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| Carlos Farinha - Pruning shears (tesoura de poda) |
"She always walks with pruning shears because the world is full of spikes" - C Farinha
Sentada à secretária via o tempo escoar-se na ampulheta de areia fina á sua frente. Não sabia ao certo se não pensava em nada ou se reflectia no mistério de serem tão finos os grãos daquela areia. É indiferente na verdade. Que tais reflexões não se podem apelidar de pensamentos. Pensamentos eram exactamente o que evitava ao sentir-se hipnotizada pela cor rosea do "quase pó".
Era raro verem-na assim, quieta e de olhar perdido.
Mas todas as guerreiras precisam de um descanso.
"Guerreira" - sorriu. E com este sorriso despertou do transe.
Sabia que não era uma heroína, dessas que aparecem nos telejornais, que cruzam oceanos para regiões distantes, que iniciam movimentos mundiais, ou que oferecem o corpo às balas. Dessas haverá poucas no mundo - pensava.
Mas tinha aprendido, que havia duas maneiras de viver (haverá tantas mais, para para ela - duas!)
Uma que se passa quando mergulha na sua ampulheta, monocromática e previsível, de uma suavidade tentadora mas mentirosa, protegida no seu canto atrás do teclado e de um mundo escolhido a dedo.
E a outra... incerta, que não há rosa sem espinhos.
Em que ser "Eu" era uma constante aventura. Um mundo colorido de todas as cores, das mais brilhantes às mais sombrias, repleto de maravilhas e armadilhas. Cheio de gentes para descobrir - o que ela gostava de pessoas! - e de pequenas tarefas que não sendo dignas de heróis (desses de que o mundo fala), abriam o caminho que trilhava sempre de peito aberto e cabeça erguida.
Tinha-se preparado para os espinhos. Não os temia. Acompanhada, na sua jornada solitária, de todos os homens e mulheres que a habitavam (que rica se sentia), saía sentindo-se a(r)mada. A sua arma? O seu pensamento e a sua voz!
Desde que permanecesse acordada para o imenso (e intenso) mundo sabia que não se transformaria no fino pó da sua ampulheta.
Era raro verem-na assim, quieta e de olhar perdido.
Mas todas as guerreiras precisam de um descanso.
"Guerreira" - sorriu. E com este sorriso despertou do transe.
Sabia que não era uma heroína, dessas que aparecem nos telejornais, que cruzam oceanos para regiões distantes, que iniciam movimentos mundiais, ou que oferecem o corpo às balas. Dessas haverá poucas no mundo - pensava.
Mas tinha aprendido, que havia duas maneiras de viver (haverá tantas mais, para para ela - duas!)
Uma que se passa quando mergulha na sua ampulheta, monocromática e previsível, de uma suavidade tentadora mas mentirosa, protegida no seu canto atrás do teclado e de um mundo escolhido a dedo.
E a outra... incerta, que não há rosa sem espinhos.
Em que ser "Eu" era uma constante aventura. Um mundo colorido de todas as cores, das mais brilhantes às mais sombrias, repleto de maravilhas e armadilhas. Cheio de gentes para descobrir - o que ela gostava de pessoas! - e de pequenas tarefas que não sendo dignas de heróis (desses de que o mundo fala), abriam o caminho que trilhava sempre de peito aberto e cabeça erguida.
Tinha-se preparado para os espinhos. Não os temia. Acompanhada, na sua jornada solitária, de todos os homens e mulheres que a habitavam (que rica se sentia), saía sentindo-se a(r)mada. A sua arma? O seu pensamento e a sua voz!
Desde que permanecesse acordada para o imenso (e intenso) mundo sabia que não se transformaria no fino pó da sua ampulheta.

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