quinta-feira, dezembro 31, 2015

Azul





Há uns tempos estava aqui (Kos - Grécia).
Foi aqui - exactamente aqui (sim, tirei uma foto!) - que me permiti duas coisas (na verdade uma ligada com a outra):

1 - escrever um mail a uma pessoa com quem não falava há uns tempos

2 - voltar a pintar o cabelo de azul

Decisões!

Por isso, para este ano que está prestes a começar, espero que hajam momentos azuis como este! De boas decisões!


terça-feira, dezembro 29, 2015

!!!


sábado, dezembro 26, 2015

Não há Natal como antigamente?

Ouvia o outro dia, que "o Natal nunca tinha voltado a saber a Natal depois da morte do avô."
Quem o dizia era uma mulher ainda jovem, mãe de uma criança de 5 anos, com os últimos dois anos marcados por experiências de vida muito difíceis.

Gerir perdas - especialmente em alturas em que o imaginário nos leva para o tempo em que o nosso mundo ainda não tinha mudado, em que ainda não tínhamos perdido ninguém e todos eram imortais - é uma tarefa nem sempre fácil.

Mas aquele avô, alma daqueles natais, tinha ele próprio lidado já com tantas perdas (avós, pais, irmãos), e ainda assim enchia de alegria e magia as consoadas da família.

Nunca sugerirei a ninguém que não valorize as suas dores, que apresse os seus lutos, ou ignore vazios deixados pelo desistir do sonho que com aquele alguém se acreditou que se podiam construir futuros.

Mas escolho, na maioria das vezes, olhar para os que estão presentes. Escolho cuidar como sei e posso daqueles de quem gosto. Dos mais óbvios àqueles que só eu sei o quão importantes são para mim.
Não sei ser "o avô" - a alma da festa  - esse lugar não é para todos.
Terei o meu lugar.



domingo, dezembro 20, 2015

Porque não gosto dos estandartes de Natal

É que não gosto mesmo disto, pá!
Aqui há uns anos, próximo do Natal, as ruas das nossas cidades, vilas e aldeias foram invadidas por estandartes com a figura de um menino Jesus. Consta que a ideia foi apadrinhada por um grupo de católicos cansados do protagonismo do pai-natal…
Objectivo: recolocar o Natal no seu devido lugar.
E parece que vieram para ficar.

Não gosto!
É que não gosto mesmo!
E não é uma questão estética - aí os gostos não se discutem!

É o que nos traz.
Um menino sozinho.

Diz-se à boca cheia, em qualquer canto beato-cristão, por mais recôndito que seja, do nosso país que o Natal é a festa da família.
Que temos na família de Belém o exemplo de família amantíssima, livre de pecado e de conflito que deve ser olhado como modelo a seguir. O amor dedicado a um bebê que nasce, independentemente do berço, o que é sonhado e valorizado, a quem é oferecido o que de melhor se tem.
Digam-me de que serve o bebê sozinho?
Símbolo da omnipotência desmedida de que se valerá sozinho  a si próprio.

Diz-se e/ou pratica-se também, em qualquer lar ateu, o encontro com os demais com quem se partilham heranças genéticas.

Natal é família sim!
Mesmo que cheia de emoções, conflitos, agressividades, sexualidade.
Sim porque o dogma da virgindade foi instituído no séc VI ou VII, por interesse da igreja.
Moralidades úteis.... Para alguns propósitos...
Não há maior visibilidade para a sexualidade de um casal do que uma barriga gravidica.
(Irei ser acusada de eresia pelos meus amigos católicos - paciência!)

Família é isto tudo
Juntá-la em festejos também!
É sentar à mesma mesa os conflitos e tensões lado a lado com a esperança/desejo de que haja ainda e renovado esse lugar para o encontro, para o amor, para receber as particularidades de cada um de braços abertos, e tentar dar o nosso melhor.

Um menino sozinho não vale de nada!
Cada um de nós sozinho.... sentirá que vale muito pouco.

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Do amor...

Diz o Rui Zink:

UMA CONSTATAÇÃO
O amor é talvez a única doença que dói mais quando não é contagiosa.

(Eu acho que nunca tive desta "doença" sem contágio.... São as minhas defesas em acção, seguramente! Sistema imunitários a funcionar! Ahahah!)

quinta-feira, dezembro 10, 2015

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Alguém?


Sem espirito natalício este ano!
Alguém tem alguma receita infalível para o recuperar?



quinta-feira, dezembro 03, 2015

Amor / Dor

Ninguém está preparado para ser mãe!
Encandeados por preconceitos transgeracionais, pela figura da mãe amantíssima, pelo presépio da família perfeita, convencemos-nos que seremos capazes! Que afinal ser mãe é cuidar e amar, porque não haveríamos de conseguir?

Ninguém nos fala das dúvidas, das inoperâncias, dos medos.
Da dor de ser mãe.
E não estamos preparadas para ela.
Só depois, ou por isso mesmo, nos transformamos em mães!

Só depois de ser mãe o óbvio se tornou real para mim.
Inevitável!
Esmagador!
Que aquela criança iria ser tremendamente amada por mim (com todas as minhas imperfeições).
E por ter perto uma amiga com uma filha com deficiência lembro-me de ter pensado: "amaria esta criança de igual modo, mesmo se deficiente profunda"
Posso parecer-vos pedante, superficial, preconceituosa, ingénua, mas na verdade nunca tinha pensado nessa hipótese. Não assim, mesmo a sério!

E não sabia Dora, que enquanto me enamorava da minha Sara, te encantavas tu com o teu Fred.
Nem sabia da tua/vossa história.
Nem da tua dor/amor

Mas sabia-te uma pessoa inteira! Sabia-te capaz! Sabia-te doce! Sabia-te inteligente! Sabia-te carinhosa! Sabia-te intensa!
E generosa!
Como contínuas a ser (ainda mais?) por partilhares os teus afectos!

Leiam por favor: Dora na Maria Capaz


(Não sei o que é ser pai. Não sei se sentem o mesmo. Simplesmente não sei!)