terça-feira, fevereiro 26, 2019

É já ali.

Há uma paz nas ruas de Óbidos quando não estão invadidas por turistas.
Gosto dos recantos, das travessas, da cor, da ausência de carros, do silêncio.
Gosto de encontrar livros em todos os cantos, ou não fosse “Vila Literária”.
(Não gosto particularmente da ginja, prefiro uma imperial.)

Foi impossível não recuar a 2014, quando organizei um dos congressos que mais prazer me deu. Um congresso internacional, de 5 dias, com um método de trabalho pouco habitual - o mesmo grupo de trabalho ao longo dos dias (pequeno, no meu seríamos umas 7 pessoas - 3 portugueses, 1 Grego, 1 Cubano, 1 Inglês, 1 Sérvia), e alguns momentos plenários.  Conheci pessoas maravilhosas. Como esta,  ou esta. E a própria organização foi um momento de aprendizagem muito rico.
Óbidos esteve “por nossa conta”, com um apoio fantástico da autarquia, da hotelaria, ...

Não tinha voltado a dormir em Óbidos
Foi bom!
😄


domingo, fevereiro 24, 2019

Nas caldas...

Há coisas que eu... me questiono se são cultura.
Os c******* das Caldas da Rainha são uma delas.
Mas vá... serão...
E há que partilhar com as crianças as idiossincrasias populares.
Não. Não comprei o lolipop!

Acompanha bem esta música!
https://youtu.be/3rYoRaxgOE0



PS - já não me lembrava do museu José Malhoa. O que resultou numa boa surpresa. A parte da pintura. Que a escultura... depois de ver os grandes mestres...

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Amigos poetas...

...são uma benção!

Um Haiku, do mestre !


aniversário
da janela ela olha, mansa
águas doces e salgadas.




(Digam-me vocês a partir de que idade se deixam de acrescentar anos quando nos perguntam a idade? 😉 seja como for, é tão bom ter bons amigos por perto!
E tu, mestre Haiku, tens de vir cá a casa, celebrar a água doce e salgada, regrada a vinho tinto de preferência!)

domingo, fevereiro 17, 2019

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Tudder (já que estou numa onda de animais de quinta)


Haja criatividade e espírito de empreenderismo! 


Tudder. Uma app inspirada no Tinder, mas para vacas

Empresa já reuniu mais de três milhões de euros de investimento. Estão inscritos animais de mais de 42 mil quintas no Reino Unido.



O mercado da aplicações para smartphones não para de surpreender. Inspirada na app de encontros Tinder, a empresa britânica de agricultura Hectare lançou o Tudder, uma ferramenta equivalente, mas destinada a vacas e touros. O objetivo, dizem os mentores, é ajudar os agricultores a encontrarem o par perfeito para o seu gado.
Segundo a BBC, a app reúne os dados de animais de 42 mil quintas no Reino Unido, que têm acesso a fotografias de touros e vacas, e podem deslizar para a direita para mostrar interesse nos animais. Desta forma, podem depois entrar em contacto com o proprietário dos bovinos, apresentando uma oferta. Assim, aceleram o processo, que muitas vezes envolve o transporte dos animais por longas distâncias para fins de reprodução.

Prefiro o bode!

Digam lá se não é um belo exemplar?
(Vizinho das ovelhas)

E o tão mais rico em termos simbólicos!
Bode expiatório
Bode satânico
Símbolo maçónico
Deus Pã
Signo chinês (do amor, arte, natureza)
Nome de galáxia
....


___________

Adenda:

O bode traz consigo a ideia de força genésica e vital, a libido, a fecundidade.
É um animal trágico pois deu literalmente o nome a uma forma de arte - a tragédia - que significa literalmente "canto do bode" - que era originalmente o canto com que se acompanhava ritualmente o sacrifício de um bode nas festas de Dioniso. Lembremos que Dionisio se tinha metaformizado em bode quando teve de fugir para o Egipto. No Egipto, como na Grécia eram vários os santuários erigidos ao deus cabra ou bode - Deus Pã para os Gregos. Os escravos do  templo prostituiam-se com bodes, era um rito de assimilação das forças reprodutoras da natureza, do poderoso impulso de amor pela vida.
Também na bíblia surge a figura do bode, onde aparece como sacrifício para expiar os pecados, desobediências e impurezas dos filhos de Israel.

Nada há portanto de espantoso que devido a um profundo desconhecimento do símbolo e uma perversão do sentido de instinto, se tenha feito do bode a própria imagem da luxúria - animal impuro, malcheiroso, torna-se símbolo de abominação, totalmente absorvido pela necessidade de procriar, o bode torna-se símbolo de maldição, que adquire toda a sua força na Idade média. O diabo, deus do sexo, é então apresentado sob a forma de bode..

Os tabus sexuais e os grandes medos da idade média não conseguiram no entanto eliminar completamente os aspectos positivos do símbolo, o que se torna visível em algumas tradições populares. Por ex, ele representa o animal fetiche que capta o mal e as influencias nefastas, carregando com todas as desgraças que ameaçam a aldeia. Nas ideias existe sempre um bode que desempenha um papel protector, é cuidado, e quanto mais barbudo e malcheiroso for melhor.

______

E assim se emprestam uma serie de poderes, propriedades, características a um podre bode, que alheio às heranças culturais dos homens, não quer mais que viver tranquilo, e perpetuar a sua espécie.

sábado, fevereiro 09, 2019

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

5/30 Perguntem a Sarah Gross


“Perguntem a Sarah Gross” do João Pinto Coelho

É impactante
Este deu-me um murro no estômago. Que engoli com uma mágoa que não o sendo, é minha.

Fiquei presa a ele.

A tentativa de dizer o indizível. O que não acreditaríamos ser possível se não tivesse acontecido de facto aqui mesmo ao lado.

À medida que ia lendo várias coisas me foram vindo à cabeça:
-A mestria com que o autor desenvolve duas narrativas em simultâneo em dois estilos distintos. Um mais de narrativa histórica, de uma Polónia antes do holocausto.
Outra de um romance com laivos de policial (dispensaria este rebique da história) com a escrita mais fluida e viva.
E há um momento em que as histórias se encontram - A história do ontem e do hoje num tempo sem tempo. Que não pode ser esquecido. Que precisa ser contado em primeira voz. E que escolhe qualquer veículo para ter expressão. - o talento do J P Coelho é um excelente veículo!

Tb fui pensando que este romance, tendo sido finalista dos prémios LeYa, é demasiado duro, cru, para ganhar o prémio.
E que o “loucos da rua Mazur” do mesmo autor (que ganhou o prémio leia no ano seguinte), abordando o mesmo período da história, a mesma Polónia violada e destroçada , apresentando também com muita seriedade e verdade a violência da 2.ª guerra, não o fez de forma tão desarmada e sem filtros.

É bom ler em português!

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Nine Inch Nails - Something I can never have (still)



Uma das Associações Cientificas a que pertenço está a organizar o seu Encontro Anual.
E hoje escolheu esta música para, mais uma vez, trazer o tema do Encontro.

O meu pensamento foi:
Uma música dos Nine Inch Nails?!?!?
UAU!
Estão ousados!
Que bom, uma sociedade cientifica não ter de ficar no politicamente correcto!
Na verdade esta música tem tudo a ver!

Outras também teriam mas são um bocadinho mais... hard!
Como por exemplo:

https://www.youtube.com/watch?v=sSLqeZzTU8I

ou

https://www.youtube.com/watch?v=rphCzwwVl5w

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

4/30 Singularidades de uma rapariga loura

Em 2015 a revista sábado fez uma brincadeira a que chamou "Rir com os clássicos".
Na altura não li nada disso.

Este sábado estava à procura de um livro levezito para ler enquanto levava o menino Boop à sua actividade desportiva de sábado, e heis que me surge este "Singularidades de uma Rapariga Loura".

Porque não?!

O pequeno livro de 120 e poucas paginas é composto de dois contos do Eça de Queirós: "Singularidades de uma Rapariga Loura" e "Civilização".
E sabem? Deliciei-me a ler novamente Eça de Queirós, coisa que não fazia já há algumas décadas. O seu discurso descritivo tem tiradas deliciosas, e o seu humor e critica aguçados fizeram-me passar um par de horas bem dispostas.
Os comentários da Maria Rueff, feitos com classe e bom gosto, não perturbam em nada a narrativa. Suficientemente discretos para não se imporem ao texto, e interessantes q.b. para que tivesse curiosidade em  lê-los.

Pequenino e lido num tirinho.

Olha que..... talvez....


sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Homem árvore

Sempre me encantou a história deste homem.
E de outros (muito poucos) como ele.
O que fez de extraordinário?
Plantou árvores.
Todos os dias.
Criou uma floresta inteira.
Uma tarefa sempre inacabada

Morreu este Janeiro
Que a floresta permaneça muito, muito, muito para além dele.


https://www.hypeness.com.br/2019/01/morre-o-homem-arvore-e-fica-o-seu-legado-de-mais-de-5-milhoes-de-arvores-plantadas/?utm_source=facebook&utm_medium=hypeness_fb&fbclid=IwAR3jJMXNjrFRPMxTIAOCFchiiFAdn1QXdU2I2pEUkMwFy82XNP0PPi73WYw