domingo, junho 13, 2021

13 de Junho

Treze de junho não é dia de Portugal, mas reúne uma série de eventos que conferem a esta data um simbolismo nacional quase irrepetível, no calendário. Neste dia, nasceram ou morreram algumas das grandes referências nacionais.

A viagem pelo dia 13 de junho começa no século XIV, na Idade Média, quando em 1373 Portugal assina com a Inglaterra a Aliança Luso-Britânica, a mais antiga aliança entre nações que vigora. 

A 13 de junho, assinala-se o nascimento de Fernando Pessoa, um dos grandes nomes da História da Literatura portuguesa. Recorda-se ainda Vasco Santana, António Variações, Hermínia Silva e Eugénio de Andrade, nomes de diferentes artes, que morreram no mesmo dia.



Nasceram neste dia Thomas Young, físico, médico e egiptólogo britânico (1773), James Clerk Maxwell, físico britânico (1831), Fernando Pessoa, poeta português (1888), Maria Helena Vieira da Silva, pintora portuguesa (1908), John Forbes Nash, matemático norte-americano (1928), Paul Veyne, arqueólogo e historiador francês (1930), e Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU (1944).

Morreram neste dia ‘Alexandre, o Grande’, conquistador do mundo antigo (323), Santo António de Lisboa, santo católico (1231), e Vasco Santana, ator português (1958).

Morreram ainda António Variações, músico, compositor e barbeiro português (1984), Hermínia Silva, fadista portuguesa (1993), Álvaro Cunhal, político português (2005), Eugénio de Andrade, poeta português (2005), e Fernanda Barroso, militante comunista, viúva de Álvaro Cunhal (2006).







sábado, junho 12, 2021

Estados de Alma

 

Inicio da medicação - vão ser só 5 anos de hormonoterapia....

segunda-feira, junho 07, 2021

14/40 Suicídios exemplares

 Um livro de contos, alguns em tom de crónica.

A ideia de suicídio está presente em todos eles, mas por uma razão ou por outra o desfecho resulta diferente da intenção do protagonista. 

Terminado o livro constato que pouco me ficou do conteúdo.... começa na nossa lisboa e termina com uma história de que gostei mais (o penúltimo conto do livro: “Os amores que duram toda uma vida”) mas do entremeio.... nicles!

Há também uma referência breve e ao mesmo tempo extremamente incisiva ao suicídio do “nosso” Mário de Sá Carneiro.

Acho que não volto ao Vila-Matas tão cedo.... (mesmo que isso horrorize alguns dos meus honrados interlocutores destas andanças da experiência literária).





quarta-feira, junho 02, 2021

terça-feira, maio 25, 2021

Cerejas

 


Já chegaram as primeiras cerejas do ano cá a casa.

Dizem que os beijos são como as 🍒 cerejas...



“Como uma cereja e

Comendo a cereja, o meu corpo

Pede as cerejas todas do mundo,

Mas não posso comer as cerejas todas do mundo,

Pois faltam-me as cerejas que comeram

Sócrates, Hipasos de Metaponto

E os velhos camponeses da Gália,

Ou até os escravos de Roma.

Assim, como uma cereja

E deixo o gosto de a comer

Ficar em mim pelo gosto

De todas as cerejas que possa haver.

Uma cereja como todas as cerejas,

Uma cereja por todas as cerejas.”


(Cotovia. 2018:257)


Manuel Resende, poesia reunida

domingo, maio 23, 2021

sábado, maio 22, 2021

13/40 Verão sem homens


Há muito tempo não lia um livro em menos de 24 horas.

Siri é uma narradora extraordinária. Neste “verão sem homens” traz-nos o feminino, não só na reflexão ponderada sobre o lugar da mulher, mas essencialmente na mestria com que nos traz infância, adolescência, início da idade adulta, a maioridade e a velhice. Uma mesma história que traz a história concomitante de várias mulheres. 

Tem a capacidade de trazer a complexidade numa linguagem simples e acessível.

Decididamente quero ler mais de Siri Hustvedt !!!

______________

Nota: acho que o Paul Auster devia ser conhecido como o marido da Siri Hustvedt e não o contrário! Tenho dito! (Não aprecio particularmente Paul Auster!)


quinta-feira, maio 20, 2021

12/40 Sempre vivemos no castelo


A minha estreia com Shirley Jackson!

Este foi lido no consultório, em intervalo de consultas - afinal é um local perfeito para a loucura! 😉

No início da leitura senti algumas parecenças de estilo com a Carson McCullers mas que se foram dissipando. Em comum têm a pátria e a geração a que pertenceram, terão trazido para a escrita algo que traduz a América da primeira metade do século XX.

A escrita fluida leva-nos ao dia a dia e aos segredos de uma família marcada por uma tragédia. Vamos mergulhando, às vezes sem consciência, na perturbante teia de lealdades e conivências com as patologias psíquicas de cada um dos 3 elementos que habitam a casa no fim do carreiro. 

O cenário é quase sempre o mesmo - a casa - onde tudo aconteceu, e onde tudo acontece. É preciso um(a) mestre da arte da escrita para que o leitor não se canse, e ao invés, se sinta cada vez mais envolvido.

quinta-feira, maio 13, 2021

11/40 A quinta dos animais

 (ou "O Triunfo dos Porcos")



Não resisti à recente edição ilustrada lançada pela Cavalo de Ferro deste clássico que nunca tinha sentido a necessidade de ler.
Na verdade conhecia a história e a metáfora, sem ter nunca lido o texto original.

Esta edição tem o texto original que é enriquecido aqui e ali pela ilustração.
As ilustrações, de Ralph Steadman são fortes, violentas, assim como o é a metáfora criada por Orwell.
Uma sátira feroz e impiedosa.

Já muito se escreveu sobre o livro.
Por isso deixo apenas a minha reação emotiva. Que foi forte.
De zanga, de raiva, de injustiça, de intolerância. Face ao exercício de poder sobre outrem, mas igualmente pela incapacidade/impossibilidade de resposta do submetido.

Se ainda não leram.. leiam por favor. É impossível ficar indiferente!

quarta-feira, maio 12, 2021

Sporting

Ponto 1 - não sou sportinguista (mas nestes dias até parecia!)



Dito isto deixem-me registar algumas ideias.

Move-me, comove-me, emociona-me, o que acontece de transversal nestes fenómenos sociais. Onde ninguém “é” na sua idiossincrasia, mas a que todos podem pertencer. (Até eu que não percebo puto de bola).

Tenho o Sporting como um club de fiéis adeptos. Fiéis no sentido do apoio ao clube, da perseverança nos momentos de desequilíbrio, da tolerância à frustração pela não obtenção de melhores resultados. Também os categorizei, aos adeptos, (sei que cheia de pré-conceitos) como algo elitistas, com algum sentimento de superioridade moral e intelectual. Afinal eles são aqueles que ficam, estoicos, filiados a um clube que sentem como “maior”. - em oposição ao Benfica que tenho como um clube mais aberto, verdadeiramente do povo, mas também mais pacional, sujeito às iras dos adeptos, que em zangas apaixonadas vaiam o seu próprio clube/jogadores.

Seja como for... tenho vários amigos sportinguistas (como tenho vários benfiquistas)... e acompanhando o seu entusiasmo fui estando atenta a esta época em que parecia que algo diferente estava a acontecer. E então observei, adeptos necessariamente humildes e contidos mas sempre fiéis, a ganharem pouco a pouco uma esperança, que mesmo reconhecendo eu que sempre esteve presente, ganhava a cada jogo tonalidades mais nítidas. O sonho foi-se consolidando. E algo que talvez possa chamar de glória foi enchendo corações esperançosos.

Não teria sabido a vitória uma taça ganha “no banco” (o que teria acontecido se o FCP tivesse perdido contra o Farense - que grande vitória teria sido a do Farense!!!)

Uma vitória ganha em campo sente-se como merecida!

E digam lá se não estávamos todos necessitados de esperança, de vitória, de celebração?!?

Que bem souberam os sorrisos, as felicitações, as partilhas efusivas por todos os meios que estão ao nosso alcance, por todas as redes sociais, pelos sons que chegaram da rua (mesmo num bairro tranquilo como o meu)

Parabéns aos sportinguistas. 

(Veremos qual será a fatura, nestes tempos pandémicos que atravessamos... quantos passos atrás teremos dado pelo aglomerado desmascarado da festa)


segunda-feira, maio 10, 2021

Estados de alma


 Dia de lavar o cabelo... que não é “meu” . Já dei por mim várias vezes a invejar o cabelo e as sobrancelhas dos outros.

sexta-feira, maio 07, 2021

10/40 A mulher que correu atrás do vento


 Terminado!

João Tordo lê-se com prazer. A escrita é fluida, inteligente, cuidada.

Mas este livro deixou-me uma sensação, que neste momento nem consigo muito bem fundamentar, de que JT buscou uma versão demasiado sexualizada de uma história potencialmente interessante.

O último capítulo reconciliou-me com a história e com o autor. 

Gosto de boas “reviravoltas”!

domingo, maio 02, 2021

Mãe querida, mãe querida...


Isto da maternidade é como uma festa com 🎉 confetes....

(Assim começa o meu pensamento deste ano a propósito do dia da mãe! 😄)

Traz cor, alegria imensa, luz, brilho, a vontade de partilhar com o mundo o quão especiais são os NOSSOS!!!

Depois, acontece sempre(!), há que limpar... varrer, lavar, aspirar, soprar, ....

E como todos sabem uma festa com confetes não acaba NUNCA!

Muito tempo depois, anos até, já as crianças deixaram de o ser, e mesmo que na casa deixe de se ouvir as suas vozes com a mesma frequência, os confetes daquele momento efémero continuam a aparecer como se brotassem do nada! É que o raio dos papelinhos enfiam-se em todo o lado!!!

😄

A maternidade é como a Coca-Cola (que geralmente acompanha as festas com confetes)

Primeiro estranha-se, depois entranha-se!!!



sábado, maio 01, 2021

Dia do trabalhador

Eu entregue a estas tarefas!

:)