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sexta-feira, fevereiro 24, 2017

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Desta vez - Erbil

Vista aérea de Erbil, no Curdistão iraquiano, destacando no centro
a Fortaleza de Erbil. (imagem: Wikimedia Commons/Jan Kurdistani)

Há lugares mundo fora em que o horror é diário.
Nós, nem 1/100 do que se passa saberemos...

Ele mais uma vez escolheu ir.
Ir sem destino certo, simplesmente pôr-se à disposição.
Na ambivalência permanente entre os deveres e os amores do "cá" e o apelo do "lá".
O destino foi ditado por "eles" - Mossul.
(o lugar onde os feridos de Mossul são assistidos - Erbil)
Partiu hoje.
Hoje em que também cá se fala de Mossul.

Dizem os que ficam:
- Como permites que vá? Como aceitas? Como deixas?
- Não entendo que queira ir!

Ela responde tranquilamente.
- Como poderia impedir? Que direito tenho eu de lhe toldar a liberdade.
- E entendo! Entendo as razões que o levam a ir, das mais altruístas às mais narcísicas (que também as haverá).

E sabe - que "alguém" tem de ir... Que o mundo precisa de quem se disponha a partir.
Há-de voltar depressa!




sábado, fevereiro 18, 2017

Tomadas pelo mundo fora

As coisas que se aprendem a ultimar viagens para lugares improváveis....



Informações (in)úteis:

Modelo A

Arábia Saudita, Aruba, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bermudas, Bolívia, Brasil, Cambodja, Canadá, China (com barras metálicas nos plugs ligeiramente mais curtas do que as utilizadas nos outros países), Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Guam, Guatemala, Guianas (as três), Haiti, Honduras, Ilhas Cayman, Jamaica, Japão, Laos, Líbano, Libéria, Maldivas, Nicarágua, Nigéria, Panamá, Peru, Porto Rico, Tailândia, Taiti, Taiwan, Venezuela, Vietnam e Yemen.

Modelo B

os mesmos países que adotam o tipo A, exceto Bangladesh, Bolívia, Cambodja, China, Maldivas, Peru, Tailândia, Taiti, Vietnam e Yemen. Também é encontrado nos Açores, Belize e Trinidad e Tobago.

Modelo C

Açores, Albânia, Alemanha, Algéria, Angola, Argentina, Áustria, Bangladesh, Bélgica, Bolívia, Bósnia, Brasil, Bulgária, Burundi, Cabo Verde, Casaquistão, Chile, Congo, Coréia, Croácia, Dinamarca, Djibuti, Egito, El Salvador, Eritréia, Espanha, Filipinas, Finlândia, Gabão, Gibraltar, Grécia, Guadalupe, Guinéia, Hungria, Ilhas Canárias, Ilhas Madeira, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Iugoslávia, Kuwait, Laos, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Madagascar, Marrocos, Martinica, Mauritânia, Mauritus, Moçambique, Mônaco, Nepal, Netherlands, Nigéria, Noroega, Omânia, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Ruanda, Rússia, Senegal, Síria, Somália, Sudao, Suécia, Suíça, Surinane, Tailândia, Togo, Tunísia, Turquia, Uruguai, Vietnam, Zaire, Zâmbia.

Modelo D

Afeganistão, Bangladesh, Benin, Botswana, Camarões, Chad, El Salvador, Emirados Árabes, Equador, Etiópia, Gana, Grécia, Guadalupe, Hong-Kong, Índia, Iraque, Israel (Jerusalém), Jordânia, Kênia, Líbano, Líbia, Macau, Madagascar, Maldivas, Martinica, Mônaco, Namíbia, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Quatar, Senegal, Serra Leoa, Sri Lanka, Sudão, Tanzânia, Yemen, Zâmbia, Zimbabwe.

Modelo E

Bélgica, Burundi, Camarões, Chad, Congo, Djibuti, El Salvador, Eslováquia, Guiné Equatorial, França, Guiana Francesa, Grécia, Guadalupe, Ilhas Canárias, Indonésia, Laos, Lituânia, Madagascar, Mali, Martinica, Mônaco, Marrocos, Nigéria, Polônia, Senegal, Síria, Taiti, Tunísia. Neste tipo de tomada é possível
encaixar plugs do tipo C.

Modelo F

Açores, Alemanha, Algéria, Aruba, Áustria, Bulgária, Cabo Verde, Chad, Coréia, Croácia, El Salvador, Finlândia, França, Grécia, Guiné, Hungria, Ilhas Madeira, Indonésia, Itália, Jordânia, Laos, Luxemburgo, Moçambique, Mônaco, Netherlands, Nigéria, Noroega, Portugal, Romênia, Samoa, Suécia, Surinane, Turquia, Uruguai. Neste tipo de tomada é possível encaixar plugs do tipo C.

Modelo G

Arábia Saudita, Bangladesh, Belize, Botswana, Brunei, Camarões, China, El Salvador, Emirados Árabes, Gâmbia, Gana, Gibraltar, Granada, Guatemala, Guianas (as três), Hong Kong, Ilhas Seychelles, Inglaterra, Iraque, Irlanda, Jordânia, Kuwait, Líbano, Macau, Malásia, Malawi, Maldivas, Malta, Mauritus, Nigéria, Oman, Quatar, Serra Leoa, Singapura, Tanzânia, Uganda, Vietnam, Zâmbia, Zimbabwe.

Modelo H

Gaza, Israel.

Modelo I

Argentina, Austrália, China, El Salvador, Guatemala, Ilhas Fiji, Nova Zelândia, Okinawa, Panamá, Papua, Tadjiquistão, Tonga, Uruguai.

Modelo J

El Salvador, Etiópia, Madagascar, Maldivas, Ruanda, Suíça.

Modelo K

Bangladesh, Dinamarca, Groelândia, Guiné, Madagascar, Maldivas, Senegal, Tunísia.

Modelo L

Chile, Cuba, El Salvador, Etiópia, Itália, Maldivas, Síria, Tunísia, Uruguai.

Modelo M

África do Sul, Moçambique, Suécia (esse modelo possui os pinos mais grossos).


segunda-feira, maio 02, 2016

Work in Progress


Para os curiosos: AQUI

terça-feira, junho 30, 2015

Fruta Feia

Hoje fui buscar o meu primeiro cabaz de fruta feia depois de alguns meses em espera.

Uma iniciativa para combater o desperdício alimentar. Muitas frutas e legumes são rejeitados pelos comerciantes por não serem esteticamente atraentes… demasiado pequenos, demasiados grandes, formas pouco habituais…
No fundo nada de errado com a fruta, apenas é considerada não vendável por ser… feia.

Um projecto sobre o qual vale a pena saber mais!
Aqui,
E aqui,
E também aqui!
Ou se preferires em filme em vez de ler...

:)
Bem hajam jovens inovadores e com alma de lutadores!

quinta-feira, junho 04, 2015

O lendário pianista de Yarmouk (Síria)




A vida em Yarmouk, a sul de Damasco, é constantemente interrompida por tiros e bombardeamentos.
Um jovem, que toca piano desde os seus 6 anos, foi como tantos outros, sem escolha, arrastado para uma vida de insegurança e destruição.
Quando o tumulto lhe bateu à porta deixou de tocar.

Mas depois…
… depois levou o piano para a rua.

Música uma linguagem universal.

sexta-feira, maio 29, 2015

Amor em tempos de Inverno*

* Este artigo faz parte de "O obscuro fio do desejo"  uma colectânea de textos de Carlos Amaral Dias recentemente editada.

Falar de amor em psicanalês não é fácil.
Falar de amor em qualquer língua não é fácil.
Li este texto há uns anos, e agora tive a oportunidade de o voltar a ler.
Partilho uns excertos

Nota: "Objecto" em psicanálise é "o outro" sobre o qual recaem os nossos afectos e vínculos


"O amor, sobretudo em tempos de frio, como o frio deixado pelo objecto ausente, deixa marcas e recordações na trama complexa da nossa existência. Sabemos que amamos no instante em que o amor se inicia, já que simplesmente amamos.
O que é o amor? Amar reinventa tudo o que nos cerca. Em primeiro lugar o desejo. Ama-se porque se ama. Ama-se o outro por via do sorriso, pelo som da voz, pelo olhar que nos marca.
Ama-se é certo, também para colocar em cena o desejo ou ama-se a doce ilusão que nos aliena do frio, que o outro a quem se ama tem o que finalmente nos faz falta. Afinal, tudo depende do lugar onde o amor se inscreve.
É quase impossivel falar de amor e, no entanto, fala-se de amor.
(…)
Será o amor verdade, ou haverá um amor verdadeiro? Amar implica a suposição de tocar a verdade, sendo que o amor verdadeiro, aquele que se inscreve na nossa condição, é sempre uma meia verdade (…) Ama-se para se encontrar uma verdade partida e para alimentar a esperança de que se irá encontrar toda a verdade.
(…)
Em tempos de frio, encontramos o objecto para nos aquecermos. Encontramos o objecto para nos encontrarmos."

terça-feira, fevereiro 25, 2014

mail para KIev


...
Ontem mandei-te um mail
Como nunca te vi, aliás a nenhum de vocês os 7, nada te disse.
Apenas quis saber se os convites para a emissão dos vistos tinham chegado. Chegaram?
Mas é impossível ficar indiferente!
Queria perguntar-te se estavas bem? Se os que amas estavam bem? 
Como vives nas entranhas a inquietude destes dias?
Como fica o amor a um país face aos actos dos homens?
Mas não te conheço... e nada perguntei....
Das histórias privadas, embrenhadas na história partilhada.
...dos cheiros, das dores, das angústias.

Como posso indagar do indizível quando nem o teu rosto, a tua voz, o teu olhar conheço?



quarta-feira, abril 14, 2010

Markting?

A visita do Papa vai traduzir-se num período de miniférias. É que o Governo decidiu ontem decretar tolerância de ponto para os funcionários públicos para 11 de Maio à tarde, em Lisboa, para dia 13 em todo o País, e para dia 14 de manhã, no Porto. Apenas no dia mais importante da deslocação, quando Bento XVI preside às celebrações finais no Santuário de Fátima, a 13 de Maio, é que a medida abrange todo o País.

sexta-feira, março 26, 2010

Fim de semana perfeito por 50€

No Jornal i - Até me apeteceu experimentar!

Sexta-feira
18h00. Visitar o Museu do Oriente

Para começar o fim-de-semana numa nota cultural, pode aproveitar a entrada livre no Museu do Oriente. Lá dentro ilustra-se a presença portuguesa em Ásia com uma colecção que se estende dos brinquedos japoneses às estátuas divinas. O restaurante do Museu, no sexto andar, também merece uma visita. Admire a vista para o Tejo e depois diga ao empregado que se enganou no andar.
Av. de Brasília - Doca de Alcântara. Entrada gratuita todas as sextas-feiras das 18.00 às 22.00 Saldo: €50

21h00. Jantar no Café Malaca

Depois da cultura, a gastronomia asiática. No Café Malaca comem-se especialidades de todo o continente. Está no interior do Clube Naval de Lisboa, suba as escadas e entre sem medos. Divida os gyoza vegetarianos (€4,80) e uma dose da especialidade da casa, o caranguejo de casca mole (€16,90). Complete com uma imperial (€1,60). A conta final ficará em €12,25 por pessoa. O estômago dir-lhe-á que gastou muito mais. Clube Naval de Lisboa, Cais do Gás, Armazém H. 213 477 082. Saldo: €37,75

00h00. Dançar no Lounge

Quando se pretende sair à noite e gastar pouco, o ideal é encontrar um bar sem consumo obrigatório e que não se ressinta da falta de taxação. O Lounge é um desses casos. Hoje há concerto de Guta Naki, um dos novos valores da pop alternativa. Depois, Mário Valente desfila a sua colecção de rock, breakbeat e música tecnologicamente evoluída. A cerveja é cara (€2). Peça uma e faça-a durar. Rua da Moeda 1 218 462 101. Saldo: €35,75

03h00. Cear numa padaria

Depois de dançar e transpirar no Lounge, a fome não perdoará. Alimente-se na padaria da Defensores de Chaves. É das que abre mais tarde, por volta das duas da manhã, pelo que às três a variedade ainda é grande. Seja com um pão com chouriço, um croissant ou um mil folhas a noite acaba bem aqui para muita gente. Por apenas um euro. Avenida Defensores De Chaves, 24/26. 213 544 235. Saldo: €34,75

Sábado
10h00. Parar para um queque na Parede

A ideia deste segundo dia é partir em direcção ao mar. Não contabilizamos o dinheiro da gasolina, porque cada carro tem o seu consumo. A primeira paragem é na famosa casa de queques da Parede. Basta olhar para as fornadas de queques (€0,90) e sentir-lhes o cheiro para perceber porque é que é uma das referências para os gulosos da Linha.
Rua José Relvas, 71 (Parede). 214 574 988. Saldo: €33,85

10h45. Visitar a Casa das Histórias de Paula Rego

Aproveitem-se dois factos: primeiro, a entrada gratuita, segundo, o facto de a actual exposição ter sido prolongada até 2 de Maio. No museu pontificam diversas obras produzidas entre 1987 e 2008, entre as quais as célebres "Mulher Cão", "A Filha do Polícia" ou a série "Avestruzes Bailarinas". O edifício, da autoria do arquitecto Eduardo Souto Moura, também merece ser apreciado. Avenida da República 300, Cascais. 214 826 970. Saldo: €33,85

13h00. Comer um dos famosos cachorros da Guia

Depois de uma injecção de cultura logo pela manhã, almoce no ex-líbris de comida rápida na Linha: os cachorros da Guia. Que agora se vendem no Café Sobe e Desce, uns metros abaixo do Santini. O cachorro especial (€3,60) inclui cebola, couve roxa, couve branca, cenoura, batata palha e queijo ralado. Avenida Valbom Cascais. 214 826 970. Saldo: €30,25

15h00. Andar de Bica

Em Cascais é possível alugar bicicletas, as Bicas, por períodos de até dez horas sem pagar um tostão. As Bicas estão disponíveis em três pontos diferentes da vila; para as utilizar basta deixar um documento identificativo. Depois é só escolher um percurso: andar nas ruelas sinuosas ou pedalar em recta junto ao mar. As Bicas podem ser alugadas junto à estação de comboios, na Cidadela e junto à Casa da Guia. Saldo: €30,25

20h15. Jantar e ver o jogo do título no Tonga

Já de volta a Lisboa, há que apontar baterias ao futebol. Benfica e Braga jogam no Estádio da Luz a decisão da Liga Sagres. O melhor local extra estádio para assistir ao jogo não fica longe do palco da decisão. No Tonga há tudo o que um adepto pode querer: plasmas, petiscos e cerveja. Seja com pataniscas de polvo ou com moelas fritas, a refeição não ultrapassará os dez euros por pessoa. Cerveja e futebol incluídos. Avenida do Uruguai, 26A. 214 051 351. Saldo: €20,25

23h30. Ver um concerto no Arena Lounge

Seja para celebrar ou para esquecer, a festa prossegue, de borla, no Casino de Lisboa. Se conseguir resistir ao apelo do jogo (e dos cocktails) não vai pagar nada para ver a britânica Zoey Jones, cujo repertório gira em volta do r&b, com alguns toques tropicais. Alameda dos Oceanos, Parque das Nações. 218 929 000. Saldo: €20,25

Domingo
11h00. Tomar o brunch no Pão de Canela

O Brunch é uma refeição que está na moda e, de facto, a sua faceta dois em um (pequeno-almoço e almoço) dá muito jeito. E o brunch do Pão de Canela (€9,90) é dos mais baratos da cidade. O preço não limita a variedade de escolha. Há de tudo: pastelaria, padaria, sumos, cereais, compotas, servidos em sistema buffet. Praça das Flores, 27-28. 213 972 220. Saldo: €10,35

13h00. Visitar o Museu da Gulbenkian

Mais um museu gratuito, desta vez o que concentra o espólio de Calouste Gulbenkian. Aqui encontram-se cerca de mil peças da colecção do mecenas. A não perder, as jóias da colecção Lalique e a actual exposição temporária, com algumas obras de Rembrandt e Goya. Avenida de Berna 45A. 217 933 068. Saldo: €10,35

16h30. Ouvir fado no respectivo museu

Chamam-lhes visitas cantadas (€3) e um fadista guia os visitantes pela história da canção de Lisboa. Este domingo é Cuca Roseta. Como exigem marcação prévia, esperamos que esteja a ler isto com a devida antecedência. Caso contrário pode sempre marcar para as semanas seguintes. Largo do Chafariz de Dentro 1. 218 823 470. Saldo: €7,35

19h30. Jantar no Noori

Foi a primeira temakeria de Lisboa. Nela servem-se, como o nome indica, temakis. São cones de alga nori com arroz e recheio à escolha (filadélfia, salmão, rúcula e outros). Com o menu simples (€7,35) tem direito a dois temakis simples, ou um simples e um doce (com bolacha). E a uma bebida. Depois, descanse porque a noite vai encurtar: à uma da manhã o relógio adianta uma hora. Rua do Crucifixo, 87. 91 863 9287. Saldo: €0

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Só conseguimos ter 150 amigos!

Achei interessante.
No Jornal i de hoje a propósito das listas de amigos que crescem e crescem no facebook. Parece que afinal não conseguimos "ligar-nos" a mais de 150 pessoas.
Eu cá até me parece bem!
Ora leiam se tiverem para isso!



O publicitário Edson Athaíde atingiu na semana passada o limite de amigos no Facebook: 5 mil. "Já eliminei uns 300, mas mesmo assim o limite continua estourado. Vou começar a cortar nos perfis adormecidos", anunciou na sua página desta rede social. O humorista Fernando Alvim confessa nunca ter rejeitado ninguém no Facebook e já acumula mais de 16 mil fãs: "Pode ser um bocado pretensioso, mas criei uma página de fãs para conseguir aceitar toda a gente." José Luís Peixoto resolveu o problema de outra forma e criou um segundo perfil. "Os meus amigos do Facebook são pessoas que lêem os meus livros", diz. "Na verdade não tenho 6 mil e tal. Só devo conhecer algumas centenas."

Algumas centenas não. 150 para sermos mais precisos. Segundo um estudo desenvolvido pelo antropólogo Robin Dunbar, professor da Universidade de Oxford, 150 é o número máximo de amizades que o cérebro é capaz de gerir. A teoria conhecida por "número de Dunbar", desenvolvida nos anos 90, defende que o tamanho do nosso neocórtex, a parte do cérebro usada para a interacção com os outros, nos limita a círculos sociais de 150 amigos. "Esse número pode ser flexível, mas ter mil amigos é impraticável", explicou ao i o neuropsicólogo Nélson Lima.

Diz-me quantos amigos tens, dir-te-ei quem és. A frase podia ser um lema da a capacidade humana de gerir amizades, mesmo virtuais. "Um extrovertido necessita de muitos contactos, que são uma boa fonte da sua energia psicológica para viver, enquanto um introvertido pode ser feliz com apenas vinte", diz Nélson Lima. "O que importa não é o número, mas sim a qualidade das relações e a disponibilidade que temos para as cultivar."

Para comprovar a teoria, faça o exercício: quantos amigos de Facebook são de facto seus verdadeiros amigos? "Na internet usa-se o termo 'amigo' para um membro de uma comunidade", diz o psicólogo. "É abusivo. São meros conhecidos, apenas relações virtuais."

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Where the Wild Things Are


Oito frases. Menos de 350 palavras. Pouco mais de 1750 caracteres distribuídos por 48 páginas. Para escrever aquela que é considerada uma das obras-primas da literatura para crianças, Maurice Sendak precisou de um terço do texto que leitor vê neste artigo.

O segredo de "Onde Vivem Os Monstros" - porque só podia haver um - está nas 18 ilustrações, e na musicalidade, e até na forma como o texto aparece arrumado na página. Afinal, este não é um romance ou um livro de banda-desenhada; é sim um dos mais bem conseguidos álbuns de sempre, um género em que todos estes elementos concorrem para contar uma história - sem redundâncias, sublinha a coordenadora da pós-graduação em Livro Infantil da Universidade Católica, Dora Batalim.

"Ele tem um domínio perfeito do que o texto e a palavra dizem. Pode escrever pouco e dizer muitas mais coisas", reforça a professora. Depois, cada palavra tem um peso. "É uma espécie de peça musical. Curtíssima, mas com notas exactas."

Sendak terá escrito o livro para ser lido em voz alta. "Ouvi-lo em inglês é fabuloso", assegura. E até a forma como as palavras estão distribuídas pelas páginas ajuda à leitura. A viagem do protagonista Max até à terra das Coisas Selvagens conta-se numa única frase; a mancha gráfica estende-se por 10 páginas.

Ainda hoje, passados quase 50 anos do lançamento da obra, o autor recorda um confronto com os editores. Todos queriam que trocasse a palavra "quente" por "morno", referindo-se ao jantar de Max. Sendak fez finca-pé. "Morno não queima a língua. Há qualquer coisa de perigoso na palavra 'quente'", justificou à revista "Newsweek". "'Quente' são os sarilhos em que nos podemos meter. Eu ganhei."

Polémica Lançado na década de 60, "Onde Vivem os Monstros" foi uma obra revolucionária, mas também muito controversa. Chegou a ser banida de várias bibliotecas. Em 1969, o psicólogo Bruno Bettelheim exortou aos pais: mantenham os vossos filhos longe desse livro, é perigoso (mais tarde, reconheceria que nunca o lera).

Max grita com a mãe, a mãe manda-o para o quarto sem jantar. Inédito no mundo da edição, demasiado familiar para Sendak, que crescera em Brooklin numa família de imigrantes judeus polacos, com uma mãe atormentada por problemas psicológicos.

Até então, os livros eram uma forma de as crianças aprenderem regras sociais, explica Dora Batalim. "Sendak achou que serviam para mostrar aquilo que a criança sente, pensa e é, com todas as suas ambiguidades", explica. "Se não há livros de histórias a falar disto então não servem para nada porque não falam da vida real."

Sozinho no quarto, Max projecta a raiva num mundo de fantasia povoado por monstros - os tios maternos vindos da velha Polónia, que, com dentes podres e pêlos no nariz, queriam sempre um beijinho, explicaria o autor. Sozinho, resolve os seus conflitos e não deixa que a fúria tome conta dele - ou que os monstros o comam. E regressa a casa de uma viagem de um ano a tempo de jantar.

(no jornal i - hoje)

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Cuidado com o que desejam hoje à meia-noite!

Austrália: Vencedor do melhor emprego do Mundo mordido por medusa
Emprego de sonho torna-se pesadelo


O britânico que venceu milhares de pretendentes para ganhar, em Maio, o melhor emprego do Mundo esteve à beira da morte nos últimos dias do contrato de seis meses para viver numa ilha paradisíaca da Austrália.

Tudo por causa da mordedura de uma medusa irukandji, criatura minúscula mas dotada de um veneno cem vezes mais poderoso que o de uma serpente.

Ben Southall, de 34 anos, foi picado no braço, no domingo, no final de um passeio de moto de água ao largo da ilha de Hamilton. No blogue em que tem relatado as suas experiências explicou que sentiu uma dor aguda 15 minutos depois da picada: "Estava a escaldar e a suar, doía-me a cabeça e tinha enjoos, uma dor aguda nas costas, um aperto no peito e tensão alta."

A sua sorte foi estar acompanhado de amigos que o levaram prontamente ao médico. Depois do susto, termina hoje com sucesso a aventura australiana que lhe vai render 83 mil euros.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Plantei uma árvore!


Não foi uma, foram várias!
Este ano como prenda de Natal para alguns amigos plantei uma árvore no Parque Natural de Sintra-Cascais. Estão lá todas, de mim para eles, hão-de crescer e tornar-se árvores vistosas, frondosas, com as raízes bem fundas! Marcas de amizades que quero alimentar por muito tempo!
A iniciativa partiu da "Cascais Natura" - porque é sempre tempo de apostar na reflorestação!
E tu? Não queres oferecer uma árvore a ninguém?

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Leis e matrimónios

Hoje a imprensa dá-nos conta de novas regras matrimoniais: Por um lado vai amanhã a aprovação a lei que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, por outro surge uma informação que me surpreende mais, directamente do vaticano: um não católico não se pode casar com um católico.

Eu não entendo tanta celeuma! Ou se calhar até entendo... mas acho-a desnecessária e por vezes mesquinha. Não percebo o que se está a tentar defender! Em nome de que purismo se levantam tantas vozes.

Casem-se!
Não se casem!
Mas que sejam livres de escolher!


Quero me Casar

Quero me casar
na noite na rua
no mar ou no céu
quero me casar.

Procuro uma noiva
loura morena
preta ou azul
uma noiva verde
uma noiva no ar
como um passarinho.

Depressa, que o amor
não pode esperar!

Carlos Drummond de Andrade, in 'Alguma Poesia'

... e esta que eu usei no meu!:

Quanto amor me tens,
com amor to pago.
Trago-te no dedo,
num anel que trago.
Num anel redondo,
todo de oiro fino,
que é o teu sinal,
que é o meu destino.
Esse anel me basta
p'ra bater-te à porta.
Truz, truz, truz,
na rua, como o frio corta!
Como a chuva cai,
como o vento mia!
Mas abriste logo,
que eu é que batia.
Que outro anel tivera
som que te chamasse?
Já teu vinho bebo,
p'ra que o frio me passe.
Já na tua cama
me aconchego e deito;
já te chamo Esposa,
peito contra peito.
Como tudo é simples,
como é tudo imenso!
Ó mistério enorme
de um anel suspenso!
E eis na tua mão,
num Anel igual,
brilha o teu destino,
luz o meu sinal.