segunda-feira, maio 15, 2017

Blog - este lugar de queridos desconhecidos


Há dois espaços virtuais por onde me "passeio"
(Já ensaiei outros, mas não tenho tempo para me desdobrar em mais linguagens)
Um onde só tenho pessoas que conheço pessoalmente , sem excepções! - O grande "livro das caras" (vulgo Facebook).
Outro onde quem me visita são essencialmente "desconhecidos" - aqui o Canto - tenho ideia que os meus amigos só por aqui passam quando envio um link para um post especifico, mas pode ser que me engane. Na verdade não sei quem por aqui passa.

Hoje dei por mim a pensar neste lugar dos desconhecidos.
Quem são as pessoas que me "seguem" na internet... quem são as pessoas que eu "sigo"?
Só esta palavra "seguir" já nos diz muito - acompanhamos outros, os seus percursos, percalços, pensamentos, poesia, amores, alguns até partilham pormenores quotidianos. Eu própria vou fazendo/mostrando tudo isto.

Muitas vezes um "seguir" passivo, sem grandes manifestações (ou nenhumas até), uma postura de um voyeurismo subtil.  Fico curiosa com os que por aqui passam sem deixar rasto, o que terão pensado? sentido? Quem são? O que procuravam? O que encontraram? Mas resigno-me a não saber. :)
O que mais prezo neste mundo virtual é a liberdade, o livre acesso a conteúdos, e ao que voluntariamente cada um quer partilhar de si. (Mas lá que fico curiosa - fico!)
E na verdade também eu vou passando por alguns lugares sem deixar marca da minha passagem.

...outras vezes num caminho quase ao lado, a par e passo, como quem é companheiro de jornada, e vai conversando pelo caminho deixando comentários, reflexões, sorrisos, provocações, onomatopeias. Reagindo quando e como quer.
Há pessoas que acompanho assim há anos, e que me visitam a mim há anos.
Mesmo que involuntariamente fui construindo essas pessoas dentro de mim. Lendo nas entrelinhas, apanhando aqui e ali dados pessoais, intuindo convicções, percebendo os locais onde moram, os seus gostos.
Crio na minha cabeça pessoas que seguramente não correspondem ao real mas que pouco a pouco se tornam mais coerentes e previsíveis (no bom sentido do termo, que é como quem diz que deixam de ser totalmente desconhecidos e estranhos)
Acredito que alguns façam o mesmo em relação a mim.

Já dei por mim, uma ou outra vez (não muitas! Mesmo muito poucas!) a escrever um mail, partilhando que estive por perto, ou adiantando algum pormenor menos publico da conversa que se desenrola na caixa de comentários. Ou questionando uma dúvida, uma perplexidade, um mal entendido.
E também já aconteceu, perceber a meio da jornada que um blogger nada tem a ver comigo, que não me reconheço no que diz, e simplesmente "deixo de aparecer" (a esses não preciso dizer nada!)
E já houve quem se zangasse comigo por não devolver visitas ou comentários... paciência! :)

Este mundo virtual, que permite encontros, e que transportemos connosco alguns "queridos desconhecidos"




4 comentários:

Fatyly disse...

Como bem sabes há anos e anos que venho aqui e até quando desapareceste "entre aspas" vinha ver se haveria algo:)

Sou uma desconhecida neste mundo de cabos, mas conhecida né? :)) Nunca por nunca cobrei comentários ou resposta a comentários.

Mantenho a "cubata" por manter pois prefiro ler palavra a palavra dos outros que frequento e nunca o fiz em forma enviesada.

Não ando no Facebook e faço deste teu espaço assim como de outros...os meus livros de bolso.

Termino dizendo que não quero ser uma "querida desconhecida":))) porque essa de "querida" sempre me cheirou mal:))))

Desculpa e um dia na minha praia hei-de te encontrar e agora que ando feita num vai-vem pelas netas e pela minha mãe.

Um enorme abraço e nunca deixes de dar uns murros como este.

Boop disse...

Fatyly, deixa-me dizer-te!
:)
Uso aqui o "queridos" no sentido de lhes (vos) (te) bem querer!

E gosto muito da tua praia, é para mim um prazer raro visita-la.

AC disse...

Creio fazer parte do lote dos "queridos desconhecidos", estatuto que muito me honra. Gosto de passar por aqui, como quem passa à porta de alguém que nos apraz, de "beber" uma coisa hoje, outra amanhã, de sentir o odor dos sentimentos que transpiram. Quase poderia dizer, sem qualquer intuito de abuso, que quando passo por este canto me sinto em território familiar, de descompressão das defesas.

Um beijinho, Boop :)

Boop disse...

Bebe um copo quando quiseres AC!
Mas vai trazendo uma garrafa de vez em quando para não esgotar o stock!