terça-feira, junho 26, 2007

Às vezes... Pessoa

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!


Alberto Caeiro

sexta-feira, junho 22, 2007

E tragam a fruta para a mesa!

Por sugestão do sono fui para a cozinha!!!!
Confesso! Ficou um caos!
Não houve tacho que não saísse do lugar nem tempero que não tivesse sido utilizado!
Saí três vezes para ir ao Pingo Doce alí na esquina, adquirir ingredientes que me faltavam, enquanto deixava o pessoal cá de casa de colher de pau na mão com instruções para não parar de mexer!

Apurei os sentidos!

Comprei pratos novos!

E pus a mesa!


Entrada: Sopa fria de pepino e yogurte


Prato de peixe: Salmão gratinado com molho de maçã verde


Para acompanhar: champagne Veuve clicquot Brut


Prato de carne: Avestruz com molho de framboesa


Para acompanhar: Vinho tinto - Colares 92


Sobremesa: Ovos moles de Aveiro


Com um digestivo: Licor de abrunho



O repasto não pode ser feito cá em casa - é que ficou tudo uma confusão!
Proponho a Adega de colares!


E bom apetite!



quinta-feira, junho 21, 2007

"a papar livrinhos"...

E já lá vai "O retrato de Dorian Gray"
A quem perguntou se vale a pena - CLARO QUE SIM!
A quem quer resumos: não os faço, leiam que faz muito bem à alma!

Mas detestei a edição que eu li!
Há lá coisa pior do que ler um livro com gralhas?
E eu nem sou muito picuinhas, mas será que ninguém revê os livros?
Uma boa leitura tem alguns requisitos! E não falo só no aspecto gráfico... as gralhas... ai as gralhas!!!!

Segue-se...
Saramago... acho... ainda tenho de o ir buscar à estante paterna...

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(e entretanto tenho uma ementa para preparar...)

terça-feira, junho 19, 2007

Vamos ao retrato!

Como vos tinha dito as 159 paginas do "Divã" foram lidas rapidamente 2ª e 3ª!

E assim vou dando conta dos livros que vou lendo...

segunda-feira, junho 18, 2007

A escolha

A minha escolha já estava +/- feita. Os que realmente me apetecem ler são "A cura de Schopenhauer" - mas tenho de intervalar o Irvin Yalom com outra coisa... O Saramago não está cá em casa... e o que ando há tanto tempo para ler é "O retrato de Dorian Gray" - a minha escolha!

Mas peguei primeiro no Divã - um livro pequeno, muito leve... vou lê-lo depressa, com toda a certeza! Deixo-vos um bocadinho:


"... É engraçado eu lembrar-me disto agora: uma vez, uma amiga minha, mulher feita, com mais de trinta anos, tinha ido com a irmã visitar um tio ao hospital quando ele, repentinamente, faleceu na presença das duas. Elas ficaram sem acção. Viraram-se uma para a outra e a minha amiga disse: precisamos de chamar um adulto. Quando ela me contou, fartámos-nos de rir. Entendo perfeitamente essa sensação de orfandade. Não importa que idade temos, há sempre um momento em que é preciso chamar um adulto."
0
o
Aos outros... vou lá chegar!

domingo, junho 17, 2007

Leituras

imagem desenvergonhamente roubada aqui!

Já terminei há dias o livro de que vos falei - "Quando Nietzsche chorou".
É sempre com prazer que me envolvo numa boa história.

Mas os tempos para ler não são muitos.

Os livros que tenho na calha:

* A fúria das vinhas - Francisco Moita Flores
* As aventuras de Alíce no país das maravilhas e Alice do outro lado do espelho - Lewis Carol
* Divã - Martha Medeiros
* Contos exemplares - Sophia de Mello Breyner Andresen
* A jangada de pedra - José Saramago
* A pianista - Elfriede Jelinek
* A regra de quatro - Ian Caldwell e Dustin Thomason
* A cura de Schopenhauer - Irvin D. Yalom
* O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
* A criança que não queria falar - Torey Hayden

Que michelânia!!!!!
...
em qual pegar?...

sexta-feira, junho 15, 2007

The art of coffee

Ora bom fim de semana.

Ide passear, tomar café a uma esplanada... o que vos aprouver!

Afinal há que ser criativo!

terça-feira, junho 12, 2007

Já que tanto insistem...

... vou tentar explicar a origem do meu pensamento (muito original, por acaso!) ali de baixo!
Vejam lá se me acompanham...

Por muito estranho que pareça não me referia à minha vida pessoal, ou a grandes questões filosóficas. Pensava sim no espaço cibernautico onde todos navegamos uns mais às escuras do que outros!
Senão vejamos:


Quando navegamos, incógnitos ou não, ou todos incógnitos, uns mais do que outros, ou todos mostrando um pouco de nós, uns mais do que outros, vamos-nos cruzando com lutas que buscamos (ou não) que nos dão gozo (ou não).
Fazemos provocações, brincamos, damos e recebemos prendas virtuais, damos e recebemos beijos e abraços de lábios, mãos e braços que nunca vimos, e... gostamos.

Sim! Gostamos! Gostamos em especial de uma pessoa que nos visita, achamos outra mais intrigante, há outra de quem não gostamos tanto, encontramos formas de comunicar, códigos próprios, secretos, trocadilhos que só um, ou outro entendem - o "divã", o "chá", o "abraço", o "quem é a Inês?"

Tecemos histórias que nos "acompanham" durante dias, com personagens fantásticas, com que nos vamos familiarizando - o "Alcides", a "misteriosa menina que deixa bilhetes no comboio", o "piloto da força aérea", entre tantos outros de outros cantinhos da blogosfera!

E, inevitavelmente - partimos para a "guerra"!
Porquê?

Porque brincamos... porque por de trás das máscaras (perfis) de cada um há alguém que não conheço, que não me conhece, mas que fala comigo todos os dias (ou não)
Dar e levar nesta "guerra" não tem de ser negativo, mas às vezes também é!
Mas tão curioso... agora que penso / escrevo nisto percebo tão bem que dar e levar neste mundo de virtualidades, é... como... entrar numa qualquer casa mágica de uma feira de diversões, em que o que encontramos, no lugar dos espelhos que distorcem a nossa imagem, são experiências de sensações, que sentimos do outro e em nós. Mas como nas feiras de diversões, podemos sair daí incólumes, sem mossa. Experienciar...

E a reflexão já vai longa, e como não tem nada de especialmente original vou parar por aqui!

:)

segunda-feira, junho 11, 2007

Só me ocorre dizer:

"Quem vai à guerra dá e leva!"



(não isto não se refere ao post aqui de baixo)

Já cá chegaram...

... os tomates... que é como quem diz aquele prémio do blog com os ditos!... pela "mão" do croqui. Não percebo porquê... mas... cá estão! Resta-me aconselhar-vos uma passagem pelo Esquiço A4

domingo, junho 10, 2007

De volta!


Carregada de Cerejas

E de vinho... produção caseira da melhor qualidade!

quinta-feira, junho 07, 2007

De viagem!

É verdade... ando por fora...
Vim ver o Douro, as suas encostas, as vinhas estão lindas, de vários verdes, faustosos, as cerejeiras carregadas, por todo o lado cerejas à venda, com um aspecto bem apetitoso!
Mas a razão de vir... são sem dúvida as pessoas de quem gosto!

Pelo caminho ouvi uma música que não ouvia muito!
A "Cinderela" do Carlos Paião!
O que eu gosto desta música! De uma ingenuidade imensa, da descoberta de um amor que começa a ganhar contornos.
Acho linda! O que querem!? É o meu lado "naif" e adolescente...

Quando regressar, vou-vos visitar!

terça-feira, junho 05, 2007

Boa noite!

Dormir... sonhar...
Numa cama que hoje é só minha!
Posso brincar nos meus sonhos
Que sou grande ou pequenina
O certo é que hoje a cama é minha...
E vou dormir... e sonhar...

segunda-feira, junho 04, 2007

sábado, junho 02, 2007

Bombastic !!!

Que versões maravilhosas encontrei por aí...
Qual gostam mais?

Outra versão!

É esta?

Eh Eh Eh

BOM FIM DE SEMANA!

sexta-feira, junho 01, 2007

Conta-se uma história...

No início do sec XX, viviam-se novos tempos na cidade de Viena, numa conturbada época histórica, em que se procuravam novas formas de ler o mundo.
É neste contexto que surge o Teatro da espontaneidade - sem guião bem definido os actores seguindo uma linha mestra inventavam (inventavam-se) a sua personagem.
Haviam, no meio da assistência, uns olhos que muito bem observavam.
Um dia um jovem jornalista - Jorge - apaixonou-se por uma das actrizes - Bárbara - cujos papeis se destacavam pela doçura, feminilidade e capacidade materna, acabou por abordá-la, namorá-la e desposá-la!
Consta que certo dia Jorge fez uma confidência a este homem que tão de perto observava estas sessões - a doce e cândida Barbara, em casa, era uma megera! autoritária, pouco afectuosa, precisamente o contrário do que vivia no palco.
Este homem atento, propôs o seguinte - que Bárbara passasse a representar papeis de uma mulher agressiva, autoritária - e, abreviando a história, percebeu que mudanças se iam produzindo na vida do casal, e que Jorge foi encontrando em casa mais a mulher doce que tinha conhecido outrora.

Este homem: Jacob Levy Moreno
Mente brilhante, pai do Psicodrama.
(esta é uma das histórias que levou Moreno a pensar no efeito terapêutico da atribuição/manifestação de papeis em palco - não a única!)
Investigador dos fenómenos grupais, da sociometria, e sem dúvida uma mente exuberante e criativa!

Este post é uma forma de agradecimento ao senhor das barbas!