domingo, outubro 25, 2015

Sinal - Sebastião da Gama






No passado Domingo o meu irmão mais velho casou-se.
Muitas pessoas não se lembram que tenho um irmão, tão habituados estão a ver-me com a minha irmã.
Tenho sim!
:)
Agora irmão, afilhado, cunhada e sobrinha!
Bem hajam!








Quanto amor me tens,
com amor te pago
Trago-te no dedo,
num anel que trago.
Num anel redondo,
todo de oiro fino,
que é o teu sinal,
que é o teu destino.
Este anel me basta
para bater-te à porta.
Truz! truz! truz! – na rua
como o frio corta!
Como a chuva cai,
como o vento mia!
Mas abriste logo,
que eu é que batia.
(Que outro anel tivera
som que te chamasse?)
Já teu vinho bebo,
para que o frio me passe;
já na tua cama
me aconchego e deito;
já te chamo esposa,
peito contra peito.
como tudo é simples,
como é tudo imenso!
É mistério enorme,
de um anel suspenso!
E eis, na tua mão,
num anel igual,
brilha o teu destino,
luz o meu sinal.



Sebastião da Gama (Vila Nova de Azeitão, Setúbal, 10/4/1924 – Lisboa, 7/2/1952)



3 comentários:

Fatyly disse...

Que maravilha de post e um enorme abraço para eles com os votos de muitas felicidades nesta nova caminhada.

Beijos a todos

GL disse...

Lindo o poema de Sebastião da Gama.
Felicidades aos noivos. Que a vida lhes sorria e os poupe aos escolhos.
Beijinhos

GL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.