quarta-feira, março 25, 2015
segunda-feira, março 23, 2015
A meio da noite
A meio da noite... - ou a busca da sua própria verdade.
Acontecia às vezes acordar a meio da noite.
Sem saber ao certo porquê. Talvez um ruído, uma inquietação, um sonho?
(Queria mesmo saber porque acordo - diz-me.)
Pegava no telemóvel para ver as horas.
A contragosto rendia-se ao apelo do ecrã brilhante, verifica os mails (mas não abre nenhum), e espreita o movimento, quase parado àquela hora, nas redes sociais.
Às vezes, só às vezes, encontra um par à altura para conversar de madrugada.
E confessou-me hoje - é nessas conversas em horas perdidas noite dentro que se encontra mais perto da sua própria verdade!
"Já percebi! É por isso que acordo!"
Acontecia às vezes acordar a meio da noite.
Sem saber ao certo porquê. Talvez um ruído, uma inquietação, um sonho?
(Queria mesmo saber porque acordo - diz-me.)
Pegava no telemóvel para ver as horas.
A contragosto rendia-se ao apelo do ecrã brilhante, verifica os mails (mas não abre nenhum), e espreita o movimento, quase parado àquela hora, nas redes sociais.
Às vezes, só às vezes, encontra um par à altura para conversar de madrugada.
E confessou-me hoje - é nessas conversas em horas perdidas noite dentro que se encontra mais perto da sua própria verdade!
"Já percebi! É por isso que acordo!"
quinta-feira, março 19, 2015
quinta-feira, março 12, 2015
Boa sorte Otília !
(último episódio)
episódio 1 episódio 2 episodio 3 episódio 4
episódio 1 episódio 2 episodio 3 episódio 4
Já muitos tinham
partido, notava-se em todo o lado, nas ruas, no café, até o Pe Manuel tinha
reparado que a igreja se esvaziava.
O Tó da oficina
tinha observado no outro dia que a aldeia parecia ter uma fuga de ar. Esvaziava-se
lentamente sem ninguém perceber como. Tinha razão!
O silêncio
crescia por entre as casas, os animais calavam-se sem resposta, e até
parecia que o próprio vento se envergonhava ao passar pelas árvores,
com medo
de fazer notar o vazio que se instalava.
E um buraco
escavava-se no coração da Otilia.
Sentia que o sonho tinha sido uma partida de
mau gosto.
Há um mês tinha
sido a vez do Francisco partir para Lisboa "Mando-te chamar!"
dissera.
Otilia olha para
a praça uma última vez.
Sabe que não vai voltar, nunca.
Nunca mais vai saber de
nenhuma daquelas pessoas. Não sente pena!
A Camioneta para
Lisboa aparece já no fundo da estrada.
Fica a olha-la por uns instantes.
Vai-se embora! E ninguém
mais vai saber dela.
É um pensamento
estranhamente reconfortante.
Vai poder
reinventar-se nas ruas de Lisboa!
Anónima com as suas dúvidas no ruído da
cidade!
Vai recomeçar,
sem história.
Ver as vitrines das revistas, e encher-se das coisas da cidade tão
assustadoras quanto aliciantes.
E o pensamento
volta ao Francisco, e na sua cabeça entoa os versos da canção que ouviu o outro
dia na rádio
"Entre nós há promessas por cumprir, mas sei que nada vai
mudar, o meu vício de ti não vai passar!"
- Não, nada vai mudar entre ela
e o Francisco!
Ninguém se veio
despedir da Otilia,
não houve um abraço, corações apertados, nem lágrimas
contidas.
Subiu decidida os
degraus da camioneta sem olhar para trás
Já partiu, não
voltará!
Boa sorte Otilia!
terça-feira, março 10, 2015
We are the world
Já passaram 30 anos.
E eu lembro-me tão bem…..
O tempo voa!
…é uma escolha nossa…
…mandamos o nosso coração…
…uma mão que ajuda…
…eu e tu, podemos fazer um mundo melhor….
….
segunda-feira, março 02, 2015
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