quarta-feira, dezembro 07, 2005

Casa nova

...
Já deviamos estar na casa nova!
Mas como sempre as obras demoram mais...

Fica mesmo ali... perto da torre de Belém!



Para mim é uma casa especial!
Lembro-me dela desde sempre!
Memórias doces, de infancia, adolescencia, juventude...
A casa era dos meus avós. Pais do meu pai! Desde que me lembro ia lá todos os domingos!


A minha avó tinha uma caixinha com rebuçados em cima do aparador da sala, e na cozinha um cantinho com as bolachas... há muitos anos fazia uns bolinhos de côco dliciosos! Até hoje são os únicos bolos de côco que consigo comer!

Lembro-me de, em miúda, entrar a correr dentro de casa para me sentar ao colo do meu avô e vê-lo sorrir (o que tornava indiferentes os protestos dos restantes adultos a dizerem que o avô estava doente e que não podia ir para o colo dele!); de escorregar pelo corrimão das escadas; de prender o baloiço no pinheiro; de ler e reler os livros infantis que estavam no antigo quarto do meu pai; de achar fascinante fazer uma exploração ao armário da casa de banho onde estavam guardados alguns brinquedos antigos. E de passar horas na cave a brincar com o comboio que o meu avô montou cuidadosamente!

Também me lembro do meu avô doente; da minha avó...
Foi lá que levei o último estalo de que me lembro! Foi o meu irmão que mo deu! E acho que bem merecido - estava a chatea-lo muito...

As memórias são doces, mesmos as mais tristes, espero continuar a ser muito feliz nesta casa!!!

Mas ainda tenho de esperar... uns dois meses talvez!

2 comentários:

francisco disse...

Gostei de ler as memórias da tua infância...todos as temos e são lindas! e tenho tido o privilégio de conhecer as tuas casas, antes das obras, com obras, depois delas... a palavra construção já associei a ti e à tua vida! abraço

Anónimo disse...

E as noites de consoada... E a Sopa de Príncipe da tua mãe... E as pessoas a fazer trocadilhos com a «torta da Augusta»... (a minha mãe levava sempre uma torta). E os cantos escuros da escada, que projectava sombra na parede... E o cheiro velho dos livros... E as estrelas por detrás dos ramos do pinheiro... Também guardo memórias dessa casa. Foi lá que ouvi pela primeira vez a história do avô ter comido uma fava para não fazer alguém que o acompanhava (acho que era a Tia Luísa, mas não tenho a certeza) comprar o bolo do ano seguinte.
Quanto è casa, és tu que vais fazer dela uma casa feliz.
Quanto aos bolinhos de coco, eu tenho a receita da tua avó. Posso dar-ta, se quiseres.
mmh