segunda-feira, outubro 29, 2018

domingo, outubro 28, 2018

Acredito na divisão de tarefas




(Quando descobres que uma série de papéis - bancos, seguros, contas, facturas, etc - foram "arrumadinhos" e "fechadinhos" numa caixa há 10 meses atrás, e vês que há declarações para o IRS - de 2017 claro! - e facturas, e pedidos de informação da seguradora que foram guardados como tesouros impartilhaveis!)

quinta-feira, outubro 25, 2018

Mutualidades (acho que nunca tinha escrito esta palavra!)

Depois do almoço conversavamos na esplanada com acesso à praia.
O dia tinha nascido encoberto, algumas nuvens pesadas choravam aqui e ali, como se um timbre de guitarra portuguesa tivesse finalmente lembrado que o Outono já tinha dado entrada no calendário.
Agora, o céu aberto, deixava que o sol aquecesse a pele, e pudessemos desfrutar desta companhia há tanto desejada.

O Hugo, do alto dos seus 2 anos acabados de fazer, estava inevitavelmente mais atraído pela praia, com o seu extenso areal, e um mar imenso de um azul outonal (que o Outono não é só pintado a laranjas e vermelhos!) que só encontrava par no azul dos seus olhos atentos.
Aventurou-se no seu passo ainda incerto até ao limite da esplanada.
Os olhos postos no mar.
Os grandes degraus algo desencontrados e inclinados eram um desafio. Ensaia um passo. Avança. Mede mais uma vez, demoradamente, o desconhecido da praia deserta. Mais uns passos. Mais um degrau. É assim lentamente que chega à praia.
Pára.
Se calhar já chega.
Em nenhum dos passos que deu procurou o olhar da mãe, ia testando os seus limites, descobrindo a medida certa entre o desejo e o medo do desconhecido. A aventura a partir dali requeria companhia. Ficou parado, com o mar ainda longe demais. Atento. Voltaria mais tarde para pegar na mão do pai e aventurar-se na praia.

Eu estudava a mãe.
Estava atenta mas tranquila.
Conhece o seu menino. Está segura.
E deixa-o ir enquanto conversa, no prazer de reencontrar velhos amigos.
Acabamos por falar sobre isso.
Heis que ela me diz:
- lembras-te daquela vez que fomos ao IKEA e a S (1,5 ano) veio connosco?
Não fazia ideia ao que ela se referia.

Uma situação idêntica.
A S a explorar, numa tarefa ousada para a sua idade, e eu tranquila a observá-la de longe.
E esta mãe, que eu ali observava com algum encanto diz-me:
- Naquele dia pensei "quando for grande quero ser assim!"

A situação inverteu-se!

:)
Vais ser melhor!

quarta-feira, outubro 24, 2018

Está quase

Nascer do Sol esta manhã

Na próxima semana, quando passar na marginal de manhã, já o sol irá alto.
Não o vou ver despontar, aparecer numa risca de fogo por trás dos baixos montes da margem sul, e subir rapidamente, transformar-se em semi-circulo, e finalmente soltar-se e rumar ao céu aberto deixando para trás uma tonalidade laranja que se vai dissipando. A magia repetida do dia a tomar o lugar da noite, nesta rubra transição. 

A hora vai mudar.
Preparem os relógios.

sábado, outubro 20, 2018

Um dia...

...vou acordar com esta vista!



(Já faltou mais!)

sexta-feira, outubro 19, 2018

Tchim tchim

Um brinde Caliope!
(A vodka acabou. Brindo com Gin)




quarta-feira, outubro 17, 2018

Crianças e beijos




Tanta confusão à volta de uma coisa tão simples.

1 - Ser bem educado é fundamental !
2 - Há outras formas interação: bom dia, boa noite, obrigada, por favor, ...
3 - Se uma criança recusa dar um beijo a seja quem for não deve ser obrigada!

Facto; a maior parte dos abusos são efectuados por pessoas próximas, a quem se confia as crianças (familiares, agentes educativos, etc).

F***** perceber isto não é assim tão complicado!



terça-feira, outubro 16, 2018

O fogo será a tua casa



Se bem me lembro tinha ficado de dar feed back sobre este livro.

Um escritor que ruma ao médio-oriente para mergulhar num mundo diferente do seu e poder, a partir daí, contar uma história. 
Esse personagem acaba prisioneiro de uma facção, tem como companheiros de cativeiro outros homens e mulheres, muito diferentes entre si e todos com a noção do seu futuro incerto.
Decidem, na tentativa de manter alguma sanidade, todos os dias contar uma história.

A ideia é muito interessante! Com tantas potencialidades!!!!
O resultado... Mediano...


sábado, outubro 13, 2018

quinta-feira, outubro 11, 2018

Cool !!!

Há um psicanalista na plateia! O trauma no cinema
Ciclo de cinema comentado
17 Outubro a 12 de Dezembro
Cinema Medeia Monumental

Organização: Instituto de História da Arte da FCSH-NOVA, Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Medeia Filmes e Leopardo Filmes
Curadoria: Bruno Marques, Cláudia Madeira, Conceição Tavares de Almeida, Giulia Lamoni, João Mendes Ferreira




quarta-feira, outubro 10, 2018

O que é saúde mental afinal....?

Loucos e Santos


“Escolho os meus amigos, não pela cor da pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila dos olhos.
Tem que ter um brilho questionador e uma tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espíritos, nem os maus de hábitos.
Fico com os que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isto, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só ombros e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim, metade maluquice, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, que e lutem para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no nosso rosto; e velhos para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem sou.
Pois vendo os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos nunca me esquecerei de que a ‘normalidade’ é uma ilusão imbecil e estéril…”


Oscar Wilde




segunda-feira, outubro 01, 2018

She

She (Tous les visages de l'amour)
Charles Aznavour
She may be the face I can't forget
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She may be the song that Salome sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day
She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dream
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
That I remember till the day I die
She may be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she, she
Mmm, she