quinta-feira, junho 28, 2018

Chegou a hora...

... de partir outra vez!

120 km até Santiago de Compostela

Desejem-me(nos) um "Bom Caminho"!

(Desta vez somos uma multidão!!! - leia-se 6!)

quinta-feira, junho 21, 2018

quarta-feira, junho 20, 2018

Leituras



Então vamos lá a uma resenha dos últimos livros que li!

A Carson McCullers, escritora norte-americana da 1ª metade do séc XX, escreve de forma magnífica! Faz um retrato social de uma América operária, com personagens de uma riqueza rara, que ganham consistência e presença no nosso imaginário.
Já comprei outro dela "a balada do café triste" - darei notícias dele seguramente!

O Ensina-me a voar sobre os telhados, do João Tordo, é um livro complexo, não foi fácil de entrar no ritmo, ou será melhor dizer nos ritmos, das histórias aparentemente paralelas.
Mas a curiosidade de seguir os fios, a convergência que se adivinhava e que para o fim do livro se precipitava tornou a leitura viciante.
Tem sido muito interessante acompanhar a obra de João Tordo e vê-lo crescer como escritor!

O Mia Couto, neste Bebedor de Horizontes... Acho que foi o livro mais duro dele que li. Em que nem a sua forma harmoniosa, meio mágica, de escrever e descrever, afastou os horrores de uma guerra sangrenta. Um livro cheio de desencontros, de perdas e lutos da mais variada espécie. Para mim um revelar de desamparos. De solidões. De desesperos.

Aconselho todos os 3!
(Isto foi um pleonasmo, não foi?!)
:)

terça-feira, junho 19, 2018

Sempre gostei tanto deste!

Imagem da net
Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?
Dei o cravo e dei o lenço,
só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não ?

Eugénio de Andrade

sábado, junho 16, 2018

Noite de Lua Mãe

A noite estava quente, sem nuvens, mas também sem estrelas, a lua, cheia e redonda, reflectia uma luz brilhante que iluminava até aquele pedaço da terra onde os candeeiros públicos permaneciam adormecidos, quais personagens de contos de fadas numa espera sem tempo pela mudança almejada.
Ela entretinha-se nestes pensamentos. Ajudavam-na a ter um olhar mais atento para o que se passava dentro e fora dela. Procurava adjectivos, metáforas, eufemismos, aqui e ali uma rima, que a ajudassem a ver melhor o mundo, a perceber-lhe os encantos e as histórias que ainda estariam por contar.
Sorriu. Sempre fora má aluna a português. Nada percebia de gramática e a ortografia era um bico de obra.

As memórias... tão curioso o que escolhemos guardar...
Fez o exercício de procurar memórias antigas. 
Surgiram recortes. Misturas de lembranças, episódios contados, fotografias antigas, com todas as desconfigurações que a cortina do tempo impõe e cozinhados pelos caprichos do desejo e da reconstrução.
Decidiu subir o nível de dificuldade do jogo.
A primeira lembrança feliz.
E um pensamento fugaz veio-lhe à consciência. Agarrou-o! (não o queria deixar fugir)
Uma fração de tempo feliz.
Estava no banco de trás do carro, um Toyota Corolla branco, com os irmãos, a Sofia e o João, a mãe conduzia o carro. Iam numa manhã de Verão até à praia de Carcavelos (num tempo em que a praia de Carcavelos era imensa, com um extenso areal).
A mãe.
Apaziguadora lembrança.




Atrás desta vieram outras memórias. O pintar no terraço. O plantar no jardim. A gelatina nas cascas de laranja. O colo quando chegava da rua chateada com alguma coisa, ou por ter lutado mais uma vez com o Chico, amiguinho da rua, unha e carne, risos e zangas intensas. A voz a chamar o seu nome na rua quando chegava a hora da refeição. O costurar dos fatos de carnaval. Os serões a bordar os tapetes de arraiolos. A ráfia que havia sempre lá por casa para todo o tipo de trabalhos manuais. As mãos cheias da margarina de untar as formas dos bolos...

A noite de lua cheia, grávida de tanta luz, levou-a até à mãe.
São presença constante as mães.
Reduto de segurança seja na presença seja na ausência.
Olhou para o relógio. Ainda não é muito tarde.
Procura no telemóvel o contacto “mãe”. 
Apeteceu-lhe falar com ela.

quarta-feira, junho 13, 2018

Courtney Hadwin

WOW !!!!

Que voz!






domingo, junho 10, 2018

Foi dia de literatura africana

Este 10 de Junho levou-me à língua portuguesa noutras longitudes.

Olinda Beja de São Tomé
Kalaf Epalanga de Angola
Ondjaki de Angola
Germano Almeida de Cabo Verde





quinta-feira, junho 07, 2018

segunda-feira, junho 04, 2018

Quando as crianças nos surpreendem

Precisei de procurar umas fotos do menino Boop que termina agora um ciclo de escolaridade, revi centenas de fotos dos 3 aos 10 anos, e lá pelo meio dei com algumas tiradas por ele.
Gosto tanto!
Estas tirou-as aos 8 anos.
Se o moço não se estragar pelo caminho (que a latência e a adolescência às vezes são nefastas para a criatividade), entre desenho e fotografia, ainda pode fazer algumas coisas interessantes!








sábado, junho 02, 2018

Livros

Apercebi-me que não tenho falado dos livros que vou lendo.
Nem sequer das minhas aquisições na Feira do Livro de Lisboa.

Isto porque peguei agora no "A volta ao dia em 80 mundos".
Livro do dia numa das últimas vezes que fui à feira.
(Hoje também me apoderei de 3 livros do dia!)

Amanhã voltarei à feira. E dessa vez regressarei com autógrafos!

Tenho de voltar com tempo para falar sobre leituras!