terça-feira, setembro 27, 2016

Crónicas do Mal de Amor

Já tinha ouvido falar de Elena Ferrante, a desconhecida Italiana que do seu anonimato perturbou o mundo da escrita.
Mas passaram uns meses até lhe pegar.
Pelo que me tinham dito esperavam-me momentos intensos, duros, precisava ter dentro de mim espaço para eles.

Este foi o primeiro livro dela que li: Crónicas do Mal de Amor, que reúne os seus 3 primeiros romances - terminado agora mesmo.

À cerca deste livro escrevi a alguém aqui há dias:

"Ao mesmo tempo que o vou lendo, avidamente, tenho a perfeita noção que me fere.
Como dizem os críticos literários (numa frase que geralmente me irrita por ser demasiado fácil e generalizada), é-me impossível ficar-lhe indiferente.
A crueza dos pensamentos, que nos aparecem sem filtros nem maquilhagens, os frémitos do corpo, os impulsos sádicos e vorazes, que mesmo não sendo agidos são retratados com tanta verdade.
Os livros dela de certa forma revelam o mais secreto de cada leitor (de mim), sem falsos pudores nem moralismos. Talvez por isso me doa lê-la.
Talvez por isso a quero ler, tudo!"


Mantenho tudo o que disse então.
Quero ler mais de Elena Ferrante.
Mas pelo meio preciso de ir buscar um qualquer outro livro, com mais inocência, com mais sonho, com mais esperança.

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