “Eliete” que estou agora a ler e peguei neste para me entreter enquanto não o encontro.

Lido num piscar de olhos
Não sei se gostei, ou sequer se é esta a palavra a utilizar.

Um mergulho num pensamento psicótico, desorganizado, voraz, desenfreado.

Uma estória que apenas se adivinha.
É preciso uma parte psicótica considerável, e uma parte saudável capaz de a conter minimamente, para poder escrever este livro.

Como disse:
Não sei se gostei...




segunda-feira, dezembro 31, 2018

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Ai !!!!

Fui à outra casa.

Vou ter tantas saudades disto!!!








Cicatrizes nas casas

Todas as casas têm cicatrizes.

De pequenos acidentes domésticos.
Uma lasca na pedra aqui porque caiu qualquer coisa, uma mancha ali de de alguma coisa que entornou, o alumínio arranhado, um risco no chão.
As cicatrizes nas casas, como as do corpo, contam uma história.
Hoje dei por mim a descobrir cicatrizes na nova casa. Na verdade não gostei delas! Fazem parte da história de outros. E enquanto umas podem ser disfarçadas ou escondidas, outras... estão bem à mostra! Humpf! 

Mas há descobertas!
E bem boas!!! :))))

Como a vista da janela da casa de banho do meu quarto esta manhã! 😃





sexta-feira, dezembro 21, 2018

É assim o Mr Boop

Típico!
Estamos nós num canto qualquer do mundo. Agora num país onde há carruagens para mulheres e a direcção para Meca discretamente assinalada num canto do teto do quarto, e...
Diz ele:
“Estás a ver esta mulher aqui ao lado na mesa? É uma enfermeira canadiana que trabalhou comigo no Iraque”
Em qualquer sítio!!! Qualquer!!! Encontra uma pessoa conhecida!




quarta-feira, dezembro 19, 2018

E de repente estava lá eu.

Já me tinha cruzado com esta informação antes - que alguns países a oriente estavam a implementar a política de carruagens só para mulheres. E que algumas delas se sentiam bastante confortáveis com a ideia.

Na altura falou-se aqui e ali sobre o assunto e lá opinei, com a minha leitura que reconheço muito ocidental, e longe das vivências históricas e culturais da mulher em várias partes do mundo.

Hoje, dei por mim a chegar a uma plataforma de metro e encontrar a informação “carruagem para mulheres e crianças” - fez-me uma impressão!!! Na verdade as mulheres podem andar na carruagem dos homens (viam-se algumas mulheres ocidentais), o contrário está sujeito a multa!
Há uma linha cor de rosa, de uns 20 cm de largura, que marca dentro do metro o território “delas”.
Alguns casais viajam “na fronteira”, ela para lá da linha rosa, ele para cá da linha rosa. E vão conversando na viagem.

Faz-me alguma confusão.




domingo, dezembro 16, 2018

quarta-feira, dezembro 12, 2018

Com a pulga atrás da orelha.

A propósito da proposta do PAN:

.
(Um texto de Silvia Veríssimo, que eu apanhei por aí)

“Tenho aqui "uma pulga atrás da orelha": ou há "gato escondido com o rabo de fora" ou então temos mesmo que "agarrar o touro pelos cornos" e preservar os provérbios portugueses carregados de significado semântico. Sempre ouvi dizer que "mais vale um pássaro na mão que dois a voar" e, sinceramente, deixar voar tanta simbologia vai deixar-nos como "peixes fora de água" em algumas conversações. Vale que "cão que ladra não morde" e às vezes há mesmo que "engolir um sapo". Desculpem se estou para aqui a desbobinar "cobras e lagartos" mas eles deviam era estar "caladinhos que nem um rato" e tirar "o cavalinho da chuva", porque, "macacos me mordam", acabar os provérbios com animais é o mesmo que deixar de "falar como um papagaio", que é uma coisa que eu adoro.
Os políticos às vezes são "chatos como uma carraça" e só dá vontade de lhes gritar "vai-te embora ó melga! , vai-te encher de moscas!". Não tarda proíbem todas as histórias com bichos e até quem se apaixona fica proibido de sentir "borboletas na barriga" ou de "ir ver a foca" (esta é só para quem é de Coimbra! ). Enfim, "os cães ladram e a caravana passa".
E agora, se quiserem, partilhem, que "a cavalo dado não se olha ao dente" e embora "ovelha que berra é bocado que perde" eu não tenho medo pois "quem tem medo compra um cão".
Definitivamente, neste país, temos é que aprender a ser "espertos que nem uma raposa" para não "andarmos para trás como o caranguejo".


...e acrescento que sim, que algumas expressões irão desaparecer naturalmente. Ou ser transformadas e adaptadas a uma nova realidade com o passar dos anos. Quando as touradas fizerem parte de um passado distante, ou quando se extinguirem os papagaios. Mas nada se muda por decreto. Muito menos a voz de um povo.









terça-feira, dezembro 11, 2018

Hmmmmm... (quem adivinha o meu signo?)

(Da série: coisas completamente estúpidas que se vêem quando se está cheio de coisas para fazer até à raiz dos cabelos, e com uma inércia completamente absurda, limitativa e prejudicial ao bom andamento dos trabalhos!)

Isto parece muito sério e fidedigno!!! 
:))))