A mim parece-me uma coisa bem fácil de dizer a uma criança!
sexta-feira, março 30, 2012
terça-feira, março 20, 2012
O Contador de histórias
(No dia internacional dos contadores de histórias)
Era uma vez.....
Há muito tempo... a criança que existe dentro de nós pedia que lhe contassem histórias.
Uma após outra.
E a mesma, outra e outra vez.
Era uma vez...
Num país distante, habitado por criaturas mágicas.
Meninos que partiam numa grande aventura, longe dos pais, sozinhos enfrentando os seus medos.
Era uma vez...
As histórias que nos ajudaram a crescer.
As personagens que ainda hoje estão presentes no nosso discurso/imaginário colectivo: o lobo mau, a bela adormecida, o pinóquio, o grilo falante....
Era uma vez...
Era uma vez.....
Há muito tempo... a criança que existe dentro de nós pedia que lhe contassem histórias.
Uma após outra.
E a mesma, outra e outra vez.
Era uma vez...
Num país distante, habitado por criaturas mágicas.
Meninos que partiam numa grande aventura, longe dos pais, sozinhos enfrentando os seus medos.
Era uma vez...
As histórias que nos ajudaram a crescer.
As personagens que ainda hoje estão presentes no nosso discurso/imaginário colectivo: o lobo mau, a bela adormecida, o pinóquio, o grilo falante....
Era uma vez...
sábado, março 17, 2012
Livros...
Ando a pensar em livros... o que fazer?!?
:)
'Sou como um livro.
Há quem me interprete pela capa.
Há quem me ame apenas por ela.
Há quem viaje em mim.
Há quem viaje comigo.
Há quem não me entenda.
Há quem nunca tenha tentado.
Há quem sempre quis ler-me.
Há quem nunca tenha se interessado.
Há quem leu e não gostou.
Há quem leu e se apaixonou.
Há quem apenas busque em mim palavras de consolo.
Há quem só perceba teoria e objetividade.
Mas, tal como um livro, sempre trago algo de bom em mim'.
sábado, março 10, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
Os livros que lemos
A leitura é um acto egoísta.
Lemos para nós!
Eu leio para mim!
O mundo que se cria dentro de mim a partir das páginas de um livro é só meu.
Como o desenho que nasce da ponta de mil lápis coloridos e vai crescendo e ocupando a página em branco. Assim nascem paisagens, cidades, casas, pessoas, objectos. Que me pertencem só a mim. (que desilusão quando os vejo retratados no cinema - uma tela cheia de elementos estranhos que se exibem com desdém numa pseudo-legitimidade tão efémera)
Não sei, e a esmagadora maioria das vezes não quero saber, de onde me vêm as imagens que vão ganhando espaço, que me acompanham e se tornam parte deste mundo só meu. Mas conheço-lhes os pormenores, como as cores mudam de acordo com a hora do dia, como as estações passam e deixam a sua marca indelével, conheço os rostos no seu mínimo detalhe, conheço as expressões, mesmo aquelas não descritas mas que se adivinha, conheço os corpos por baixo das roupas, conheço os cantos e as teias de aranha, e os sulcos do uso na madeira dos soalhos.
E os cheiros, da terra, das flores, dos corpos que acordam de um sonho ou pesadelo, das comidas que se preparam por mãos sábias nas cozinhas das velhas casas, do cão que dormita no sofá, do mar cujo som chega até mim (?) quando o vento está de feição. Os cheiros que fazem parte de uma vida, de mil vidas que partilho e a que empresto parte de mim. Os cheiros como os sons. Desde a música que toca no rádio lá ao fundo do salão, ao som que o vento empresta quando passa nos seus mais variados temperamentos. E as vozes? Com os seus timbres, os seus sussurros, a entoação que por vontade própria ou à traição nos revela a emoção. A cada personagem um corpo, um estilo, um cheiro, uma voz.
E gosto destas pessoas, e exaspero-me, e às vezes não gosto, para logo a seguir encontrar novas razões para gostar, e tenho preferências, e tenho esperanças, e às vezes... deixo de acreditar. Mas sinto! Sinto coisas, que são ecos de mim nas páginas que folheio. E às vezes que pena ver que um livro chega ao fim...
Há muito tempo que não abandono um livro. Aconteceu-me uma ou outra vez não conseguir ler um livro. E se o fiz foi por o achar enfadonho e não conseguir relacionar-me com ele. Há-os mais "fáceis" ou mais "complexos", mas são mágicos os livros! E se o não forem para mim - é como se não existissem.
Sim ler é um acto egoísta.
Peço emprestadas as palavras daqueles que os escrevem para poder recolher-me neste mundo que é meu, onde me projecto sem querer saber porquê.
Como me enriquecem os livros que leio!
Aos autores (aos bons), esquecidos quando me embrenho numa história e me sinto co-autora de cada detalhe descrito ou sugerido, digo que os invejo, na mesma medida que os enalteço. Porque conseguem fazer sonhar, porque se despojam, porque abdicam da sua verdade para me emprestarem as palavras que me fazem conhecer outros, novos mundos dentro de mim.
Lemos para nós!
Eu leio para mim!
O mundo que se cria dentro de mim a partir das páginas de um livro é só meu.
Como o desenho que nasce da ponta de mil lápis coloridos e vai crescendo e ocupando a página em branco. Assim nascem paisagens, cidades, casas, pessoas, objectos. Que me pertencem só a mim. (que desilusão quando os vejo retratados no cinema - uma tela cheia de elementos estranhos que se exibem com desdém numa pseudo-legitimidade tão efémera)
Não sei, e a esmagadora maioria das vezes não quero saber, de onde me vêm as imagens que vão ganhando espaço, que me acompanham e se tornam parte deste mundo só meu. Mas conheço-lhes os pormenores, como as cores mudam de acordo com a hora do dia, como as estações passam e deixam a sua marca indelével, conheço os rostos no seu mínimo detalhe, conheço as expressões, mesmo aquelas não descritas mas que se adivinha, conheço os corpos por baixo das roupas, conheço os cantos e as teias de aranha, e os sulcos do uso na madeira dos soalhos.
E os cheiros, da terra, das flores, dos corpos que acordam de um sonho ou pesadelo, das comidas que se preparam por mãos sábias nas cozinhas das velhas casas, do cão que dormita no sofá, do mar cujo som chega até mim (?) quando o vento está de feição. Os cheiros que fazem parte de uma vida, de mil vidas que partilho e a que empresto parte de mim. Os cheiros como os sons. Desde a música que toca no rádio lá ao fundo do salão, ao som que o vento empresta quando passa nos seus mais variados temperamentos. E as vozes? Com os seus timbres, os seus sussurros, a entoação que por vontade própria ou à traição nos revela a emoção. A cada personagem um corpo, um estilo, um cheiro, uma voz.E gosto destas pessoas, e exaspero-me, e às vezes não gosto, para logo a seguir encontrar novas razões para gostar, e tenho preferências, e tenho esperanças, e às vezes... deixo de acreditar. Mas sinto! Sinto coisas, que são ecos de mim nas páginas que folheio. E às vezes que pena ver que um livro chega ao fim...
Há muito tempo que não abandono um livro. Aconteceu-me uma ou outra vez não conseguir ler um livro. E se o fiz foi por o achar enfadonho e não conseguir relacionar-me com ele. Há-os mais "fáceis" ou mais "complexos", mas são mágicos os livros! E se o não forem para mim - é como se não existissem.
Sim ler é um acto egoísta.
Peço emprestadas as palavras daqueles que os escrevem para poder recolher-me neste mundo que é meu, onde me projecto sem querer saber porquê.
Como me enriquecem os livros que leio!
Aos autores (aos bons), esquecidos quando me embrenho numa história e me sinto co-autora de cada detalhe descrito ou sugerido, digo que os invejo, na mesma medida que os enalteço. Porque conseguem fazer sonhar, porque se despojam, porque abdicam da sua verdade para me emprestarem as palavras que me fazem conhecer outros, novos mundos dentro de mim.
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