segunda-feira, março 23, 2015

A meio da noite

A meio da noite... - ou a busca da sua própria verdade.

Acontecia às vezes acordar a meio da noite.
Sem saber ao certo porquê. Talvez um ruído, uma inquietação, um sonho?
(Queria mesmo saber porque acordo - diz-me.)
Pegava no telemóvel para ver as horas.
A contragosto rendia-se ao apelo do ecrã brilhante, verifica os mails (mas não abre nenhum), e espreita o movimento, quase parado àquela hora, nas redes sociais.
Às vezes, só às vezes, encontra um par à altura para conversar de madrugada.
E confessou-me hoje - é nessas conversas em horas perdidas noite dentro que se encontra mais perto da sua própria verdade!

"Já percebi! É por isso que acordo!"

quinta-feira, março 19, 2015

quinta-feira, março 12, 2015

Boa sorte Otília !

(último episódio)




episódio 1   episódio 2    episodio 3   episódio 4


Já muitos tinham partido, notava-se em todo o lado, nas ruas, no café, até o Pe Manuel tinha reparado que a igreja se esvaziava.

O Tó da oficina tinha observado no outro dia que a aldeia parecia ter uma fuga de ar. Esvaziava-se lentamente sem ninguém perceber como. Tinha razão!
O silêncio crescia  por entre as casas, os animais calavam-se sem resposta, e até parecia que o próprio vento se envergonhava ao passar pelas árvores,
 com medo de fazer notar o vazio que se instalava.

E um buraco escavava-se no coração da Otilia.

Sentia que o sonho tinha sido uma partida de mau gosto.
Há um mês tinha sido a vez do Francisco partir para Lisboa "Mando-te chamar!" dissera.



Otilia olha para a praça uma última vez.
 Sabe que não vai voltar, nunca. 
Nunca mais vai saber de nenhuma daquelas pessoas. Não sente pena!

A Camioneta para Lisboa aparece já no fundo da estrada.
 Fica a olha-la por uns instantes.
Vai-se embora! E ninguém mais vai saber dela.


É um pensamento estranhamente reconfortante.

Vai poder reinventar-se nas ruas de Lisboa!

Anónima com as suas dúvidas no ruído da cidade!

Vai recomeçar, sem história.
 Ver as vitrines das revistas, e encher-se das coisas da cidade tão assustadoras quanto aliciantes.



E o pensamento volta ao Francisco, e na sua cabeça entoa os versos da canção que ouviu o outro dia na rádio 
"Entre nós há promessas por cumprir, mas sei que nada vai mudar, o meu vício de ti não vai passar!"

- Não, nada vai mudar entre ela e o Francisco!

Ninguém se veio despedir da Otilia, 
não houve um abraço, corações apertados, nem lágrimas contidas.
Subiu decidida os degraus da camioneta sem olhar para trás
Já partiu, não voltará!


Boa sorte Otilia!

terça-feira, março 10, 2015

We are the world





Já passaram 30 anos.
E eu lembro-me tão bem…..
O tempo voa!


…é uma escolha nossa…
…mandamos o nosso coração…
…uma mão que ajuda…
…eu e tu, podemos fazer um mundo melhor….
….

segunda-feira, março 02, 2015

:)



Pronto, só porque é verdade!
Digo eu…..