( Resposta ao ultimo desafio do 48º campeonato Nacional de Escrita Criativa )
Disseste-me que a vida é feita de pequenos nadas, será verdade?
Não devo procurar grandes feitos, nem grandes amores, é isso?
Não devo procurar grandes feitos, nem grandes amores, é isso?
É mesmo isso que esperam de mim?
É o que se espera de toda a gente?
É o que se espera de toda a gente?
Que se viva de pequenas conquistas que não enchem a alma?
O que faço então às demandas das minhas vísceras?
O que faço então às demandas das minhas vísceras?
Que rumo dou aos ímpetos que me queimam?
Não posso ousar?
Não posso ousar?
Que teria sido da revolução se todos fossem ordeiros?
Que seria da arte sem se quebrarem limites?
Onde quererão vocês encaixar os sonhos?
Ignoram-os?
Não desejaram todos um dia sair do restolho da massa anónima?
Satisfaz-vos o ser amorfo, sem vontade e sem diferença?
Não desejaram todos um dia sair do restolho da massa anónima?
Satisfaz-vos o ser amorfo, sem vontade e sem diferença?
Pequenos nadas?
Não poderei desejar um pequeno tudo? Ou um talvez? Ou um grande tudo ou nada?
Que mal há em querer ser grande?
Não poderei desejar um pequeno tudo? Ou um talvez? Ou um grande tudo ou nada?
Que mal há em querer ser grande?
Não se recordam da pergunta: E quando fores grande?
Começaram a cortar-nos os sonhos desde aí?Diz-me a verdade, foi desde aí?
Em que medida somos donos da nossa sorte?
Seremos livres para o tudo ou nada?
Pequenos nadas?
Sabes onde punha eu os teus pequenos nadas?
Achas que não sou capaz de o dizer?
Eu?
E achas que mereces que seja por ti que perca a compostura?
Não sabes mesmo onde estou a querer chegar?
Não perceberás que o verbo amar se conjuga em todas as línguas, e tempos verbais, mas que não pode ser um pequeno nada?
Sabes onde punha eu os teus pequenos nadas?
Achas que não sou capaz de o dizer?
Eu?
E achas que mereces que seja por ti que perca a compostura?
Não sabes mesmo onde estou a querer chegar?
Não perceberás que o verbo amar se conjuga em todas as línguas, e tempos verbais, mas que não pode ser um pequeno nada?
Não entendes?
Não queres também tirar-me o direito a questionar, pois não?
está brilhante, uma revolução em forma de palavras, da arte de questionar e nao dar nada como certo, como garantido. Não devemos colocar limites nos nossos sonhos.
ResponderEliminarBrilhante não diria...
EliminarEhehehe
:)
Mas obrigada!
Aquela sinceridade merecia ser exposta à porta da Assembleia Legislativa de Macau :)))
ResponderEliminarBoa semana
Cartazes à porta da assembleia! Já!
Eliminar:))))
O que acho muito interessante é como pessoas interpretam a mesma tarefa. Gostei imenso, mas parece-me que o título daria uma punch line mais poderosa no final.
ResponderEliminarNunca mando títulos para o CNEC... as 300 palavras mal dão para o texto.
EliminarConcordo contigo. Este titulo tem mais a ver com a imagem do que com o texto.
:)
Bom dia:- Será isto uma revolta de uma alma castigada e fustigada pelos impropérios da ventania?
ResponderEliminar-
Feliz início de semana
Proteja-se.
Gostei muito, parecia que conseguia ouvi-la, à personagem do texto, a dizer o que está escrito
ResponderEliminar(que pena que não vais continuar no que já começou, mas talvez dê para que o faças no próximo)
um beijinho e um bom dia
Gábi
Se não é brilhante é fantástico. Um fantástico que brilha ahahahah
ResponderEliminarBom dia
Maravilhoso e fantástico texto! Obrigada :)
ResponderEliminar-
Sentem-se famintos, pelo tempo que se alegra
Beijo, e uma excelente semana.
Êpá tiro-te o meu chapéu e não tenho mais palavras.
ResponderEliminarBeijos e um bom dia