terça-feira, março 28, 2017
La vida del psicoterapeuta
Ahahahah
Bela paródia!
Se encararmos como uma metáfora bem disposta e hiper-extremada...
...é isto!
Nada rotineiro!
Apaixonante!
segunda-feira, março 27, 2017
Está tudo louco?
Mas andam todos a matar-se uns aos outros?!?!
Quando é que aprendem a não divulgar este tipo de notícia?!?!
Não percebem que tornam fantasias possíveis e põe-se os loucos todos a agir?
Tem sido todos os dias!!!
(Se não divulgam suicidios, porque não aprendem a não noticiar este tipo de situações também!?)
Irra!
Quando é que aprendem a não divulgar este tipo de notícia?!?!
Não percebem que tornam fantasias possíveis e põe-se os loucos todos a agir?
Tem sido todos os dias!!!
(Se não divulgam suicidios, porque não aprendem a não noticiar este tipo de situações também!?)
Irra!
quinta-feira, março 23, 2017
...porque também tu és poesia!
Hoje é o teu aniversário.
Celebro-o há 30 anos. É daquelas datas que me estão debaixo da pele. Que não precisa estar apontada em lado nenhum. Celebro-o mesmo que não na tua presença. Porque és tão importante. Porque tens em ti a minha história. Porque em ti sereno. Porque... és tu!
Milan Kundera, escreveu no seu livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Obrigada!
A ti!
Que me emprestas tanta força!
E termino com as palavras sábias e seculares de Cícero: "Dos amores humanos, o menos egoista, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade"
Celebro-o há 30 anos. É daquelas datas que me estão debaixo da pele. Que não precisa estar apontada em lado nenhum. Celebro-o mesmo que não na tua presença. Porque és tão importante. Porque tens em ti a minha história. Porque em ti sereno. Porque... és tu!
Milan Kundera, escreveu no seu livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Obrigada!
A ti!
Que me emprestas tanta força!
E termino com as palavras sábias e seculares de Cícero: "Dos amores humanos, o menos egoista, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade"
quarta-feira, março 22, 2017
Porque preciso da poesia*
(Escrevo enquanto oiço o debate na assembleia da república...)
Ontem falei de poesia enquanto o mundo (a Europa do Sul, vá) se indignava com a escolha de palavras de Jeroen Dijsselbloem.
Aqui se discute muito mais do que a forma (que terá sido infeliz) a questão democrática dos filhos e enteados e dos parentes pobres da Europa. De fado e de siestas. De preconceitos. E de um milhar de coisas mais.
Hoje, dia em que alguém nos lembra do aniversário do atentado em Bruxelas, somos, a mesma Europa do Dijsselbloem, confrontados com o que se passou em Londres com múltiplas vítimas.
E fazemos por esquecer no nosso dia a dia, que estamos num mundo preverso, movido por poder e dinheiro, que releva para segundo plano o desespero das gentes.
Síria, Afeganistão, Congo, Sudão, Iraque, Egipto, Líbia, Israel, Nigeria, Iemen, ....
A religião usada como arma de arremesso e manipulação
Crianças que são desde sempre soldados, armados, e enviados na frente para detonar bombas.
O horror é da ordem do insuportável
Que uma onda de refugíados nos obriga a ver.
E desconheço tanto, tanto, tanto - tudo!
Não sei, eu, pelo que passam povos inteiros. Mas só o levantar do véu me enche de angústias.
E por isso...
Me protejo. Nem acho que seja cobardia - é o que é. Lído eu com os meus demónios, que comparados com os do mundo são nada. Mas que são meus!
E a poesia...
A poesia ajuda-me a acreditar que tenho direito a relativizar. E que o belo está nas pequenas coisas. E que tenho direito a elas.
Quando o real vem acompanhado de poesia... Tenho de me render a ela!
______________
*a poesia não está nos versos. Está no estético, na natureza, na pele, na emoção, no sentir, na realacao, no encontro.
Ontem falei de poesia enquanto o mundo (a Europa do Sul, vá) se indignava com a escolha de palavras de Jeroen Dijsselbloem.
Aqui se discute muito mais do que a forma (que terá sido infeliz) a questão democrática dos filhos e enteados e dos parentes pobres da Europa. De fado e de siestas. De preconceitos. E de um milhar de coisas mais.
Hoje, dia em que alguém nos lembra do aniversário do atentado em Bruxelas, somos, a mesma Europa do Dijsselbloem, confrontados com o que se passou em Londres com múltiplas vítimas.
E fazemos por esquecer no nosso dia a dia, que estamos num mundo preverso, movido por poder e dinheiro, que releva para segundo plano o desespero das gentes.
Síria, Afeganistão, Congo, Sudão, Iraque, Egipto, Líbia, Israel, Nigeria, Iemen, ....
A religião usada como arma de arremesso e manipulação
Crianças que são desde sempre soldados, armados, e enviados na frente para detonar bombas.
O horror é da ordem do insuportável
Que uma onda de refugíados nos obriga a ver.
E desconheço tanto, tanto, tanto - tudo!
Não sei, eu, pelo que passam povos inteiros. Mas só o levantar do véu me enche de angústias.
E por isso...
Me protejo. Nem acho que seja cobardia - é o que é. Lído eu com os meus demónios, que comparados com os do mundo são nada. Mas que são meus!
E a poesia...
A poesia ajuda-me a acreditar que tenho direito a relativizar. E que o belo está nas pequenas coisas. E que tenho direito a elas.
Quando o real vem acompanhado de poesia... Tenho de me render a ela!
______________
*a poesia não está nos versos. Está no estético, na natureza, na pele, na emoção, no sentir, na realacao, no encontro.
terça-feira, março 21, 2017
terça-feira, março 14, 2017
Meu coração, não sei por quê, bate feliz, quando te vê.
(Que bom esta música cantada em Português de Portugal)
Episódio 1
Maria estava sentada na beira da cama.
Acabada de sair do banho, toalha enrolada à volta do corpo, olhava o guarda-fatos sem saber o que vestir.
48 anos feitos em Janeiro. A sua vida tinha sido entregue à D. Clotilde, que morrera, já com 87 anos, há 4 meses.
Olha para as suas roupas.
Roupas de uma mulher de trabalho.
Fica um tempo indefinido como que suspensa num lugar qualquer.
Não tem roupas bonitas.
Opta quase sem pensar por uma saia azul-escura pelo joelho e uma camisa branca que lhe tinha dado a D. Emília, prima da D. Clotilde.
A D Clotilde e a D Emília vão-lhe ocupando a cabeça sem dar por isso.
Pensar no Abílio deixa-a nervosa.
Nunca, nunca nos seus 48 anos conheceu um homem.
E o Abílio convidou-a para jantar.
Tem o corpo inquieto. Um corpo que percepciona como se não fosse seu, tal é o alvoroço que a assalta. O coração que bate mais forte e descompassado. A ansiedade que lhe sufoca a garganta num nó que lhe tira o apetite. A pele que de repente sente todos os toques - o roçar das mangas da camisa, o cós da saia a cingir-lhe a cintura, o tecido da saia a prender-se nas pernas.
A D. Clotilde aparece mais uma vez em seu socorro.
Onde está aquele fio de ouro que ela lhe deu, aquele com a medalha de Sto António?
(Ter-lhe-ia dito que era um disparate com esta idade ir jantar fora com um homem viúvo.)
Está na hora.
Espera que nenhum vizinho a veja.
Sai de casa e percorre a pé os 500 m até à estrada onde o Abílio a vai apanhar.
Agora não há volta a trás!
Vamos Maria!
Conto o resto da história?
(A Maria é uma personagem da minha infância, da terra da minha avó)
Episódio 2
Episódio 3
quinta-feira, março 09, 2017
quarta-feira, março 08, 2017
terça-feira, março 07, 2017
sábado, março 04, 2017
sexta-feira, março 03, 2017
Às vezes os desejos são de coisas simples
"Toco tu boca, con un dedo todo el borde de tu boca, voy dibujándola como si saliera de mi mano, como si por primera vez tu boca se entreabriera, y me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar."
- Julio Cortázar -
- Julio Cortázar -
quarta-feira, março 01, 2017
Coração mais que perfeito - o romance de Sérgio Godinho
"Coração mais que Perfeito" - é um titulo um bocadinho lamechas para ti mãe... diz-me a minha S.
Na verdade não resisti a lê-lo por ser de quem é.
Descobri Sérgio Godinho na Faculdade. Jovem, nos meus 17 anos, estava timidamente observadora e ao mesmo tempo sedenta desse mundo que se abria, e ao qual não ousava ainda entregar-me.
Foi-me apresentado por colegas/meus pares, que me pareciam na altura mais fortes do que eu em convicções e ideologias (sendo-o ou não).
Aprendi a gostar - muito - das canções do Sérgio.
Eram companhia certa das nossas viagens por esse Portugal fora. Um Portugal com sabor diferente que redescobri com eles, longe dos pais, com novos encantos, jogos de cartas noites dentro, confidências, discussões mais ou menos filosóficas, e nova banda sonora...
Aprendi a gostar - muito - das canções do Sérgio.
Eram companhia certa das nossas viagens por esse Portugal fora. Um Portugal com sabor diferente que redescobri com eles, longe dos pais, com novos encantos, jogos de cartas noites dentro, confidências, discussões mais ou menos filosóficas, e nova banda sonora...
Este livro...
...soou-me assim como uma canção...
Não gostei muito.
Como nunca mais gostei tanto dos novos trabalhos musicais que o Sérgio Godinho foi produzindo nos últimos 20 anos.
Como nunca mais gostei tanto dos novos trabalhos musicais que o Sérgio Godinho foi produzindo nos últimos 20 anos.
Mas li-o rapidamente como quem visita um lugar familiar.
Personagens com um misto de romance e fatídico desencanto.
E a prosa, como os poemas das suas canções, dando pistas inequívocas daquilo que se seguirá mais tarde.
Não foi tempo perdido.
Deixo-vos uma das canções que tanto gosto - ESTA
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